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Dec 2, 2009

Momofuku Noodle Bar

Uma vez o chef David Chang disse à revista Bon Appétit:

"Cook with integrity. My philosophy is to always do things the right way, even when no one is going to notice but you. You have to hold yourself accountable."


Essa frase me marcou bastante, pois eu sou o tipo de pessoa que pode demorar mais, mas não deixa mezzo-mezzo, e isso nem sempre é uma qualidade. Às vezes, numa correria, é melhor deixar o alho ali inteirão do que picá-lo pequenininho, mas ainda assim eu PRE-CI-SO picá-lo, pois eu saberei que ele foi inteiro. As colunas de uma planilha de excel não precisam necessariamente estar alinhadas, nem a fonte de um texto exatamente padronizada, mas eu simplesmente não consigo e preciso ir lá arrumar. Sofro de T.O.C? Talvez! Mas essa frase ficou em mim por imaginar como seria a comida que alguém faz pensando assim também.


E finalmente, meses depois de esperar, fomos conferir o [Momofuku] Noodle Bar. Não é lá que se encontra o tão famoso
Soft-Cooked Eggs with Caviar (Ovo Mole recheado de Caviar), mas é o primeiro restaurante de Chang em NYC. O lugar é simples e pequenininho, numa porta perdida pelo East Village. Não faz reservas e tem poucas opções, mas vale com certeza a espera por um banquinho e um canto no balcão.

Como estávamos em 2, pedimos uma das cervejas diferentes que se pode encontrar lá e o flight de sakê (3 sakes em copos pequenos). Como não poderia deixar de ser, pedimos o Momofuku Ramen, com carne de porco e ovo molinho, e o Ginger Scallion Noodles, de gengibre com salsinha.



Para aqueles que não sabem, o ramen tem um caldo, e o noodle não. A aparência do ovo mole pode não agradar a todos, mas o sabor que dá ao caldo é maravilhoso. E porco soa pesado? Nem um pouco. Pra mim o jantar trouxe grandes memórias da infância dos noodles e ramens da minha avó. Mas para qualquer um com certeza traz um quentinho dentro do estômago muito gostoso numa noite fria em NYC.

Nov 27, 2009

Thanksgiving no Brasserie 8½

Escolher um restaurante para comer-morarmos o Thanksgiving foi difícil. O primeiro filtro foi feito na escolha de restaurantes de cozinha Americana, e o Brasserie 8½ apareceu como uma contemporânea americana interessante. O menu também contava bastante como segundo passo da seleção, pois tinha que ter uma opção meio vegetariana (a.k.a peixe).

Eu gostei bastante do lugar, com uma escadaria bonita e decoração clean. Escolhi uma entrada de abóbora recheada com risoto de camarão que era maravilhosa e divertida, pois o garfo raspava no interior da abóbora e dava um mix meio docinho ao risoto. O maridão comeu um crab cake também muito gostoso.


O peru era bem feito, super bem temperado e suculento, mas a mistureba de acompanhamentos mais agridoces como o cranberry sauce dentro de uma maçã e o stuffing* com uva passa não são tão meu paladar. Senti falta da farofinha com azeitona que assa dentro do peru de Natal brasileiro!


E para mim, a melhor parte do jantar que começa 2pm foi a sobremesa. Uma maravilhosa cheesecake de butternut squash, um tipo de abóbora, acompanhada de calda de caramelo com gengibre e sorvete de uva. Divina, com gostinho de queijo na medida e equilíbrio de doce com o azedinho do sorvete. Como outra opção, tinha também uma torta de maçã com uma massa folheada levinha e crocante.


A conta com vinho, taxa e gorjeta saiu $77 por pessoa, sendo o menu somente $49. Era um preço mediano entre as opções que vimos e com certeza valeu a experiência e não ter que limpar a cozinha no final do dia.

*stuffing do peru lembra a farofa, mas sem farinha e com pedaços de pão, cenoura, salsão, cebola e o que mais o cozinheiro quiser inventar.

Nov 25, 2009

Cannolis

Enquanto o peru não vem, escrevo sobre mais um cantinho descoberto em NYC: a [Artisan Stuffed Cannolis]. Pelas aventuras das filmagens do RG:NY, achei esse canto escondidinho no Lower East Side que tem uma super lojinha fofa.


Tudo nos conformes dos padrões sicilianos, a receita vem de geração em geração, e foi diversificada com outros ingredientes e sabores, resultando em 70 variedades de cannolis. Tem de tudo um pouco, o original tem o sabor forte da ricotta, mas para os que preferem um sabor mais light recomendo o dulce de leche, docinho na medida e sem o gosto de queijo acentuado. Na dúvida, pegue 3 por $5!

Nov 21, 2009

Meu mapa guloso de Paris

Antes de ir pra Paris, dei uma pesquisada em lugares para conhecer. Há vários blogs de outros comilões que me ajudaram muito com a minha pesquisa, e assim saí com uma lista de coisas gostosas, algumas simples, outras bem refinadas, e umas visitas a alguns museus pelo caminho.


View Minha Paris mais gorda in a larger map

Fui em busca do melhor mil folhas de Paris, e o encontrei na doceria do Jacques Genin, acompanhada da Monica, uma grande amiga minha que mora por lá. É realmente o melhor que comi - e não foram poucos - e vale a viagem de metrô até lá (133 Rue de Turenne). Pedimos o tradicional de baunilha, além de uma bomba (éclair) de chocolate maravilhosa. Para acompanhar, uma carta inspiradora com muitos tipos de chá. Tentei voltar pra comer antes de embarcar de volta pra casa, mas eles fecham às segundas-feiras.


Também fui em busca do melhor macarron, e o encontrei na [Gérard Mulot]. O favorito foi um de caramelo, puxa-puxa e doce na medida, recheio molhadinho e casquinha crocante.


O melhor pain au chocolat? Com certeza da [Ladurée], com alguns endereços espalhados pela cidade. Fresquinho e com o chocolate distribuído pelo croissant todo, não concentrado no meio como a grande maioria.


E a sobremesa mais marcante? Talvez por ter sido a primeira, mas o sorvete de leite de ovelha do [Le Comptoir du Relais Saint-Germain]. Consistência perfeita, sabor suave e maravilhoso, daquele que dá vontade de passar o dedo no derretidinho.


Pra finalizar, uma visitinha a um canto de Paris que tem várias lojas de utensílios de cozinha no 2éme Arrondissement. Vale uma andadinha pelo bairro e pelas lojas empoeiradas, com panelas de cobre e forminhas de todos os tamanhos. Minha favorita: [E.Dehillerin], eu podia ficar o dia inteiro lá!

Nov 17, 2009

Eu moraria na Bélgica

Porque:

1) A Bélgica é a terra das cervejas, dos chocolates, dos waffles e das batatas fritas.
2) É povoada por magros, esbeltos e bonitos que comem tudo isso e não engordam.
3) Timtim, Hagar e os Smurfs nasceram lá e têm um museu só pra eles.
4) Têm de tudo que é gente do mundo, que nem New York, mas não fede.
5) Abriga o maior paradoxo da Europa: pessoas que falam francês e são uns amores.

E que que eu comi de bom por lá? MUITA coisa. As batatas fritas de qualquer barraquinha são maravilhosas. O segredo, nada saudável, é a banha de porco em que são fritas e o processo, que envolve uma primeira imersão na banha, repouso, e outra imersão assim que você paga, deixando as batatinhas super crocantes.


Os chocolates são maravilhosos também, e provei uma média de 8 bombons por dia. Tem uma chiquetosa [Pierre Marcolini], onde os bombons ficam em display de jóias - não deixam nem fotografar! - e as mais famosas e conhecidas como Neuhaus e Leonidas. Godiva a essa altura ficou no chinelo.

Os dias foram corridos, pois em 2 dias passeamos pela charmosa Antuérpia, por Brugge e suas construções e ruazinhas de deixar qualquer um andando e vagando o dia todo, e por Bruxelas, com o misto da população jovem e as casinhas centenárias.


Também foi em Bruxelas que reencontramos um grande amigo que nos acolheu na sua casa e vimos um pouquinho mais do que é ser belga e não turista. Jantamos no [Les Brassins], um restaurante super tradicional, com muita cerveja e carne. Comi um Carbonnades flamandes (beef stew cooked in beer) que se desfazia na boca, hmmm... Só faltou a foto!

2 dias em Amsterdam e a melhor geléia do mundo

Finalmente consigo colocar os posts devidos em ordem e vou por partes, lembrando que a viagem teve um grande enfoque gastronômico. Assim que chegamos em Amsterdam - por sorte, num sábado - fomos conferir a Boerenmarkt, uma feira livre, onde compramos uns queijos super gostosos e uma baguette - ah! que saudade de pães de verdade! A melhor surpresa pra mim foi um queijo de cabra fresco com mel e raspas de limão, dava um equilíbrio super suave ao gosto marcante do chèvre.


Depois de um maravilhoso picnic a beira do canal com a companhia de patinhos e cisnes, fomos provar o que se tornou o melhor chocolate da viagem toda. Graças a dica de uma amiga chocólatra que morou por lá, conhecemos a Puccini e seus chocolates gigantes e maravilhosos! Imperdível e dá vontade de pegar um de cada. Quatro chocolatinhos custam tanto quanto o almoço romântico de queijos e pães a beira do canal, mas vale muito a pena.


A beleza de Amsterdam está nos canais e nas pessoas bonitas. E a surpresa está nas bicicletas. Eu sei, era a maior expectativa ver aquele mar de bikes, mas pra mim o que chamou mais a atenção foi o equilíbrio dos passageiros na garupa. Não há um banquinho confortável, senta-se ali no apoio de mala mesmo, e de lado, sem pontos de segurança e sem abraçar a barriga do piloto. Ai ai ai, não é comigo MESMO. Tinha caído da bike, me ralado toda e levado o piloto junto.


E foi em Amsterdam também que eu achei a melhor geléia do mundo. Fomos a uma padaria super bem recomendada, a [De Bakkerswinkel]. Forma-se uma fila na porta às 9:50 e 10:10 não tinha mais mesa. Não tem cardápio em inglês, mas alguém vem e te explica o cardápio inteirinho. Um café da manhã fabuloso, acompanhado de geléias diferentes, dependendo da mesa em que você se senta. Fui na de maracujá, e parece um misto de mousse com consistência de doce de leite. De comer do pote lambendo os dedos, ajoelhado, rezando, em cima do milho. Tão bom que decidi correr o risco, passear por diversas cidades e escondê-la da alfândega americana.


E eu poderia falar do museu do Van Gogh, do Ice bar (um bar a -5ºC), do Museu Rijks, da rua que tem prostitutas nas vitrines e dos tamanquinhos, mas tudo isso está no guia Top 10 Amsterdam da DK EyeWitness. Legal mesmo são as pequenas coisas que nos pegam de surpresa, como uma Elephant Parade, um jogo de xadrez gigante e a versão diferente do Kroketten (um bom e sequinho croquete de carne).

Endereços:
* Puccini: Staalstraat 17
* Boerenmarkt: Noordermarkt
* De Bakkerswinkel: Roelof Hartstraat 68

Nov 15, 2009

Chelsea Market II

Eu adoro o [Chelsea Market], e já falei [antes dele no blog]. Ele era a antiga fábrica da Nabisco, tem mil lojinhas gostosas e um mix divertido da estrutura antiga da fábrica com o ar urbano de NY. Uma pena que anda muito lotado aos finais de semana, mas ainda assim encaro a muvuca em busca dos meus ingredientes favoritos.


O primeiro deles é o leite da [Ronnybrook Farm]. Não tem leite melhor, e toda vez devolvemos as garrafas de vidro pelo bem do ambiente e do bolso, abrindo mão do bem dos ombros que as carregam até lá.

A próxima parada é o [Manhattan Fruit Exchange]. De fora ele nem é tão tcharam, mas é um paraíso dos que gostam de cozinhar, podendo até esbarrar em seu chef favorito. Foi o único lugar que encontrei 2 tipos de mamão, 3 de beringela e um número incontável de ervas frescas e queijos. Hoje comprei 2 de cabra e um chamado Amsterdam, além de tomatinhos amarelos docinhos e morangos orgânicos gostosos. O preço vale a distância, pois encontra-se os mesmos produtos que vendidos no Whole Foods, mas a preços mais agradáveis.


E a última parada de hoje foi a loja de itens de cozinha [Bowery Kitchen Suplies]. É de deixar qualquer chef - amador ou profissional - nas nuvens com a quantidade de itens de cozinha a preços super razoáveis. Não consigo sair de lá sem um potinho fofo, uma colher, um utensílio e às vezes até umas facas e ramekins novos.

E o mercado recebeu novos nomes, como uma floricultura linda, um açogue (que fechou mais cedo neste domingo, grrr) e uma filial do famoso [Jacques Torres]. Recomendo pra qualquer turista bom de garfo ou curioso na cozinha.

Nov 4, 2009

Soborô Soup

Tenho a minha lista de posts devidos que incluem a visita das meninas, a viagem à Europa com todos os restaurantes maravilhosos pelos quais passamos e também um post a futura ida a San Francisco.

Mas como os dias ainda não estão insuportavelmente frios, estou guardando essas fichas para alguma tarde horrorosa de temperaturas negativas para colocar tudo em dia.

Enquanto isso, fica mais um post gastronômico. Hoje era um daqueles dias que eu pensei "putz, não tem NADA na geladeira". E nada mesmo! Tem ali uma geléia maravilhosa que veio de Amsterdam, um pote de fois gras do Felipe e 2 garrafas de leite.

E em dias como esse eu me imponho o desafio de achar coisas que sobram no congelador e no armário e fazer algo light, nutritivo e gostoso. O congelador sempre tem umas sobras e pedaços que ficam esquecidos, e assim inventei a Soborô Soup.

A piada do nome faz mais sentido aos decendentes japoneses, pois todos têm uma avó que não consegue pronunciar o R isolado. Por causa da construção fonética japonesa, R vira "ro", e faz a piada com os restos que catei no freezer.

A sopa levou um pedacinho de salmão pequeno demais para 1 porção, um macarrão que sobrou do Hosh Hashana, uns edamames (soja verde) que sempre tenho para a hora da fome, uma pitada de Hondashi (peixe desidratado sempre presente em casas de orientais), um ume-boshi (conserva japonesa de ameixa) que não estraga e fica meses na minha geladeira e - o segredinho! - um tempero para sopas que comprei no Bon Marché lá em Paris já pensando no inverno que se aproximava.


Sei que para muitos de restos não tem muito, mas consegui mais uma vez, num dia de "geladeira vazia", fazer uma refeição gostosa! E o último trocadilho presente na sopa: a enorme quantidade de ingredientes simples da culinária japonesa que você encontra em qualquer casa de olhinhos puxados!

Oct 6, 2009

Thanks to LAN

I always say that visitors bring the best of our country to us, but this week they also brought a little bit from their own country. We had a blast with Andrea and Juan, our Chilean friends from Stanford that spent a week in NYC.


We had dinner at Natsumi, the best price/quality ratio I know in NYC for a Japanese restaurant right after they went to see Wicked. Later that week, we went for brunch at Pastis and a walk around Union Square.

Yesterday, I took Andrea to the Chelsea Market for a great cup of coffee and lunch. I was amazed by (once again!) Morimoto: you can have their pre-fix lunch for $24, the same price as Fig&Olive or that restaurant at the American Girl Place store. No need to say which one is my favorite! Very simple dishes, always with some ingredient that surprises you. I had a great cod fish and panna cotta with passion fruit jelly!

Oct 2, 2009

Almoço de Criança

Tive uma das experiências gastronômicas mais diferentes nesta semana. Eu e a Marília fomos a loja [American Girl Place]. Engraçado que não me encanta tanto a boneca: eu era criança de bicho de pelúcia e no máximo uma Barbie de cabelo comprido, mas gostava mesmo era da casa e do trailer.

A loja é um mundo a parte, e pra mim a idéia mais legal é poder comprar a mesma roupa para a boneca e para a criança, de pijama a vestido de festa. Sem contar que há vários tipos de bonequinhas, loiras, morenas e ruivas, e você pode achar aquela mais parecida com a criança - ou adulta. Claro que eu achei a minha.

Mas o auge da experiência foi, obviamente, gastronômico. Há um restaurante todo desenhado para as crianças. Os bancos são mais altos, as comidas coloridas e tem até cadeira e xícara de chá para a boneca.


Eu pedi o primeiro prato, um mini hotdog e mini cheeseburger, mas também tem pizza de jogo-da-velha e sanduiche de atum. Para as mães mais conscientes, há uma entradinha com cenoura, pepino e frutas picadas para se comer com a mão. Já a sobremesa é simples e gostosa com biscoito e chocolate, como qualquer criança gosta. A qualidade não é das melhores, e o hamburguinho era pra lá de passado. Mas acho que o público não reclama.

Aug 30, 2009

Finance and Food

Adoro quando a gente consegue relacionar comida a tópicos não tão digestivos, pois para pessoas fora do mundo financeiro como eu, as coisas ficam muito mais palpáveis e fáceis de serem entendidas. Um índice muito manjado no mundo das finanças é o Big Mac Index. O sanduíche, que é vendido em qualquer canto do mundo, serve de parâmetro para avaliar o poder aquisitivo de regiões, o custo de vida, o custo de produtos, enfim, a lista depende do pesquisador. Segue a definição do índice, en inglês:

"Burgernomics is based on the theory of purchasing-power parity, the notion that a dollar should buy the same amount in all countries. Thus in the long run, the exchange rate between two countries should move towards the rate that equalises the prices of an identical basket of goods and services in each country. Our "basket" is a McDonald's Big Mac, which is produced in about 120 countries. The Big Mac purchasing-power parity is the exchange rate that would mean hamburgers cost the same in America as abroad. Comparing actual exchange rates with PPPs indicates whether a currency is under- or overvalued."

E ontem eu li na Economist um [artigo] em que há uma comparação do número de horas necessárias trabalhadas para se comprar um Big Mac entre diversas cidades.

São Paulo com 40 min, levemente acima da média global

Na minha ingênua cabeça fora do mundo das finanças, surgiram muitos pensamentos, como o que se compra com o valor de um Big Mac em Chicago e em São Paulo. Depois de morar aqui um tempo, você vê uma grande diferença entre um McDonalds aqui e no Brasil. Nos EUA, Big Mac é comida de gente simples, que não consegue bancar uma comida de melhor qualidade. Ele custa $5, enquanto um sanduíche do Pret, por exemplo, que é mais balanceado, custa $10. Já em São Paulo, Big Mac é um luxo, e com o valor de um Big Mac se compra um ótimo prato de comida em um "kilo" simples em diversos cantos da cidade. E aí, então, o indíce Big Mac está furado?

Jul 17, 2009

Walking up and down

Mais uma semana em que eu coloquei os pés pra se sacodirem e andar pela cidade. Os dias estão lindos, aquele verão que a gente vê nos filmes de céu azul, sol e mil turistas irritantes e perdidos pelas ruas que param sem motivo e empacam nos semáforos. E o saldo dessa semana inclui coisas boas e ruins.

Uma coisa boa foi achar um vale Iced Coffee na Time Out Magazine do Tim Hortons e usar num desses dias quentes de andanças. No mesmo dia em que eu carregava o almoço, sapato, blazer, agenda e mais mil coisas em 2 bolsas. E mesmo dia também que eu pisei em algum objeto estranho na rua (a parte ruim), cortei meu pé e me passei por louca na farmácia pedindo por algo que mataria bactérias novaiorquinas. Sim, teoricamente a moça poderia ter me entregado um Veja Multi-Uso com a explicação fornecida, mas depois de algumas esbaforidas frases entre coisas caindo e frappuccino pingando, ela me vendeu um band-aid que já vem com anti-bactericida que era 80 vezes maior do que o meu corte.

As caminhadas incluiram babadas básicas em vitrines em liquidação, pessoas aceitando amostra-grátis de um sorvete que eu nunca ouvi falar na vida, o assustador corpo de uma modelo que vi na 5th Avenue que me fez sentir um porco-da-Índia, o infindável número de "Tia Augusta, tia Eliana, tia Marina e tia Cocota" que traz jovens para conhecer NYC e a fila de 50 pessoas por um espeto grego.


E o auge da semana foi achar o caminhão do [Street Sweets]. Ele é totalmente diferente dos carrinhos em que eu sempre paro e me pergunto: "Esse cara fica aí o dia todo. E ele com certeza tem necessidades fisiológicas aliviadas em algum canto. Então onde ele lava a mão?". É um baita caminhãozão que tem cozinha, fornos e pia com detergente. Conversei um pouco com a vendedora e ela me explicou que a cada dia e hora eles estão em diferentes ruas da cidade.


O maior sucesso são os croissants, seguidos pelos cupcakes, mas achei um pouco avantajados e escolhi 4 mini-cookies por $2.50. A foto não ficou tão boa, mas eles eram deliciosos! Super frequinhos, chocolate com chocolate, geléia de amora, baunilha com limão e meu favorito: o deformadinho com recheio de gianduia.


Como se sabe por onde eles andam? Uma simples consulta ao website, ou para os mais modernos, acesse o Facebook ou o Twitter do Street Sweets. Ou vai na sorte como eu, pois pra mim é muito mais divertido. Semana que vem, se São Pedro colaborar, tem mais novidades da andarilha.


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Good and bad can come from walking around NYC. During my second week "on foot and no metrocard" I was able to literally experience both sides.

I loved to grab a free Iced Frappuccino from Tim Hortons, super refreshing for my 20-25 minutes walk. Unfortunately, on that same day - and obviously the day I was carrying shoes, lunch, notebooks inside 2 big bags + coffee - I cut my foot in the street. Yes, I'm clumsy. It wasn't bad at all, but I freaked out to a point of asking a girl from the pharmacy if she could recommend me something that would kill germs. I know, Clorox would do, but that wasn't actually the case and it took longer to get a band-aid + neosporin.

There are many other interesting things you see while walking in NYC. Models that made me feel like a Guinea-pig, a huge line for gyros on 6th Ave and 53rd and people accepting random free ice-cream. I love free food, but that was too much.

I could say that the best of my week was finding the [Street Sweets] Truck. It has nothing to do with any regular food stand in the streets, those you can never know where the cook washes his hands. I got 4 cookies for $2.50 and I can say my favorite is the one with gianduia. This truck goes around NYC, and you can follow them on Twitter or Facebook or just simply start walking and see where your feet can take you. Up to now, good things are way more often than bad ones! But no Havaianas for 1 week.

Jul 14, 2009

Mix it all


My first Korean food experience took place in Midtown East at [Korean Palace]. It was easy and delicious, as Janine had awesome recommendations and I didn't waste my time reading the (endless!) menu options. In that table: German-Swiss-American, Puerto Rican and Japanese-Brazilian. Yes, that's Globalization! Sharing and comparing things in the U.S., Europe, Caribbean & South America. From food to poverty, beaches to boobs, I had a blast!

Jun 26, 2009

Vai e vem

Chegou a chuva
Chegou a Marilia
Jantamos no Buddakan
Impecável do começo ao fim
Jantamos chinês em casa
Tomei um banho de chicken lemon sauce chinês
As fotos da mesa ficaram amarelas
Milo lambeu chicken lemon sauce da mesa por 2 dias
Faxineira salvou o Milo e a gente
Delicioso Nobu
Maravilhosa companhia
Trabalhos a mil por hora
Milo comeu um ear-plug
Primeira aula de Bikram Yoga
Chegou o Edu
Comprei presente de aniversário
Jantamos no Tartine
Chegou o aniversário
Já já chega o Canadá
Ou nós chegamos a ele
E o blog ficou sempre pra depois.

Jun 18, 2009

Aussie Ladies Night

It is always nice to give a break to your routine and do something different. Last Tuesday I met some friends for a girls night out. It all started at a place called [Beauty Bar], where they offer good martinis and bad manicure for $10. I wasn't lucky and my nails looked like a 5-years old job, but we were there just for the fun of it.


Later on, we walked - taking a quick detour where one girl got the happiest shopping moment of her days in NYC - to a Thai restaurant, [SEA]. It was the best Thai I've ever had! We shared different dishes among us, each one picked one, so I can only remember I ordered a tofu fried rice, but we had some great dumplings, chicken, a seafood plate and noodles.


Before hitting the dance floor, we went to a [Karaoke]! The place had a great selection of anything you could imagine: from classic Karaoke songs to whatever is being played on the radio! We got our private room so no one was smashed by our American Idol moment.

Last, some dancing was involved, and that was the end of the night for me. Girls went out for another round of drinks, but I had to make my way home.

Jun 14, 2009

No wonder the scale complains

Andei comendo umas coisinhas bem legais recentemente, mas sempre achava meio banal fazer um post para cada uma delas. Esse blog que era da nova vida nova-iorquina está cada vez mais com a cara de um blog sobre a gastronomia nova-iorquina. Não reclamando nem achando ruim e na esperança de que os leitores pensem o mesmo, mas às vezes tento me conter nas redações um tanto (in)digestas. Não consigo, e lá vão elas:

* Há uma rede simpática chamada [Le Pain Quotidien]. A experiência veio na verdade da frustrada tentativa de experimentar o novo café do Lincoln Center, naquele momento fechado para um evento. Eu e minha amiga [Dea] acabamos parando ali do lado para umas Tartines, de queijo gruyere e de ricota com figo. Deliciosas, um tanto complicadinhas para se comer, mas em um ambiente acolhedor e com jeito de interior.

Le Pain Quotidien @ Lincoln Center

* A outra experiência interessantíssima e deliciosa foi o [The Green Table] dentro do Chelsea Market. A descrição do lugar explica tudo: "The daily menu reflects what's freshest at local farms and greenmarkets and our wine and beer list is composed of sustainable, organic and biodynamic offerings". Recomendo fortemente o mac'n'cheese deles. Macarroni & cheese é um prato manjadíssimo de estudantes sem tempo e enjoados dos miojos, que adicionam água a um macarrão furadinho e com corante amarelo-ovo. Dizem que só os que cresceram se alimentando da gororoba conseguem achar graça, e é realmente verdade. Mas essa versão sofisticada e com queijos deliciosos que sai crocante do forno é de tirar o preconceito de qualquer um! E não torça o nariz ao vinho eco-friendly, que vai super bem acompanhado do prato de queijos com morangos, mel e figos da região.

Cheese Selection from The Green Table, Chelsea Market


Crunchy homemade Mac'n'Cheese

* E a última do findi foi um [Big Apple BBQ Festival] em Madison Square Park. Graças a irresistível Time Out Magazine - gente, assinatura anual por $20! - fico por dentro de coisas de NYC. Algumas bem inúteis, outras de interesse duvidoso, mas com informações super legais como o tofu feito na mesa dos clientes no Morimoto e alguns festivais aqui de NY e suas vizinhanças. Uma dessas foi o BBQ festival, que me cativou pela organização das filas a perder de vista e a deliciosa "ribs", uma costela no molho barbacue, adocicado e assado na medida certa.

BBQ Festival @ Madison Square Park

Faltou só a foto da cervejinha com o visitante PH no House of Brews, que está por NY até sábado. Ui, volto a minha sopinha caseira de vegebas durante a semana!

Jun 13, 2009

Exotic Japanese Food

Uma vez, a [Gi escreveu] no blog dela sobre o que seria a comfort food de cada um. Desde então, eu fiquei pensando o que seria a minha comfort food, e acho que também caio na categoria dos decendentes de japoneses que sentem falta do arroz-grude-sem-gosto. Lembro-me de uma das vezes que estava no Brasil e pedi para minha mãe fazer uma carne só com sal, arroz e ume-boshi (uma conserva de ameixa). Nem tão japa, nem tão brasileiro, exatamente como sou.

E para comemorar o dia dos namorados com um presentão que ganhamos, por que não voltar um pouquinho às minhas origens, com uma pitada de criatividade? Para isso, fomos ao tão famoso e conhecido [Morimoto]. O lugar fica no burburinho de Chelsea, lá na 10th Ave, onde como em muitos lugares de NY, a fachada não representa o interno. Um simples muro e discreto letreiro escondem, o que o Fê definiu, como "quase um shopping". Há uma escada linda emoldurada por garrafas que leva ao bar. O teto lembra um circo branco enrugado, e ali ao fundo da para ver o sushi bar e as criações saindo às mesas.


Para começar, sentamos ao bar, lindo com um vidro com folhas desenhadas a laser. Pedimos 2 shochu, uma versão mais light de sake servida no gelo. Nossa mesa ficou pronta, e pedimos de entrada um toro tartar, servido em uma plaquinha de bambu e complementos que me lembravam gostos pertencentes a casa da minha avó.


Também não poderíamos deixar de ter pedido alguns sushis, e escolhemos o toro (parte mais gorda do atum) e salmão. Impecáveis, abriram o paladar para a truta que viria depois, acompanhada por miso, trufas e um prosciutto crocante. Esqueci a foto, tudo estava gostoso e irresistível demais.

Para finalizar, pedimos 2 sobremesas: um bolinho de chocolate com sorvete de pipoca e pipocas carameladas e um chocolate-banana vacherin, uma escultura de suspiro em formado de tubo recheada com farofinha crocante, banana e sorvete.


E o nome Morimoto soa familiar? Além de ter um restaurante em NY e outro em Philadelphia, ele é o japa criativo do [Iron Chef]. Gosto de comida-de-mãe com um toque de criatividade, exatamente o que eu queria!


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To celebrate the Brazilian Valentine's day, Felipe and I had a great dinner at Morimoto. Yes, you've heard about him before, as he is not only a super chef in NYC and Philli, but he is also an Iron Chef from Food Network. I was watching this show last week admiring his beautiful and exotic menu and thinking that maybe one day we'd taste that food.

And thanks to a great gift, that day was yesterday! The restaurant itself is beautiful and matches perfectly all those dishes. We had marvelous sushi complemented by some shochu (lighter sake on rocks), a tuna tartar appetizer (second photo), delicious trout and - my weakness - 2 desserts!

Couldn't think of anything better to celebrate our Valentine's Day: food that for me tastes like home with a touch of creativity!

Jun 4, 2009

Pizza, Gnocchi & Cookies

It's been a while since my last food related post. It doesn't mean we are not eating great stuff, it's just that I wasn't inspired to write about it, but Iron Chef solved my problem.


Last Saturday we had a great lunch at the [Union Square Café], listed as Zagat's #1 must eat. It is not as fancy or glamorous as #2, 3 and 4, but food was really good. I had a ricotta gnocchi and Fê ordered a glazed onion risotto, both "appetizer" size and delicious in every single bite. For dessert, the best panna cotta in New York!


The funniest detail is that we just ended there because I wanted to get some things for Milo at PetCo, and didn't think Felipe would stand eating in the crowd of the Union Square Farmers' Market. Food was tasty, the day was beautiful and Milo got great toys!

Late at night we met some friends for a truly Napoletanean pizza at [Kesté]. The place is known for having a certificate that all pizzas are made according to some standards from Napole (Naples). Pizza was delicious and reminded me of how much I miss Brazilian-Italian pizza. The restaurant is cute, friendly and if it wasn't for a 10minutes wait that turned into 35 minutes, things would be perfect. Well, couldn't expect Italians to keep up with their schedule, right?! lol


And dessert? [Milk & Cookies], literally. There is a cute and tiny place somewhere around West Village that sells great ice cream and milkshakes, but I had to go for a glass of cold whole-milk and some cookies - Macadamia with white chocolate is the best!

May 16, 2009

Chelsea Market I

Uma vez fui convidada pela Stacey para tomarmos um brunch no [202], dentro do Chelsea Market. Eu nunca tinha ido ao mercado e morria de vontade, e ela queria ver se o restaurante daqui mantia semelhanças ao original em Notting Hill. Eu adorei, comi uma saladona caprichada e um smoothie de berries com acabaxi refrescante.


Hoje voltei ao lugar acompanhada do Fê. De novo comemos no 202, mas pedi um hamburger de cordeiro com queijo de cabra e umas meio polentas de grão-de-bico, e ele um sanduba de peixe num pão de croissant. Tudo lindo e gostoso, desta vez só acompanhado por um smoothie de morango, manga... abacaxi... Qualquer coisa, o garçon não sabia muito bem o que tinham colocado lá dentro.


O mercado em si é uma linda experiência. Tem lojas variadas, uma de derivados de leite com um sorvete de pistache muito bom, várias padarias, até uma velhinha que afia facas e uma outra loja que se chama [Chelsea Market Baskets]. Além de cestas (comprei uma linda cesta para pão por $4), eles também vendem uns quadradinhos de chocolate para mergulhar no leite e chocolates Leonidas, marca fortemente recomendada por um amigo Belga.


E pra complementar a dica, vale também como uma experiência cultural e de arquitetura. Grande parte do antigo mercado foi mantida, os elevadores tem uma estrutura antiga, tem uns galões de gasolina e lamparinas japonesas de decoração e paredes de tijolinhos. Funciona para um sábado ensoladado ou chuvoso!


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Chelsea Market is a great experience out of the super tourist places in NYC. I've been there only once with my Australian friend for brunch at 202, a famous restaurant from Notting Hill (London). Today Fê and I decided to go there for some delicious brunch. Food was great, their smoothies are refreshing, although our waiter kept changing its ingredients and finally said he had no idea whatsoever they were adding to it.

The Market is not only about food though. The architecture is beautiful and most of its bricks and heavy doors were preserved. There is a milk bar, dishes from the farm and a basket store, where they sell not only basket, but Leonidas Chocolates, highly recommended by our Belgium friend! Great place to go, sunny or rainy!

Mar 30, 2009

My Food Concerns

Sempre aprendi na faculdade que no Brasil a gente não tem muito controle da produção de alimentos. Os níveis de pesticida não são tão precisos, hormônios são dados aos animais, as galinhas orgânicas não recebem uma alimentação inspecionada e assim vai. Depois de 5 anos de faculdade, cheguei a conclusão que nem de ar e água a gente sobrevive, porque até isso está contaminado. Então adotei a atitude desencane e seja feliz, pois comer é sim um dos lindos prazeres da vida.

Tem-se a idéia de que as coisas pelo mundo são melhores, que a terra é melhor aproveitada, os recursos bem utilizados. Nhé, até parece. Um americano, sem tanto conhecimento técnico, me disse um belo dia que as carnes no Brasil eram mais gostosas do que as daqui porque a gente deixava o gado crescer em paz. Discordo, há diferenças no clima, nas raças, nos cortes e, claro, na bugiganga que eles comem também, mas não podemos desconsiderar os fatores ambientais e climáticos que fazem as carnes serem melhores lá ou cá.

Mas sim, tem coisa ali que é diferente, e a melhor prova disso para mim é a duração das comidas da América, que as pessoas justificavam com o fator climático. Ah, aí é mais frio, aí é mais quente, aí é mais seco. Sim, verdade, mas nada disso faz as coisas durarem tanto tempo assim.

E como eu sei disso? Ando fazendo uns testes bem caseiros. O primeiro foi do pão. Eu comprei um pão de forma daqueles tipo Pullman e deixei na geladeira. Morando em uma casa com poucas pessoas, eu já havia visto esse tipo de pão embolorar mesmo na geladeira. Realmente, mais de um mês depois ele ficou meio azul. Ah! E aí fui fazer o teste com o pão do Weight Watchers, que considerando a quantidade de calorias é um milagre da panificação. Durou de outubro a fevereiro. Sim, CINCO meses. E ele não embolorou, eu que acabei desistindo e jogando fora, com medo que ele contaminasse as outras comidas da geladeira.

E isso acontece sempre no dia-a-dia. Outro dia esqueci uma caixinha de uva na geladeira. Esquecida mesmo, por exatos 10 dias. E ela estava lindona, doce e suculenta. O Fê esqueceu peras, e elas estão ainda lá, há 3 semanas.

my 10-days old grapes


Mas o mais surreal pra mim ainda são os leites. Eles ficam dias e dias e dias abertos na nossa geladeira de temperatura não tão estável. Eles não sofrem UHT (ultra high temperature), mas sim a pasteurização branda de "quase 100ºC" que americano gosta. E eles ainda assim não azedam. Eu cheguei até a considerar a remota possibilidade de tomar um leitinho de soja como meu segundo copo de "leite" diário, mas desisti quando achei que em vez de leite eu estava lendo o rótulo de um suplemento vitamínico artificial. É, talvez o americano tivesse razão, aqui eles colocam algo a mais mesmo nas suas vacas. E em nós.


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Someone once told me that Brazilian meat was better than American as there are less hormones added to it there. At that time I disagreed that it could be the main reason, as we do have to consider species, climate differences and also different cuts, such as rib eye and picanha.

But after living in the US for a while, I have to admit that it might be true. I've been doing some home analysis, nothing sophisticated or that has much of a control as it should. First was my experiment with bread. I just got the same style I used to buy in Brazil and it lasted for a few weeks more. Then, it came the Weight watcher's bread, which seemed a miracle to the baking industry, making it possible to eat bread and consume such few "points". Well, it lasted for FIVE months in my fridge, and there was still no mold when I threw it away, I just gave up on it.

And it goes like that. Grapes and pears can be there for weeks in my fridge and will not spoil. Milk, even though it is not UHT-ed (high temperature process) as it is in Brazil, lasts much longer. Chicken fillets are the size of a 10 pounds bag of rice. And I'm not talking about bad quality food, as part of my research involved extensive trips to Whole Foods. Maybe there is something added to our food that we're not aware of.