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Jan 2, 2011

Acabou

Demorei um mês pra voltar pra esse blog. Foi falta de tempo, inspiração e todos os blábláblás de qualquer blogueiro que fica um tempo sem escrever. E eu tentei: abria a página inicial, clicava em "New Post" e nada vinha a mente. Aí fechava a página e deixava pra depois.

Não tem muito pra falar. Chegou ao fim nossa vida em NY. Devolvemos as chaves do ap, e agora 50th & 8th volta a ser somente uma das tantas esquinas da cidade maluca que nos acolheu por dois anos e meio.

E a gente volta, com certeza. Mas com outra cabeça, outra ideia. Eu sempre falei que cada visita me mostrava um lado diferente e um ponto de vista novo de Nova York, né? Pois é, agora vai ser a minha vez de levar coisas diferentes pra lá e trazer outras tantas.

E o blog vai continuar aqui praqueles que buscam algumas dicas, ideias, pra relembrar um momento ou pra achar o nome de um lugar.


Goodbye to the "concrete jungle where dreams are made".

Nov 23, 2010

Moving...

A nossa casa primeiro ficou assim


E até agora a pouco ela estava assim


E neste exato momento estamos sentados no lobby do prédio, pra não ficar no caminho de um monte de caixas andando pra lá e pra cá...

Nov 18, 2010

9 dias

Esse blog ficou abandonado, jogado de lado por um tempo. E puft, faltam 9 dias. Nossa, cadê? Exato, estou total num mood mudança de volta pra casa. Dizendo "até a Copa!" para alguns, empacotando coisas, comprando tudo que consigo.

O que faz parte dessa lista maluca? Tem os óbvios, eletrônicos e eletrodomésticos, Le Creuset(s). Tem coisas bobinhas das quais sentiremos falta. Tem coisas que vão passar escondidas - ah, e eu conto pra todo mundo... - como uma pimenta rosa que eu adoro e um sal do Himalaia. Livros de receitas vão de dúzias, assim como coisas de cozinha. Sim, SEIS
whisks (fuês) são necessários e eu uso todos. Shampoo Paul Mitchel baratchiiiinho, lata de lixo da SimpleHuman e papel de parede pintado a mão por uma mocinha muito simpática que mora no Brooklyn.

E muitas caminhadas por lugares que nunca mais terão a mesma cara, a mesma
vibe. Check list do que fazer em Nova York, ver Billy Elliot e A life in The Theatre, comilança master nos restaurantes favoritos, passar pelo SoHo, Village, Lower East Side, Upper West e andar perdida por todas as suas ruas, procurar presentes de amigos-secretos e Natal. Documentação do Milo para exportação de animais, cancelamento de contas, alteração de endereço, fotos e mais fotos. Não tem fim. Ou terá. Daqui nove dias.

Sep 13, 2010

Fashion Night Out 2010

O Fashion Night Out é um evento muito interessante que acontece . Qual o objetivo? Na cidade em que o espírito consumista está a flor da pele, por que não deixar as lojas abertas por mais tempo e ainda cativar os consumidores com produtos de graça, taças de champagne e um desfile lindo no Lincoln Center com Giselle e Naomi?

E eu fui lá no Meatpacking District conferir o que acontecia. Há lojas espalhadas pela cidade inteira, mas a maior concentração fica mesmo pelo carinhosamente apelido de MePa e pelo SoHo.

Eu não sabia muito bem o que ia encontrar. Uma amiga já tinha me falado que a fauna é bem diversa e interessante, e achei super legal. Modeletes e magrelinhas andando por todos os cantos, as Angels fizeram sua aparição na Victoria Secret, assim como atrizes e famosos. Lojas como Tory Burch tinham champagne para seus clientes, as irmãs Olsen apareceram pelo bar da Saks e até o próprio Blahnik surgiu pela sua loja.

E o que eu fiz? Num grupo com mais 3 meninos, tomamos sorvete Van Leeuwen, um super sorvete orgânico vendido em caminhões, e desisti do Rickshaw dumpling por causa da fila!


Andamos num carro que será o lançamento 2011 da Lexus. O test drive teve como piloto o Dr. Pedott e passageiros super animados. E por que cansar seus pés? Pegamos uma carona de bicicleteiros ao metrô, patrocinada pela Aveda. Adorei!

E compras? Não foram muitas, a tática do evento não funciona comigo. Loja aberta até mais tarde, cheia de modelos e amostra grátis não atiçam meio bichinho consumista. Apesar que nada mal comprar um sapato do próprio Manolo, hein?

Só mesmo da camiseta super fofa do evento. Além de bonita, ainda é politicamente correta: 40% dos lucros é destinado ao The New York City AIDS Fund. Consumismo do bem!


Ah, e pra terminar a noite: modelo e atriz também andam de metrô! Eu geralmente sou péssima pra identificar as pessoas, mas tinham algumas na plataforma do trem E. Duas que reconheci: Clémence Poésy (do filme In Brugges) e Nora Zehetner (do Grey's Anatomy). Nenhum Keanu Reeves =(

Aug 24, 2010

Pedicure

Fazer o pé ou a mão em NY é uma experiência de vida. Há alguns tipos e opções, e eu já passei por três por aqui. A primeira foi bizarra. Parecia que eu tinha brincado de manicure com uma criança de 5 anos. Cantinhos, empurrar cutícula, oi? Nada. Descasquei no metrô a caminho de casa.

A segunda me deixou meio noiada. Fui num dos famosos salões que tem um monte de asiáticas enfileiradas e que pintam a unha de forma tão perfeita que mal precisam limpar os cantinhos. A minha aflição foi daquela cuba que sei lá se limpam direito. Eca. Dizem que germes e fungos ficam pelas tubulações e que ninguém cuida muito bem da manutenção daquilo.

Na dúvida, hoje fui conferir um outro lugar. O [Bliss Spa] é super legal e tem profissionais super treinadas e um lugar que é impecável. Qual o custo disso tudo? O dobro do preço do lugar de higiene duvidosa, custa $65 para fazer o pé em vez de $32. E se alguém quer saber a minha opinião, nenhuma micose ou bereba vale essa diferença de preço.


Então, você chega num lugar lindo e é recebido com uma garrafa de água personalizada com uma tampa que tem cheirinho de laranja. A sala é pequena, só aceita gente com horário marcado e sempre tem somente duas profissionais trabalhando. Tem DVD na parece com fones em cada estação.


A pedicure vai muito além de lixar o pé e passar esmalte. Dura uma hora e a minha tinha uma hidratação em leite com óleo de amêndoas, uma esfoliação da pontinha do pé até o joelho e uma massagem maravilhosa com muito hidratante de laranja. Os esmaltes são OPI ou Essie, marcas de qualidade. Tem até chinelinho descartável pra voltar pra casa!


E a Sherry, que me atendeu hoje, era um doce. A gente tem que lembrar que aqui 15-20% de gorjeta é algo que faz parte do preço normal de qualquer serviço de salão, mas mesmo assim ela era bem legal. Me ensinou até a desencravar a unha do marido! E antes de trabalhar lá ela foi também mani/pedi do Mandarin Hotel e do salão da Elizabeth Arden.


Valeu muito a pena. Foi um daqueles momentos em que você relaxa e desliga do mundo. Bem diferente do salão em que você ouve a conversa da moça do lado, lê a manchete da Contigo da outra. Mas por esse preço... Não dá pra fazer com muita frequência não.

Teletransportei de NY pra Copenhagen

Nova York sempre me impressiona. É uma cidade muito maluca e com uma dinâmica que você piscou, mudou. Seja no semáforo, em que naquela suspirada às 8am com sono você será atropelado por um engravatado mal-humorado e seu Starbucks, ou seja numa simples caminhada rotineira em que você vê algo diferente que não estava lá ontem.

E numa dessas caminhadas, num sábado bonito que resolvemos sair pra andar e almoçar em algum lugar gostoso, aproveitei pra passar na loja da Nespresso lá da Madison (com 66th St) e comprar umas cápsulas pra minha cafeteira. Andamos pra lá e pra cá e de repente me senti andando pelo centrinho de Copenhagen de novo.

Demos de cara com a loja do [Georg Jensen]. Para aqueles que não o conhecem - e eu também não conhecia antes de ir pra lá - o cara é um MUST de design de jóias (Pensamento: jóia ainda tem acento na nova gramática?) e itens de prata para casa. As linhas dele são super modernas, e ao mesmo tempo ficam na moda por décadas. Sim, Paula também sabe falar - um pouco! - de moda! Principalmente quando o cara sabe fazer o saleiro mais lindo que eu já vi na vida!


Ter achado a loja dele aqui em NY me fez refletir muito sobre essa cidade maluca. A primeira coisa que me surpreendeu é que o saleiro custa menos aqui em NY do que na Dinamarca. Fala sério, se tem algum lugar em que o custo das coisas consegue ser mais alto do que em NY é lá pelas bandas da Escandinávia. E isso se reflete até no saleiro. Mas mesmo assim, como o produto pode ser importado e ainda assim ser mais barato?

E o segundo pensamento foi: o que será que eu procuro em NY e não encontro? Juro que tenho tentado pensar nisso desde que me mudei pra cá. E, claro que de forma importada e pagando os olhos da cara, mas até pão francês e manicure brasileira você encontra. Se procurar, acha. Isso é impressionante. Não consigo pensar em mais nenhum canto do mundo que tenha essa disponibilidade de simplesmente tudo.

Meu pensamento evoluiu para: como Manhattan sustenta essa variedade de tudo quase infinita? Como você consegue encontrar o designer legal da Dinamarca, o pão típico da Noruega e a farinha de mandioca brasileira em um lugar só? Tudo tem que ter um custo, mas qual é esse custo? Ok que todo mundo sabe que o poder aquisitivo médio dessa tripinha de terra é bem alto, mas tão alto assim que tudo tem seu espaço e seu mercado?

E aí, no caminho de casa, olhei pra esquina e vi que não. O restaurante Roberto Passon, que virou Giuliano há uns meses, agora virou Bistrô Mexicano. E pra mim foi a resposta da pergunta que ficou na cabeça desde cedo. Você tem que ser diferente, tem que ter um produto legal, tem que ter um público que compre, que se mexa pra chegar a você. E nessa cidade maluca, o seu público vira as costas se o salmão de ontem não foi igual ao salmão da semana passada.

Cheguei a conclusão de que com tantas opções assim, se você não for o designer dinamarquês ou a brasileira que depilava Giselle, grandes chances de que em alguns meses ou até semanas a cidade se cansa e te troca por algo diferente. Triste, né?

Jul 17, 2010

Nova York por suas flores

Morar em uma cidade em que as estações do ano são muito bem definidas tem as suas lindas vantagens. Além de poder observar a neve caindo da janela, as tulipas abrindo pela cidade toda, e as folhas vermelhas caindo no outono, você também sente na pele a mudança da população.

As pessoas ficam mais felizes com o chegar da primavera, mais emburradas com o pico do inverno e incomodadas com o calor excessivo do verão. Não consigo comparar ao calor nem de São Paulo, Rio ou Bahia, pois a exposição ao calor, o tempo que se anda na rua e as atividades do dia a dia são muito diferentes. Acredito que 35º C em São Paulo incomoda muito menos, pois estamos sempre dentro dos nossos carros e escritórios com ar condicionado. E também acredito que 5º C em São Paulo incomoda muito mais, pela falta de estrutura da cidade.

Mas o que eu mais gosto de observar nessa mudança toda das estações são as flores. Com a chegada da primavera, Nova York fica completamente florida. É impressionante o trabalho que a cidade toda tem em manter suas ruas coloridas. Milhares de tulipas são plantadas ainda quando botões, não durando mais do que um mês, mas deixando todo mundo mais feliz.

Park Avenue

As minhas flores de casa também floriram depois de hibernarem por um inverno bem frio. Impressionante ver que com a chegada da primavera e dos seus dias mais longos, tanto meu bonsai de laranjeira quando a orquídea resolveram colocar as pétalas de fora.

E no auge do verão, o que me agrada mais são os girassóis. Uma flor elegante, forte e que deixa qualquer ambiente super colorido. Gosto de lírios, gosto de rosas, mas recentemente o girassol tem sido meu favorito.

Uma pena que, quando o inverno chegar, a gente percebe a diferença das flores nos preços. Raminhos de $5 custam $10, e os meus girassóis e tulipas vão sumir das Delis da cidade.

Jul 12, 2010

Rockaway Beach

Acho que sempre estamos que estar abertos a novas ideias e passeios, mesmo que em uma mesma frase você acabe encaixando as palavras praia e Nova York. Uma grande amiga minha que nasceu e cresceu em NY me convidou para ir a praia. A primeira reação foi "IXI!", mas enfim, o que eu tinha a perder, certo?

E acho que ganhei muito. Por dois domingos consecutivos fui a Rockaway Beach com ela, amigos e namorado, com mexirica na praia, pois aqui fruta na praia não é farofa. O que achei? Não é feia, mas não é bonita também. Lembra um cantinho de praia feio que a gente tem no Brasil, mas tem areia fina, água salgada - e FRIA! - e umas ondinhas pra quem quer aprender a surfar ou dar um mergulho rápido.


Tem também uma barraquinha de tacos de peixe empanado bem famosa que fica por lá, com fila mesmo em tarde de chuvisco. Super gostoso e fresquinho, vai bem acompanhado pelo milho verde mexicano, que tem manteiga, molhinho apimentado e queijo ralado.


Não é um lugar que eu indicaria a um turista, nem uma praia que eu levaria alguém do Brasil que estivesse me visitando. Mas serviu muito bem pra tirar aquele branco azedo acumulado durante os meses de inverno e também para fazer alguma coisa diferente e típica dos locais. Ah, e bem melhor do que tomar sol de biquini no Sheep Meadow do Central Park, né?

Jul 7, 2010

Calor de NYC

Já tinham me falado que o calor de Nova York é algo infernal. Todos falavam que o verão de 2009 foi o mais ameno de muitas décadas, e realmente eu só senti muito calor no final de agosto. Reclamaram um monte de julho sem sol no ano passado, e eu confesso que fiquei é feliz com as temperaturas mais agradáveis, pois calor só é legal na praia ou na piscina.


Nesse ano o verão veio com tudo e deixou muita gente presa em lojas com ar condidionado e virou manchete de hotéis. É impossível sair de casa com calças compridas, e as Havaianas dominam os pés dos americanos e de outros turistas. Muito vestido, muito shorts e muitas garrafas de água são vistos pela cidade toda! E se você está planejando passar as férias de julho por aqui, fica o aviso: traga muita roupa fresquinha, filtro solar e hidratante bom pra aguentar o ar condicionado que bomba por todo lado.

May 28, 2010

Tudo e Nada acontece ao mesmo tempo

O pobre coitado desse blog está abandonado faz um tempo, mas eu estou sem criatividade não-gastronômica recentemente. Até andei me esforçando pra pensar em coisas novaiorquinas, mas nada me veio a mente.

E ontem comecei a ver os marineiros andando pela cidade, um "evento" que se chama Fleet Week. A cidade fica cheia de oficiais... marinhos! Ok, soou horrível a minha expressão, então pra não errar, segue a definição abaixo:


"Fleet Week is a United States Navy, United States Marine Corps and United States Coast Guard tradition in which active military ships recently deployed in overseas operations dock in a variety of major cities for one week. Once the ships dock, the crews can enter the city and visit its tourist attractions. At certain hours, the public can take a guided tour of the ships. Often, Fleet Week is accompanied by military demonstrations and air shows such as provided by the Blue Angels."

A primeira vez que eu vi sobre o Fleet Week foi no Sex and the City, quando o quarteto sai pela Times Square, vai a alguns bares e conhecem os uniformizados. Eu fico imaginando o que passa na cabeça deles, depois de tanto tempo isolados, ver tanta luz, tanta gente maluca. Devem pirar um pouquinho.

Falando no assunto, e a estréia de Sex and the City 2, hein? Ainda não vi o filme, mas confesso que o trailer não me animou muito. Parece que fizeram uma mistureba de coisas estranhas demais. Aidan e Marrocos? Vixe. Mas quem sabe quando eu for ver - provavelmente quando os cinemas estiverem menos lotados - eu possa dar uma opinião melhor sobre o filme. E tomara que eu mude de opinião.

E pra acabar o post que fala de tudo um pouco, aqui vamos nós para San Francisco! A Gi e o Jere vão nos acolher nada casa deles, e até o Milo foi convidado! A viagem será ótima para desligar um pouco a cabeça, curtir amigos e - claro! - comer bem. Temos reservas em 3 restaurantes super legais! Mas ai provavelmente vai virar post do [Cozinhando].

Mar 28, 2010

Os mendigos e outros mais

A que ponto chegamos em que algumas referência da cidade deixam de ser prédios, restaurantes ou metrôs e passam a ser pessoas. Outro dia estava no meu trajeto casa-aula pensando em todos os mendigos que perambulam por NYC e como escreveria um post sobre essa parcela da população nova-iorquina que é tão famosa quanto os engravatados de Wall Street.

Alguns ícones que merecem ser descritos:

- uma senhora senta em frente à cabine telefônica da esquina noroeste da 49th com a Broadway (claro, quem hoje em dia ainda usa telefone público!?) e pede por trocados em uma melodia bem esquisita. Irritantemente esquisita e mono-tom, daquelas que gruda na sua cabeça durante os 8 segundos que você ouve e continua ali, quase como o som de um berimbau por mais uns 10 minutos. Não merece trocadinho.

- há um mendigo que fica na estação da Madison com a 53rd na linha azul que também merece destaque. Faz um tempo que não passo por lá, mas se não fosse louco, com certeza poderia ser narrador de jornal da rádio. O desenvolvimento das ideias que ele defendia, como por exemplo a exclusão dos imigrantes, dos gays e das mulheres era tão absurdo quanto bem elaborado. Doidinho interessante aquele.

- um outro maluquinho perambula pelos vagões da linha laranja pregando uma visão um tanto diferente de religião, criticando a igreja católica, o budismo, judaismo e defendendo uma religião que ele mesmo criou. Esse às vezes comove transeuntes e cria situações até um tanto assustadoras.

- um mendigo cantarola
"I will be there" andando pelo vagão da linha amarela. Não a música inteira, mas somente o refrão. Ou melhor, nem o refrão, ele canta mesmo duas frases: "Just call my name, I will be there", variando-as musicalmente de acordo com as próprias passadas. O detalhe: ele é cego. Então imaginem um baixinho (menor do que eu) andando e cutucando todos os pés cantarolando "I will be there", agradecendo ao som de moedinhas que caem na lata e acrescentando à melodia alguns "Oh, I'm so sorry!" porque cutucou alguém.

- e não são mendigos, mas já que lembrei do cantor, vale mencionar um dueto que violinistas que alegra minhas manhãs esporádicas. São dois meninos que tocam durante 2 ou 3 estações no vagão. E em pé, haja equilíbrio! As músicas são agradáveis e me fazem sorrir, diferentemente dos sanfoneiros e batuqueiros que às vezes ensurdecem o vagão. Foram os únicos até hoje que ganharam um trocadinho.

Mar 6, 2010

Meus 15 minutos no Queens

A revista Time Out da semana passada era focada na eterna disputa Manhattan/Brooklyn. Duas jornalistas - obviamente, uma moradora do Brooklyn e outra de Manhattan - discutiam porque era mais legal morar em um borough ou em outro. Os três tópicos eram as "opções culturais", "as melhores coisas estão no meu borough" e "aqui eu tenho a experiência novaiorquina de verdade".

Qual a minha opinião:

Desculpem-me os moradores do Brooklyn, mas ninguém me convence de que você vai encontrar a verdadeira experiência novaiorquina no Brooklyn. Isso é semanticamente incorreto! É quase como falar "encontre a verdadeira experiência carioca na Bahia". Eu acho que as opções culturais são diferentes, e cada borough oferece uma gama tão grande de opções que seria injusto de minha parte julgar a melhor. E as melhores coisas são também tão relativas, elas podem ser as melhores pra mim mas não pro outro, então também acho perda de tempo entrar nesse tópico.

O que não estava no debate mas todo mundo questiona é a diferença do custo de vida. Minha conclusão é de que para se morar relativamente bem no Brooklyn não há tanta diferença assim. Uma caixa de cereal custa menos, o aluguel é um pouco mais barato (aluguel médio em NYC = $2.613 contra $1.977 no Brooklyn), mas você acaba gastando mais em transporte e em taxi, quando acha algum que está disposto a atravessar as pontes e voltar sem uma corrida garantida.

E resumindo, a novairoquina escreveu: "se você mora em Manhattan, você não explica porque mora aqui. As pessoas dos outros boroughs sentem a necessidade constante de explicar o que aquela região tem para oferecer. Manhattan é Manhattan e todo mundo sabe disso." Eu achei a frase um pouco arrogante, mas ri por dentro.

E hoje eu me aventurei por 15 minutos no Queens. Estava indo a um workshop de Yoga indicado por uma amiga num dia daqueles que nada começa muito bem. Mas tudo bem, achei que a yoga ia me devolver a minha paz interior.

O bairro era bem feinho, e pela primeira vez me vi so-zi-nha em um quarteirão. Isso nunca acontece em Manhattan, que esquisito. Creepy. Mas enfim, aperta o passo e continua andando. Eu fiquei uns bons 5 minutos tentando entender o que a numeração significava. Desisti e liguei pra saber onde era. Nem Googlemaps entende o Queens! Ele me deixou numa esquina completamente diferente!

E chegando lá, descubro que na verdade a yoga é amanhã e eu confundi os dias. Ok, deixa que eu acho a paz interior mais tarde.

Vou rumo ao metro. Eu acho o metro, mas eu vim na linha E e a placa diz F, R, Z. Gente, tô tão maluca assim?? Nesse ponto eu começo a pensar que nem a minha paz nem a minha sanidade estão dentro de mim. Desço as escadas, subo de novo, abro o Googlemaps, abro o HopStop, e ambos me dizem que o metrô está lá. Desço de novo, pergunto pra uma moça e ela me fala: "Ah, às vezes o E passa aqui sim. Mas demora. MUITO. Então pega outro e troca lá em Manhattan". Murphy tá brincando né?

Ai claro que o primeiro trem que passa é o F, que fica a uns bons quarteirões da minha casa, mas eu resolvo pegar esse mesmo, não fazer baldeação e andar por Manhattan.

Ai que felicidade! Ruas com pessoas, brisa agradável no rosto, prédios lindos... Nem fede! Decidi até dar uma voltinha extra pelo meu bairro. E foi hoje que eu descobri:
I'm DEFINITELY a Manhattanite.

PS: Dea, eu gosto muito de você, então vamos da próxima vez eu vou ao Queens com um tour seu pra tirar meu trauma de hoje.

Feb 20, 2010

Ser ou não Ser New Yorker...

Tem algumas coisas com as quais você se acostuma. Eu tinha me desacostumado a ver os carros com insulfilm e dei gorjeta pro taxista de São Paulo. E tem as coisas em NYC que são um tanto curiosas, mas que também fazem parte da rotina.

- As placas do metrô que indicam a saída Sudoeste, Nordeste, Noroeste fazem sentido e ajudam muito a se orientar;

- Um fone de ouvido para ouvir música no iPhone num metrô em que você ande mais do que 2 estações é imprescindível;

- Andar sem luvas, gorro e 3 meias quando faz 5ºC é super normal. E Havaianas acima de 15ºC também;

- Pegar um metrô sozinha às 22h45 não tem problema nenhum;

- Passar na volta pra casa por uma farmácia, comprar uma barra de chocolate Lindt, pagar $3 no cartão de crédito e sair com a barra na mão, é super normal.

Feb 14, 2010

O taxista bonzinho

Eu sempre reclamo - e bastante - dos taxistas de NYC. Acho que por causa da necessidade e da falta de opção, os motoristas não fazem muita questão de serem simpáticos e educados. Isso sem pensar no enjôo que o breca-acelera-breca causa, e como alguém é capaz de dançar no banco de trás se não se segurar na porta.

E hoje eu peguei um taxista que era simpático. Tudo começou quando falei "Eighth Avenue and Fiftieth Street". Eu achei bem estranho quando ele começou a ir em direção Sul, mas até aí imaginei que estava desviando de alguma Parade de Ano Novo Chinês. Confirmei: "You are going to Fif-ti-eth, right?" E ele falou que sim. Ok, mais 2 minutos eu voltei a perguntar: "And why are you going SOUTH?" Ele confundiu fiftieth com fifteenth, e estava indo na direção oposta ao que eu havia pedido!

Mas ele foi simpático. Pediu desculpas duas vezes, e eu falei que tinha perguntado a primeira vez pois achei estranho ele ir pro sul em vez do norte. Bom, quase chegando, eu resolvi parar no supermercado e falei para ele me deixar na esquina da 49th com a oitava. Ele até me falou "Mas é só um quarteirão, não tem problema dar a volta.", e eu expliquei que precisava de detergente em casa. Mais pontinhos por não querer fazer o trabalho porco que muitos motoristas fazem quando não querem dar uma volta no quarteirão para pegar trânsito depois.

Quando ele estacionou, a conta havia dado $11.80. Ele me falou, e achei justo pelo que tinha desviado, para pagar somente $10 e não incluir nenhuma gorgeta (aqui gorgeta de 20% é normal num taxi). Só depois ele percebeu que eu havia escolhido como forma de pagamento usar o cartão de crédito, e como tudo é automatizado, até me ofereceu para devolver os $1.80 em dinheiro.

Eu fiquei tão feliz com a honestidade do cara que falei que não precisava. Não tinha dado gorgeta, então que ele ficasse com os $1.80 (18%). Será que eu esbarro com esse motorista mais vezes?? Tomara.

Feb 11, 2010

A neve vem e deixa...

... uma meleca no meu caminho pra aula. A neve caiu ontem e deixou pessoas isoladas em casa, cancelou aulas e mandou os empregados para casa. Mas hoje de manhã ainda estava uma nhaca ainda pior, um monte de gelo escorregadio e um clima perfeito para tomar chocolate quente. Até a noite muito já estava mais limpo, mas muita gente ainda escorregava e estragava seus sapatos na volta pra casa, não sabendo direito onde começavam ou acabavam as calçadas. Viva as minhas galochas!

Feb 5, 2010

Perdida na Embromation

O metrô de NYC passa por muitas mudanças durante os finais de semana por conta das obras de manutenção. Há mil avisos por todos os cantos, nos postes, nas paredes, e mesmo assim ainda fica um pouco confuso. Até o [HopStop], um site que indica os meios de transporte em cidades grandes do EUA, leva em consideração as alterações e muda as rotas sugeridas, mas nem sempre acerta.

E esse cartaz me pegou de surpresa. Muitas vezes vejo placas em espanhol, e a gente nunca sabe se eles querem ajudar os turistas ou se é por causa de toda a influência hispânica. Sem preconceitos pois quem somos nós, o povo da colcha de retalhos, para julgar a imigração a qualquer país, mas é dificil ver algum lugar em NYC que não haja alguém falando em espanhol, a língua está cada vez mais difundida e os americanos mais modernos, compreendendo a necessidade de falar mais de uma língua.

Mas aí esse cartaz me deixou com uma pulga. Será que ele demonstra a inclusão dos diferentes povos ou, ao contrário, os isola ainda mais? Ou será que na verdade é o contrário, os povos são tão isolados que avisos como esse se fazem necessários? Começa a ficar comum, e há cartazes de conscientização do voto espalhados pela cidade escritos em Árabe, Chinês, Coreano e Espanhol. Mas de uma forma ou de outra, pensando no ovo ou na galinha, não dá pra ignorar esse elefante no meio da sala. E mesmo que a gente responda Hello, Ni Hao Ma ou Hola, às vezes ainda leva uma trombada. E aí, será que o cartaz ajuda ou atrapalha?

Dec 9, 2009

Até a volta! See ya!

Com chuva, calor, enchente, trânsito e com muito amor, muita história e muita gente, essa cidade vai nos receber já já. Para alguns, até breve numa calçada tomando chopp e comendo coxinha. Para outros, até a volta debaixo de neve. E para todos: Feliz Natal e bolo & brigadeiro em 2010.


I know what's expecting us: all the rain, summer temperatures, warm weather, traffic in the city, but also love, friends and family. For some of you, I say see you soon and let's drink some chopp around the city. For others, here I say keep warm and let's get a drink when we get back. And to all of you: Merry Christmas and Happy 2010!

Dec 8, 2009

Quase lá! Ou quase aí!

Tanta coisa pra escrever, que me perdi. Acordei assustada ontem com a mensagem de uma amiga "Você chega essa semana!". Nossa! Acho que faz tanto tempo que estou esperando por essa viagem, planejando tudo há mais de um mês, fazendo todas as mil compras, e ainda tendo coisas pra comprar absolutamente todos os dias que não caiu a ficha de que sexta embarcamos de malas, Milo e cuia.

E a semana vai agitada, tentando deixar as coisas da orquestra direitinho pra não ter mil pendências quando voltar. Até parece, sei que não vai dar e vou resolver do Brasil, mas a gente sempre tenta. E nesse meio de tantas coisas, de pessoas pra ver, de Tchaus e Felizes Natais a serem desejados, também tivemos os encontros com amigos por aqui. Amigos ex-vizinhos, amigos da faculdade, amigos do trabalho.


Aqueles amigos que você não vê por semanas e meses, mas sempre que acabam no mesmo canto do mundo se desdobram para marcar um encontro e atualizar o assunto de onde ele parou. As pessoas se casam, têm filhos, se separam, e reuniões, jantares, drinks e cafés vão ficando mais divertidos.

E ontem foi mais um desses encontros que junta um belga e um tcheco morando em Londres a um australiano e dois brasileiros morando em NY. O restaurante: japonês, pra deixar a mistureba ainda mais homogênea.

Eu era a fotógrafa. Ainda bem, deu pra perceber que o Fê e seus 1.80m é o mais baixinho?? O enquadramento não ia dar muito certo comigo ali.

A semana voa, e a ansiedade aumenta com as malas. Já pedi para darem água as minhas plantas, já juntei os documentos e conferi 2 vezes, comprei presente de Natal pra faxineira e pegamos a caixinha dos porteiros. Ufa, será que mesmo depois de um mês de planejamento, estarei correndo pra cima e pra baixo na sexta rumo a Newark?

Sep 22, 2009

Box from Stanford

Felipe received a tiny box from Stanford. He left it around our house, and the first thing I did when I saw the empty box full of pieces of paper was put in the garbage. Gladly, I did not take the garbage out right away.

That little box had 5 very creative ideas of what to do with it. One of them involved planting the small pieces of paper, "loaded with wildflower seeds". That could only come from California! But we're working on it, and some little tiny sprouts are coming from a new pot in what I call "my NYC-garden-corner".

I hope the lower temperatures that started to come this past week do not kill my little wildflowers-to-be. I'll keep you all updated. And then I couldn't help but wonder: is there anyone that would be willing to water my plants when I'm away? What will I do with them when we go to Brasil? Hmmm...

Sep 16, 2009

Post devido: aguarde

Já já vem dicas de uma desconhecida Chicago, mais de Boston, comidas gostosas e passeios nova-iorquinos. Depois do fim de semana atualizarei o blog, mas por enquanto fica aqui meio com teia de aranhas enquanto passeio com uma super visita: minha mãe.