Aug 30, 2009

Finance and Food

Adoro quando a gente consegue relacionar comida a tópicos não tão digestivos, pois para pessoas fora do mundo financeiro como eu, as coisas ficam muito mais palpáveis e fáceis de serem entendidas. Um índice muito manjado no mundo das finanças é o Big Mac Index. O sanduíche, que é vendido em qualquer canto do mundo, serve de parâmetro para avaliar o poder aquisitivo de regiões, o custo de vida, o custo de produtos, enfim, a lista depende do pesquisador. Segue a definição do índice, en inglês:

"Burgernomics is based on the theory of purchasing-power parity, the notion that a dollar should buy the same amount in all countries. Thus in the long run, the exchange rate between two countries should move towards the rate that equalises the prices of an identical basket of goods and services in each country. Our "basket" is a McDonald's Big Mac, which is produced in about 120 countries. The Big Mac purchasing-power parity is the exchange rate that would mean hamburgers cost the same in America as abroad. Comparing actual exchange rates with PPPs indicates whether a currency is under- or overvalued."

E ontem eu li na Economist um [artigo] em que há uma comparação do número de horas necessárias trabalhadas para se comprar um Big Mac entre diversas cidades.

São Paulo com 40 min, levemente acima da média global

Na minha ingênua cabeça fora do mundo das finanças, surgiram muitos pensamentos, como o que se compra com o valor de um Big Mac em Chicago e em São Paulo. Depois de morar aqui um tempo, você vê uma grande diferença entre um McDonalds aqui e no Brasil. Nos EUA, Big Mac é comida de gente simples, que não consegue bancar uma comida de melhor qualidade. Ele custa $5, enquanto um sanduíche do Pret, por exemplo, que é mais balanceado, custa $10. Já em São Paulo, Big Mac é um luxo, e com o valor de um Big Mac se compra um ótimo prato de comida em um "kilo" simples em diversos cantos da cidade. E aí, então, o indíce Big Mac está furado?

Aug 28, 2009

Back to 2001

As visitas sempre trazem alguma lembrança diferente. A mais recente visita me trouxe memórias ótimas do colegial!

Vieram para NYC para uma visita a jato o Fê, mais conhecido como Minidits nos tempos remotos, e a Vanessa. Jantamos juntos ontem no Buddakan, um dos restaurantes mais interessantes de NYC pelo mix Asian fusion. As histórias e conversas, a mania por Coca-cola, os livros que eu nunca levava nos revezamentos voltaram e deram aquele tempero nostálgico ao jantar.


Hoje almoçamos no super manjado e conhecido Hard Rock Café. Apesar de estar aqui há um tempo, eu nunca tinha ido a esse Hard Rock, que é gigante. O cardápio não muda muito, as bugigangas também não, mas o aglomeramento caótico da Times Square fica mais tolerável quando em boa companhia!

Aug 20, 2009

Nobu

In my opinion, [Nobu] is to food as Picasso is to art. He gets crazy pieces of inspiration and creates his amazing dishes that do look like paintings. You might think, at first, that he was nuts, mixing shapes, cultures and flavors. But when you admire and experience what he created, a smile you suddenly comes to your face.

Appetizer: Yellowtail tartar & King Crab Tempura

We could not go to Nobu for restaurant week as they only serve lunch, but [Nobu Next Door] serves dinner as well. What is the difference? Except tradition and which one came first, just a few lamps and pieces of art.

Entree: Beef Toban Yaki & Broiled Black Cod with Miso

And how was their Restaurant Week Menu? Just simply Nobu. But cheaper. I totally recommend it, it should be on everyone's to-do list whenever coming to New York.

Dessert: Bento Box: chocolate cake and green tea icecream

Just one last note: if it's not Restaurant Week season, save some money before jumping on a cab to TriBeCa. Sorry, photos are not the best.

Aug 18, 2009

China Grill e o Sorriso

Nova-iorquino tem fama de grosso e apressado. Concordo plenamente com a opinião, em alguns pontos entendendo que turistas atrapalham a vida, mas em outros questionando o por quê da rabujentice constante. Não dá pra entender o que leva uma pessoa a ser estúpida, espaçosa e reclamona no metrô. Estão todos tentando voltar e ir, todos com problemas, frustrações, mas acho aqui as coisas ainda piores, pois junta o stress de uma cidade grande ao individualismo americano, deixando cada um na sua própria bolha que cutuca a bolha vizinha.

Eu ainda continuo achando que não custa deixar o mundo mais florido.
Thank you, Please e Have a Nice Day não doem e não fazem mal a saúde. Claro que não vou sair dando bom-dia a mendigo doido, mas também nunca conseguirei ser o ser fantasma que anda pelas ruas ignorando a presença de outras pessoas.

E por que eu estou filosofando sobre isso? Para continuar aproveitando a Restaurant Week e aumentando a minha lista de restaurantes de NYC, fomos a mais um dos famosos, o [China Grill]. O conceito do lugar é fazer pratos gigantescos com influência chinesa num abiente pop.

Eu cheguei lá um pouco antes do Fê, e educadamente pedi pela minha mesa com um sorriso. Engraçado que até agora não sei muito bem como aconteceu, mas fiquei ali alguns minutos conversando com a hostess, quase que do outro lado do balcão. Soube de um cara que frequenta o restaurande de forma louca: de segunda a sexta, a cada dia da semana, ele vai com uma mulher diferente que conhece online. Quando gosta, pede lagosta. Quando não se interessa, senta no bar e toma 2 drinks. "E hoje foi dia?" - "De drinks".

Foi uma conversa boba, sobre os clientes assíduos e a falta de vontade de conhecer e explorar uma cidade tão intensa. De lugares em NYC, de homens, de maquiagem. Durou 5 minutos, o Fê chegou e fomos a nossa mesa.

Depois de um tempinho, ela voltou e me falou que havia dito a garçonete que eu era uma grande amiga, e que seríamos muito bem atendidos. Ganhamos entradinha de tartar de atum e um serviço ótimo.

O jantar foi divino. A qualidade dos ingredientes e apresentação dos pratos é impecável, e a sugestão de Restaurant Week, muito interessante: eles aconselham que duplas peçam 2 entradas, 1 prato e 1 sobremesa, pois as porções são bem grandes. Mas tem que ter uma tolerância a coisas ardidas um pouco acima da média paulistana.

As duas entradas foram um tempura de sashimi (que a gente pediu pra descobrir o que era isso!) acompanhado de mostarda com champagne e um frango num espetinho com macarrão. O prato principal foi uma carne ao molho de soja, adocicada, também acompanhada de macarrão lo mein, aqueles gordinhos tipo China in Box. E a surpresa veio na sobremesa, uma caixinha de açúcar recheada de bananas e creme de caramelo, um excesso maravilhoso de doce.

Descobrimos com a chegada da conta que não só ganhamos a entradinha, como também o martini maravilhoso que acompanhou nosso jantar. E precisava? E eu teria feito algo diferente se soubesse? Não e não. Não custa nada. E de vez em quando a gente recebe um carinho em troca.

Nem sushi nem samba

O [Sushi Samba] é um restaurante da lista dos pops de NYC. Ou melhor, que já foi um dos super pops, com direito a aparecer em Sex & The City e em mil guias. A idéia é uma cozinha Brazilian-Japanese com toques peruanos. Com exceção da ascendência peruana, tudo a ver comigo e um lugar que eu não poderia deixar de conhecer.

Aproveitando a Restaurant Week, fui com uma amiga descobrir o que seria dessa proposta tão interessante. O lugar é lindo, antes das 7pm tem happy-hour com edamames e caipirinhas - muito bem feita, por sinal. Mas só achei... diferente, pedi uma caipirinha de abacaxi: gelo, açúcar, cachaça, limão e suco de abacaxi! Vai entender.

A comida era boa, mas acho que a mistureba acabou ficando sem nenhum dos dois. As entradas eram muito gostosas, lula e caranguejo bem feitinhos. Como prato principal, pedimos o prato de sushi e a carne recomendada, com molhos de soja e outros temperos. Os dois deixaram um pouco a desejar, já comi sushis e carnes melhores em outros lugares não tão famosos. Acho que o mais interessante da Restaurant Week - além de comer $$$$ por $$ - é saber o que o chef de cada lugar considera os melhores pratos do seu restaurante. Se esses eram os principais, não sei o que seriam os outros.

A sobremesa foi... exótica. O prato de mochis era muito bom, mas o sabor tangerina assusta um pouco. Já a segunda sobremesa foi o samba do crioulo japa: um gororoba branca com consistência de arroz doce com bolinhas chamadas de tapioca, pedaços de manga e sorvete de açaí. Ingredientes maravilhosos e combinação estranha.

Vale conhecer, mas não vale voltar.

Aug 10, 2009

Dog's Freud

Alguém me explica: o Milo é um cachorro bem paparicado. Tem 1, 2, 15, 23... Uns 30 brinquedos. Quem já foi em casa sabe que todos eles ficam espalhados pelos cantos para que ele escolha com qual quer brincar a cada momento. Tem fofinhos, de pedrinha, plásticos, chocalhos, cordas, bolas, tudo.

E eu até consigo entender ele preferir um tênis aos brinquedos, pois tem o cheiro, dá pra morder o pano+borracha+cadarço, tudo em um. Mas por quê, ó céus, o tubinho de papel do final do papel higiênico é o favorito???