Feb 26, 2009

So many things

It's been a while since I last wrote here. That's due to a special reason, as my friend Mid, her fiance Xande and 2 friends are spending a cold Carnival in New York and I couldn't manage to write in my blog, go out with them and do my volunteering duties at the same time. Last weekend we went to [Isabella's] for brunch with Barbi&Mark and [Raoul's] for dinner with Ma&Mauri, an interesting French full of "tios-Sukitas*" (would anyone know an equivalent to this expression?) and its famous steak au poivre.

Our friends arrived last Sunday, Oscar night + sushi. I recommended my favorite touristic sites, as I won't get tired of going on the free ferry to Staten Island and taking some pictures of the tiny Statue of Liberty, going for a square pizza at Adrienne's located in Stone St, and seeing a beautiful sunset from Empire State Building. Small things like talking about whatever comes to my mind, having a great laugh and remembering about university years followed by a Cosmopolitan and some Belgium Frites from [House of Brews] were part of our week together.


We went to great places such as a restaurant named [MAS], where everything is carefully prepared with super natural and organic ingredients. We didn't go there because of its super natural point of view, but I'm sure that contributed to the perfect taste and balance all dishes had.

We went to a jazz concert at [Blue Note] in the West Village, an afternoon walk around Soho, got some chocolates at Kee's and a hot chocolate at Jacques Torres. I know, I will always recommend these places to my dear tourists! And to end up an super nice day, I met Stacey to celebrate the end of her Bar exam and later I met all Brazilians to celebrate Xande's birthday at [Yasuda], a delicious sushi and super friendly staff that happily accepted a super huge cake from Magnolia Bakery.


I wish I could have spent more time with my visitors, they're leaving this Saturday. Well, that's probably a common feeling every time someone comes and brings a warm air to - not so cold anymore - New York.

(*) "tio Sukita" is a well-known expression that came from a beverage add. A guy around his late 30s/early 40s tries to hit on a young girl, but she calls him a "tio", which means uncle. I used this expression as at that restaurant there where many old guys acting/dressed like in their 20s, but really on their 60s. My friend's suggestions were "silver fox" and "cradle-robber".

Feb 20, 2009

All in one city

Morar em NYC não está somente nas baladas, restaurantes e mundo fashion. Está também super relacionado à loucura dessa cidade de ninguém, que ninguém entende muito bem como deu certo. Ela é uma tripinha de terra fria, suja e gelada, ou então quente e fedida com pessoas mal-humoradas que correm para cima e para baixo. E ainda assim, é uma das cidades mais famosas e visitadas do mundo. Acho que essa nem Freud explicaria.

E NYC é fascinante também pela diversidade que se encontra por aí. Todo mundo sabe que o Brasil é um típico exemplo de arroz a grega ou salada de fruta, em que pegaram um monte de cores, tipos, formatos e jeitos e enfiaram ali naquele pedaço de terra grande. Mas os brasileiros tiveram a capacidade de se misturar, e mesmo vindo de tantos cantos diferentes, todos se consideram de uma mesma nacionalidade.

Aqui não, e acho que fora do Brasil isso não acontece tão facilmente. As pessoas são
African-Americans, Korean-Americans, Japanese-Americans e assim vai. Até eu viro uma Japanese-Brazilian! Por mais que gerações e gerações tenham se instalado nos Estados Unidos, existe a diferença entre casa e lar. Não sei qual veio primeiro, se eles se isolaram porque não se misturam ou não se misturam porque se isolaram, mas em todos os cantinhos você vê cada um na sua cultura, no seu idioma e nas suas raízes.

Um grande exemplo disso está a alguns passos da minha casa. Ali pela 9th Avenue já não se encontra tanto o burburinho da cidade que nunca dorme, mas sim a cidade dos retalhos. São diversas lojinhas encostadas e espremidas que acolhem de tudo, asiáticos vendendo plantas, mexicanos vendendo sucos naturais, gregos vendendo gyros e povos que não faço idéia de onde vieram tocando mercearias. Todos são negócios de família, que surgem e desaparecem, às vezes instalados por anos, às vezes por meses.

E por que tudo isso? Bom, eu comprei umas calças e precisava fazer a barra, baixinha tá sempre acostumada com isso. Tentei
by myself pra economizar, mas não deu. Tentei a ajuda do Felipe para medir e mandarmos aqui no prédio. Já sabe, né? E aí fui a uma lojinha de "conserta-se tudo" lá na 9th Avenue.

No meio de bolsas Louis Vutton duvidosas, cola de sapateiro e chaves, eu troquei de calça - dentro do meu sobretudo gigante - e o dono da lojinha marcou as barras para mim. Conversa vai e vem, ele vai entregar em casa na segunda-feira, por bem menos do que o que se cobraria no meu prédio e o pagamento é só na entrega.

Também descobri que ele é do Uzbequistão, a primeira pessoa na minha vida que conheço de lá. Ele até falou
"Almost Russia, you know?" Pensando bem, a nossa salada de fruta brasileira até que tá bem mixuruquinha em variedade, não?!

Feb 17, 2009

What about the Gap?

Londres foi o máximo, a minha atual cidade européia favorita por seus contrastes e por sua beleza no não óbvio. A mistura entre o novo e o velho, o pré e pós guerra, os jovens, velhos, felizes, hipócritas, inocentes, bonitos e feios. Difícil escrever sobre Londres pois a nossa experiência foi única também pelas pessoas que encontramos.

Fomos muito bem recebidos pelo Cesar e Julia, onde nos acomodamos por toda nossa viagem. A casinha deles fica num prédio bem famoso da arquitetura londrina chamado Trellick Tower. Ele é esquisitão, uma construção chocante no meio das casinhas de tijolo, mas o mais excêntrico são seus moradores, uma mistureba de tudo que se pode imaginar. Sem contar que o elevador só para a cada 3 andares, então se você mora no 14 ou 13, desça no 15 ou 12 e ande de escada. Hilário.

Também encontramos outras pessoas, a Anna do curso de Stanford, a Ju Xavier do [Mind the Gap], a Su e família. Com cada um deles fizemos programas diferentes, alguns turistões e outros nem tanto. Fomos juntos ao [Holly Bush Pub], bem famoso e típico, andamos por [Covent Garden], [British Museum], [Victoria and Albert Museum] e muitos outros lugares.

Não adianta aqui ficar falando dos pontos turísticos, pois esses qualquer um abre um guia de Londres e acha todos ali. Mas o legal mesmo foi conhecer pelos olhos também das outras pessoas. Andar pela feira [Portobello de Notting Hill] com moradores que conhecem os músicos, tomar um chá da tarde no [Orangery] dentro do Kensington Palace Park, passear pelo [Sainsbury] e [Marks & Spencer] e ver diferença na batatinha chips e no preço das frutas e sorvetes, comer sanduba do [Borough Market] e ver um show do [We will Rock you] não seriam iguais sem eles.

Algumas observações minhas:

* primeiro você acha que o metrô é lindo, funciona e é mais limpo do que de NY. Aí em algum momento você detesta o metrô; as linhas são confusas e se faz umas 3 trocas para se chegar de um lado a outro, o horário de rush é um caos e os funcionários não sabem te informar das alterações aos finais de semana, que são muitas. Andar de ônibus vale a pena pois é bonito e só se pega trânsito, mas que pros turistas não é nada mal, pois dá tempo de tirar uma fotinho.

* eles tem uma nóia sobre quem consome e quem se senta a mesa para que as pessoas não abusem dos lugares, que são bem pequenos. Parece grosseria, mas até é compreensível.

* eles dizem que só pegaram "algumas coisinhas" da Grécia e que metade até sobrou por lá. Vejam bem, né? Afinal de contas eles mostram tudo de graça para as pessoas. E isso está escrito na análise "imparcial" do panfletinho que você pega dentro da exposição do Pantheon. Fala sério.

* eles são todos verdes e naturebas, economizam sacolas e plásticos, mas tem privadas de maçaneta na parede e duas torneiras por pia! As duas torneiras são um desperdício de água e se eles tivessem tanques que armazenam água, as descargas seriam mais econômicas. E nem me venham com a ladainha das construções antigas, que até os renovados são assim, é cultural mesmo.

* eles não entendem inglês-americano. Eu me desdobrei para explicar que estava com uma caneca na sacola. Não é mãg, era móóg.

* eles são mais simpáticos do que eu esperava, acho que NY está realmente mudando meus conceitos.

* eles bebem incontroladamente e ficam agressivos. Não que eu tenha presenciado nada disso, mas acredito na fama.

* a comida não é nada ruim, é só questão de conhecer os lugares bons e nunca ir sem indicação de um local ou um guia, pois dá comer mal pagando muito. E com uma indicação - e nós conseguimos várias - é possível comer muito bem e por uma quantia razoável numas biboquinhas lindas e aconchegantes como o [The Breakfast Club] e o [Abeno Too]. As fotos provam que a gente comeu muito, muito bem!

Feb 10, 2009

And here we go to...

London! See you all next week!

Feb 9, 2009

No matter how far - Part II...

A couple of months after Christmas, thanks to sales and post office(s), we had our second Secret Santa (amigo-secreto)! I got a beautiful coffee table book and Felipe got a very nice t-shirt. Not to mention all the fun we had with great friends!

Gi & Jere

They are here!!! We are having SO much fun, we had lunch at Pastis, did ice skating in Central Park, went to Whole Foods and I even got a new Le Creuset Pan from them!


Oooooh... and they brought me a special taste from Berkeley, the super Love at First Bite cupcakes that I love so much! I'll write later more about our time together.

Feb 6, 2009

L'Ecole

Aqui em NY há uma super duper escola de culinária que se chama French Culinary Institute. Eu fui lá pra saber um pouco mais sobre os cursos deles e até fui convidada para uma demonstração de um super chef, Andre Soltner.

E hoje fomos jantar no [L'Ecole], o restaurante da escola. O lugar é até simples, uma decoração chique clean, todos os pratos sofisticadíssimos são preparados por alunos e posso dizer que foi uma das melhores refeições que fiz em New York, se não na vida. Sem contar que a mesa da janela no Soho é fantástica. Fica ai pra dar vontade aos leitores uma dica de um lugar não tão circuito turístico e imperdível.


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There is a super famous and well-known culinary school here in NY, the French Culinary Institute. I went there this week to know more about their programs and I was invited to a demo by Andre Soltner.

Today we had dinner at L'Ecole, the school's restaurant. It's amazing that all those super sophisticated and delicious dishes are made by students. I can sure say that it is on my top 5 restaurants in NY, if not in my whole life. The window table was super romantic and it's totally worth paying a visit to this 'not so touristic' restaurant.

fried eggplant


Boudin Blanc (white sausage) with Beluga Lentils and Sauce Diable


Escargot with Red Wine and Gruyère Cream


Lobster Consommé with Lobster Tortellini


Poached Halibut (fish), Potato Terrine and Spiced Chicken Consommé;
Tomato Soup and Garlic Bread in the back


Hanger Steak with Pommes Boulangere
Spaghetti Squash Terrine with Tomatoes and Creme Fraiche in the back


No pictures of 2 tiny digestive salads: arugula, parmiggiano reggiano cheese and pears sorbet. Too busy digesting.

Milk Chocolate Hazelnut Tart with Malt Ice Cream


Trio of Pot de Crème


Calma, não pedimos essa quantidade absurda de pratos, mas por eu ter pedido informações dos cursos, alguns pratos foram oferecidos pela casa, geralmente os que eu não lembrava muito bem os nomes. E o escargot, o primeiro e provavelmente último da minha vida, pois eu não ia fazer feio e deixar ali o prato que ganhamos.

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We didn't order so many dishes, but because I'm a prospective student, some things were complimentary, usually those that I'm not so sure about its description and the escargot. My first escargot, probably the last one too.

Feb 4, 2009

Releia!

Todo mundo sabe da importância de se reler o que se escreve. Outro dia fiquei inconformada, como uma pessoa conseguiu errar meu nome três vezes e ficava me chamando de Paul. Fala sério, acho até compreensível errar nomes em que a grafia varia entre Z e S, E e I e assim vai. Mas gente, eu assinei todas as vezes a minha forma feminina do substantivo próprio, mas a pessoa não lia. Até que eu falei "please, call me Paula".

Mas voltando ao tema, hoje vi uma chamada do Uol que me interessou. Nada de comida. "Labradora atua como mãe adotiva em reserva selvagem"


Ah, eu preciso ler! Cliquei no link, abri a página e li: "Uma cadela labradora de nove anos de idade vem garantindo o bem-estar de vários filhotes de animais selvagens há nove anos na África do Sul."

Me diz como isso é possível? A coitadinha era filhote e cuidava de tigres e leopardos? Ou será que ela está na fazenda há nove anos, mas é mais velhinha? Uma simples falta de atenção deixou passar essa frase meio sem pé nem cabeça e estragou meu espírito pra ler o resto do texto. Pode ser consequência do bode do primeiro parágrafo, mas eu achei o texto mal escrito. Se quiser [clique aqui], leia e me dê sua opinião. Mas não deixa de ser a coisa mais fofa essa dog com os tigrinhos, né?

Feb 3, 2009

Chocolaholic

I am chocolaholic. I can't survive a day without a tiny piece of chocolate and I don't remember when this addiction started. Chocolate is probably the only thing I can eat a horrendous amount and I won't have a stomachache, surprisingly conflicting with my sensitive belly. Just to give you an idea, I can finish a chocolate bar (170g/6oz) off by myself in a couple of minutes and crave for more.

There are some nice places here, some more popular than others. We all know that you can find Lindt and Godiva stores all around the city, but there are other sophisticated, exotic and fine chocolate stores. I've never been to [Max Brenner], just because I had forgotten about it, but it's marked as priority in my to do list. I love the [Jacques Torres] hot chocolate and cookies and [5th Avenue Chocolaterie] is also an extraordinary experience.


Today was a very unappropriated day to go for a walk as it was snowing a lot, but when it comes to chocolate I could almost face a Katrina coming in my direction. The snow did not defeated me and I made it to [Kee's Chocolates]. As you can read from her website, Kee was a very successful corporate woman that follow her passion for food and chocolates. She started to sell chocolates and flowers until the day Zagat rated her chocolates as the best they've ever had. No one before, and I believe no one has since reached a Quality Grade of 29 as she did.

Honey saffron, pistachio, passion fruit, creme brule, dark chocolate ad lavander

It was a nice surprise to find a tiny door from her Soho store. It is very modest and simple, but you can see all the fine ingredients and care she puts on her chocolates and it was a pity I didn't get to meet her. And no, I don't get free chocolates for writing about all these places. Unfortunately not.

Feb 2, 2009

Snow in London

We have a popular saying in Brasil that when it rains, it means that Saint Peter (São Pedro) is washing the floors of heaven and it all falls on the earth. So it seems Saint Peter and Murphy now are BFF (best friends forever) and decided to give us a hard time, as we're flying to London next week. I do hope this "biggest snowstorm in 18 years" melts fast and trains, subways, buses and people get back to work soon.