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Nov 21, 2009

Meu mapa guloso de Paris

Antes de ir pra Paris, dei uma pesquisada em lugares para conhecer. Há vários blogs de outros comilões que me ajudaram muito com a minha pesquisa, e assim saí com uma lista de coisas gostosas, algumas simples, outras bem refinadas, e umas visitas a alguns museus pelo caminho.


View Minha Paris mais gorda in a larger map

Fui em busca do melhor mil folhas de Paris, e o encontrei na doceria do Jacques Genin, acompanhada da Monica, uma grande amiga minha que mora por lá. É realmente o melhor que comi - e não foram poucos - e vale a viagem de metrô até lá (133 Rue de Turenne). Pedimos o tradicional de baunilha, além de uma bomba (éclair) de chocolate maravilhosa. Para acompanhar, uma carta inspiradora com muitos tipos de chá. Tentei voltar pra comer antes de embarcar de volta pra casa, mas eles fecham às segundas-feiras.


Também fui em busca do melhor macarron, e o encontrei na [Gérard Mulot]. O favorito foi um de caramelo, puxa-puxa e doce na medida, recheio molhadinho e casquinha crocante.


O melhor pain au chocolat? Com certeza da [Ladurée], com alguns endereços espalhados pela cidade. Fresquinho e com o chocolate distribuído pelo croissant todo, não concentrado no meio como a grande maioria.


E a sobremesa mais marcante? Talvez por ter sido a primeira, mas o sorvete de leite de ovelha do [Le Comptoir du Relais Saint-Germain]. Consistência perfeita, sabor suave e maravilhoso, daquele que dá vontade de passar o dedo no derretidinho.


Pra finalizar, uma visitinha a um canto de Paris que tem várias lojas de utensílios de cozinha no 2éme Arrondissement. Vale uma andadinha pelo bairro e pelas lojas empoeiradas, com panelas de cobre e forminhas de todos os tamanhos. Minha favorita: [E.Dehillerin], eu podia ficar o dia inteiro lá!

Nov 17, 2009

Eu moraria na Bélgica

Porque:

1) A Bélgica é a terra das cervejas, dos chocolates, dos waffles e das batatas fritas.
2) É povoada por magros, esbeltos e bonitos que comem tudo isso e não engordam.
3) Timtim, Hagar e os Smurfs nasceram lá e têm um museu só pra eles.
4) Têm de tudo que é gente do mundo, que nem New York, mas não fede.
5) Abriga o maior paradoxo da Europa: pessoas que falam francês e são uns amores.

E que que eu comi de bom por lá? MUITA coisa. As batatas fritas de qualquer barraquinha são maravilhosas. O segredo, nada saudável, é a banha de porco em que são fritas e o processo, que envolve uma primeira imersão na banha, repouso, e outra imersão assim que você paga, deixando as batatinhas super crocantes.


Os chocolates são maravilhosos também, e provei uma média de 8 bombons por dia. Tem uma chiquetosa [Pierre Marcolini], onde os bombons ficam em display de jóias - não deixam nem fotografar! - e as mais famosas e conhecidas como Neuhaus e Leonidas. Godiva a essa altura ficou no chinelo.

Os dias foram corridos, pois em 2 dias passeamos pela charmosa Antuérpia, por Brugge e suas construções e ruazinhas de deixar qualquer um andando e vagando o dia todo, e por Bruxelas, com o misto da população jovem e as casinhas centenárias.


Também foi em Bruxelas que reencontramos um grande amigo que nos acolheu na sua casa e vimos um pouquinho mais do que é ser belga e não turista. Jantamos no [Les Brassins], um restaurante super tradicional, com muita cerveja e carne. Comi um Carbonnades flamandes (beef stew cooked in beer) que se desfazia na boca, hmmm... Só faltou a foto!

2 dias em Amsterdam e a melhor geléia do mundo

Finalmente consigo colocar os posts devidos em ordem e vou por partes, lembrando que a viagem teve um grande enfoque gastronômico. Assim que chegamos em Amsterdam - por sorte, num sábado - fomos conferir a Boerenmarkt, uma feira livre, onde compramos uns queijos super gostosos e uma baguette - ah! que saudade de pães de verdade! A melhor surpresa pra mim foi um queijo de cabra fresco com mel e raspas de limão, dava um equilíbrio super suave ao gosto marcante do chèvre.


Depois de um maravilhoso picnic a beira do canal com a companhia de patinhos e cisnes, fomos provar o que se tornou o melhor chocolate da viagem toda. Graças a dica de uma amiga chocólatra que morou por lá, conhecemos a Puccini e seus chocolates gigantes e maravilhosos! Imperdível e dá vontade de pegar um de cada. Quatro chocolatinhos custam tanto quanto o almoço romântico de queijos e pães a beira do canal, mas vale muito a pena.


A beleza de Amsterdam está nos canais e nas pessoas bonitas. E a surpresa está nas bicicletas. Eu sei, era a maior expectativa ver aquele mar de bikes, mas pra mim o que chamou mais a atenção foi o equilíbrio dos passageiros na garupa. Não há um banquinho confortável, senta-se ali no apoio de mala mesmo, e de lado, sem pontos de segurança e sem abraçar a barriga do piloto. Ai ai ai, não é comigo MESMO. Tinha caído da bike, me ralado toda e levado o piloto junto.


E foi em Amsterdam também que eu achei a melhor geléia do mundo. Fomos a uma padaria super bem recomendada, a [De Bakkerswinkel]. Forma-se uma fila na porta às 9:50 e 10:10 não tinha mais mesa. Não tem cardápio em inglês, mas alguém vem e te explica o cardápio inteirinho. Um café da manhã fabuloso, acompanhado de geléias diferentes, dependendo da mesa em que você se senta. Fui na de maracujá, e parece um misto de mousse com consistência de doce de leite. De comer do pote lambendo os dedos, ajoelhado, rezando, em cima do milho. Tão bom que decidi correr o risco, passear por diversas cidades e escondê-la da alfândega americana.


E eu poderia falar do museu do Van Gogh, do Ice bar (um bar a -5ºC), do Museu Rijks, da rua que tem prostitutas nas vitrines e dos tamanquinhos, mas tudo isso está no guia Top 10 Amsterdam da DK EyeWitness. Legal mesmo são as pequenas coisas que nos pegam de surpresa, como uma Elephant Parade, um jogo de xadrez gigante e a versão diferente do Kroketten (um bom e sequinho croquete de carne).

Endereços:
* Puccini: Staalstraat 17
* Boerenmarkt: Noordermarkt
* De Bakkerswinkel: Roelof Hartstraat 68

Oct 28, 2009

And we are back!

Voltamos!

São tantas, tantas, tantas coisas pra contar, que não sei nem por onde começar. Talvez pelo começo: nossa viagem começou antes do embarque, quando fiz uma lista de coisas que queria fazer, a grande maioria envolvendo comidas, mas várias delas também relacionadas à cultura e turismo local.

Comemos panquecas em Amsterdam, chocolates diários por lá e pela Bélgica toda, e uma super comilança veio também em Paris e pela região da Bourgogne. Experimentamos típicas cervejas e um bom bifão em Bruxelas com a companhia do amigo que nos hospedou. Andamos de bicicleta por Paris para cobrir todos os principais pontos em dias lindos e ensolarados. Encontrei uma grande amiga para dividirmos o que depois se tornou o meu melhor mil-folhas de Paris. E tivemos experiências gastronômicas maravilhosas com os Camaras rodeados pelas vinícolas francesas.

Foram muitas fotos, que vou tentar resumir em um slideshow aqui no blog. Vai só demorar alguns dias. E foram também muitas experiências gostosas em cada cidade que passamos. Se alguém quiser dicas, é só falar! Tenho um Moleskine recheado com todos os passeios, rotas, endereços e - claro! - restaurantes e lojinhas pelos quais passamos!

Oct 8, 2009

Au Revoir! / Dag!

O blog sai de férias e volta com dicas e fotos!


We'll come back soon with many photos and stories! And tons of chocolate.

Sep 18, 2009

Chicago

Chicago é uma cidade apaixonante. Ela é linda, moderna e cheirosa. Ou pelo menos, não fedida. Achei impressionante a facilidade de se usar o metrô, do aeroporto ao centro e vice-versa, com mala e mochila. Em um dia de obras com desvio de linhas, havia muitos funcionários prestativos pela cidade para auxiliar qualquer um que não conseguisse chegar ao seu destino.


A cidade foi reconstruída após o [incêndio de 1871], e é até triste pensar que os barcos tão simpáticos ajudaram o fogo a atravessar os rios. Por causa das construções de madeira muito foi perdido, mas nada que um grupo de arquitetos não usasse como uma bela desculpa para fazer uma cidade inteirinha planejada e com um look lindo. A história e evolução é bem explicada no tour da arquitetura que todos indicaram. Há vários, nós pegamos o oficial do architecture.org por acaso, pois passamos em frente ao seu escritório. Vale a pena para entender os prédios, mesmo para aqueles fora do ramo dos arranha-céus, e principalmente, pela vista de dentro do rio.


As coisas turísticas se acha em qualquer guia, como dar um passeiozinho nos parques, ver o feijão gigante do Millenium Park, subir na Sears - ops! renomeada como Willis! - tower, o aquário. O que me surpreendeu foi mesmo a escassez de dicas gastronômicas. Eu pedi para todos os cantos incluindo o Facebook, e depois de muita pesquisa consegui do amigo-do-amigo algumas dicas bem legais.


Uma delas foi o [Quartino], um italiano bem a lá paulistana. Adorei, uma comida gostosa que fez a não tão fã de beringela limpar o prato. E os "doughnuts" de sobremesa são na verdade os mais fofos e leves bolinhos-de-chuva que eu comi até hoje, que você mergulha no mel ou na calda de chocolate!


Outra dica - essa veio do guia que comprei - era uma pizza profunda do [Uno]. A borda lembra uma torta, mas é pizza! Diferente e gostosa, vale a caminhadinha depois pra voltar a Magnificent Mile.


E deixando um pouquinho as comidas de lado, a última dica é o Zoo: IMPERDÍVEL. Não cobram entrada, fica no meio de um parque lindo e tem urso polar, tigre e outros tantos bichos fofos. Não vá com a cabeça de "zoológico eu vejo no Brasil", pois não se tem a mesma estrutura e os camelos não são fedidos por lá. Ah! E tem um Café com saladinhas e sandubas orgânicos deliciosos pra fugir do dogão com refrigerante.

E a última dica: Chicago fica bem mais bonita em boa companhia, dias ensolarados e no verão. É uma cidade pra andar - a pé ou de bike - e os ventos gélidos estragam a diversão de qualquer um durante os meses de inverno.

Apr 14, 2009

36 hours in SanFran

A town car came to pick me up at 4am. Dizzy and sleepy, I went to San Francisco for Gi and Jere's American wedding. Wouldn't miss it for anything!

Toast with cupcakes, the new champagne

Everything went just perfect, blue sky, no delays, got in the Bart, took a shower, put on my dress and I was able to arrive at the reception just before the just married smiling couple arrived. They were both so happy that it touched all of us. She was beautiful, gorgeous on her white dress surrounded by her favorite flowers and he was the happiest man on Earth. I was so happy to be there, and even happier to be one of their photographers. Can't wait to make this album!

Fê will be Photoshop-ped to this picture

I still had some hours left on the west coast when the wedding was finished. I was able to grab a California Pizza Kitchen with Anne - a great friend from Brazil that took some days off at work to come to the US - and spend some hours talking to her.

Saturday morning my EST human clock woke me up early, so I found a Peet's Coffee and spent a lot of money on some products that can only be found in California. I got a mug, a pack of coffee, some cocoa powder for Fê and sat outside drinking a latte and eating a chocolate croissant close surrounded by Yerba Buena Garden.

But weekend wasn't over and I was gladly surprised by an invitation to eat some churrasco with Gi's family! OMG, so embarrassing to say, but I ate so much that I could hardly walk later. Feijoada, guaraná, pão de queijo, polenta, farofa, picanha, mousse de maracujá! Thanks to Whole Foods, I had just a salad for dinner on the plane!

Around Yerba Buena Garden with Mrs. Peck

It is hard to put on words how much I enjoyed this weekend. Being able to go back to California was great, even without meeting everyone I wanted to, but it is always good to have some reasons to come back. But much more special than going back, celebrating Gi and Jere's love was for sure the Love at First Bite's cupcake's frosting of my weekend. I know they will be happily ever after!

Feb 17, 2009

What about the Gap?

Londres foi o máximo, a minha atual cidade européia favorita por seus contrastes e por sua beleza no não óbvio. A mistura entre o novo e o velho, o pré e pós guerra, os jovens, velhos, felizes, hipócritas, inocentes, bonitos e feios. Difícil escrever sobre Londres pois a nossa experiência foi única também pelas pessoas que encontramos.

Fomos muito bem recebidos pelo Cesar e Julia, onde nos acomodamos por toda nossa viagem. A casinha deles fica num prédio bem famoso da arquitetura londrina chamado Trellick Tower. Ele é esquisitão, uma construção chocante no meio das casinhas de tijolo, mas o mais excêntrico são seus moradores, uma mistureba de tudo que se pode imaginar. Sem contar que o elevador só para a cada 3 andares, então se você mora no 14 ou 13, desça no 15 ou 12 e ande de escada. Hilário.

Também encontramos outras pessoas, a Anna do curso de Stanford, a Ju Xavier do [Mind the Gap], a Su e família. Com cada um deles fizemos programas diferentes, alguns turistões e outros nem tanto. Fomos juntos ao [Holly Bush Pub], bem famoso e típico, andamos por [Covent Garden], [British Museum], [Victoria and Albert Museum] e muitos outros lugares.

Não adianta aqui ficar falando dos pontos turísticos, pois esses qualquer um abre um guia de Londres e acha todos ali. Mas o legal mesmo foi conhecer pelos olhos também das outras pessoas. Andar pela feira [Portobello de Notting Hill] com moradores que conhecem os músicos, tomar um chá da tarde no [Orangery] dentro do Kensington Palace Park, passear pelo [Sainsbury] e [Marks & Spencer] e ver diferença na batatinha chips e no preço das frutas e sorvetes, comer sanduba do [Borough Market] e ver um show do [We will Rock you] não seriam iguais sem eles.

Algumas observações minhas:

* primeiro você acha que o metrô é lindo, funciona e é mais limpo do que de NY. Aí em algum momento você detesta o metrô; as linhas são confusas e se faz umas 3 trocas para se chegar de um lado a outro, o horário de rush é um caos e os funcionários não sabem te informar das alterações aos finais de semana, que são muitas. Andar de ônibus vale a pena pois é bonito e só se pega trânsito, mas que pros turistas não é nada mal, pois dá tempo de tirar uma fotinho.

* eles tem uma nóia sobre quem consome e quem se senta a mesa para que as pessoas não abusem dos lugares, que são bem pequenos. Parece grosseria, mas até é compreensível.

* eles dizem que só pegaram "algumas coisinhas" da Grécia e que metade até sobrou por lá. Vejam bem, né? Afinal de contas eles mostram tudo de graça para as pessoas. E isso está escrito na análise "imparcial" do panfletinho que você pega dentro da exposição do Pantheon. Fala sério.

* eles são todos verdes e naturebas, economizam sacolas e plásticos, mas tem privadas de maçaneta na parede e duas torneiras por pia! As duas torneiras são um desperdício de água e se eles tivessem tanques que armazenam água, as descargas seriam mais econômicas. E nem me venham com a ladainha das construções antigas, que até os renovados são assim, é cultural mesmo.

* eles não entendem inglês-americano. Eu me desdobrei para explicar que estava com uma caneca na sacola. Não é mãg, era móóg.

* eles são mais simpáticos do que eu esperava, acho que NY está realmente mudando meus conceitos.

* eles bebem incontroladamente e ficam agressivos. Não que eu tenha presenciado nada disso, mas acredito na fama.

* a comida não é nada ruim, é só questão de conhecer os lugares bons e nunca ir sem indicação de um local ou um guia, pois dá comer mal pagando muito. E com uma indicação - e nós conseguimos várias - é possível comer muito bem e por uma quantia razoável numas biboquinhas lindas e aconchegantes como o [The Breakfast Club] e o [Abeno Too]. As fotos provam que a gente comeu muito, muito bem!

Feb 10, 2009

And here we go to...

London! See you all next week!

Feb 2, 2009

Snow in London

We have a popular saying in Brasil that when it rains, it means that Saint Peter (São Pedro) is washing the floors of heaven and it all falls on the earth. So it seems Saint Peter and Murphy now are BFF (best friends forever) and decided to give us a hard time, as we're flying to London next week. I do hope this "biggest snowstorm in 18 years" melts fast and trains, subways, buses and people get back to work soon.

Dec 3, 2008

Boston - Part 3 and last one

Dear non-Portuguese readers,

I am so sorry it took me ages to translate my posts. I have to be honest, I was procrastinating, but I got the news that Byron might be traveling again, so I know, by the time he gets back you wouldn't even be interested about our trip to Boston. So here we go, I'll translate/adapt 2 posts in 1.

We traveled up to Boston as part of our Thanksgiving trip. A partner from Fê's law firm organized a Thanksgiving dinner for all foreigner associates in Connecticut, so we decided to take the 7am train to Boston on Thursday and drive down Saturday morning, returning our rental car in New York. It all didn't end up exactly like that, but let's keep in a chronological order.

I really loved Boston. The first day we were there we only went for a walk around Boston Commons and although the weather and the absence of leafs didn't help much, it is a beautiful park. We were also invited for a Thanksgiving dinner on Thursday by my friend's parents. It was such a great experience, as this was our first celebration in the US as last year doesn't count, we were in LA eating turkey in a hotel, very good food, but not a family tradition at all. The food was great, as well as the feeling of being surrounded by family, even if it wasn't ours.

I was surprised bu the concept of dinner starting at 2pm, but as spent some hours eating and talking I understood it pretty well. It was delicious and I was not capable of eating after that. Well, to be honest after a couple of hours I could, but only a snack... and some beer... and dessert. So that's what we ended up doing at Beehive with some friends. The place is nice, live band and good food! Oh yes, more food. I said in my Portuguese post that the day after Thursday I would only have some salad. As you can see from my pictures, I totally didn't do it.

So about the day after. We woke up really early as I bought 2 Duck Tours tickets for us. It was really great, as we wouldn't have time to visit all those places in one day, not to mention all the historical and funny facts the guide told us. It also goes for a 20 minutes "drive" in Charles River and that was pretty exciting, we could see both sides of the river, Boston and Cambridge, where Harvard is located. Was it cold? Not so bad, as I had brought my super coat I bought while living in Montreal. But Fê might not agree.

Nothing better to warm our bodies up than taking the train to the Sam Adam's Brewery. There is a 30' tour plus some beer tasting. There were a bunch of drunks there for sure, but I was honestly trying to pay attention to the production steps and how to best taste our beer samples. And we came back with our cute souvenir glasses!

After that we just went for a walk around the city, had lunch at Cheers, visited the Holocaust Memorial, Financial District, Frog's Pond, Newbury St and, finally, more food. We had dinner at a place called Finale, very famous for its desserts. Shrimp soup was delicious, but nothing beats some hot chocolate sample and all desserts from the menu in tiny bites. That was just fantastic!

And what happened Saturday? We are not so sure, but the partner's husband fell and dinner was canceled. We got an extra morning in Boston and we ended up walking around Beacon Hill and having some brunch there. Isn't it amazing that this post was totally dedicated to food? Well... I learned that Thanksgiving is also about it, we should be thankful for the food we have, and I was very happy with everything we had!

Oh, and if you can read both English and Portuguese posts, you'll notice a big difference between them, not about facts but how I write about it. It might be easier just to write about food and nice touristic places we visited in a foreign language than, for example, about the sad feeling I had while in the Holocaust Memorial and how cruelty can change people's life. I hope people can think more about being thankful for their food and life than what they can do to harm others.

Nov 30, 2008

Boston - Part 2

A sexta-feira era o único dia que teríamos de passeio por Boston, então eu comprei tickets para o [Duck Tours]. Pra quem não conhece, é um tour feito num carro anfíbio que existe em várias cidades do mundo. Eu achei bem legal fazer em Boston pois não teríamos tempo para andar pelos pontos turísticos, e também como ele anda pelo rio, poderíamos ver a cidade de Cambridge, onde fica Harvard.

Our Duck Tour Boat

O tour foi bem legal, era um super mega duper frio, mesmo com casacos de inverno, gorro, luva e um plástico de proteção nas laterais. Mas foi super divertido e confesso os 5 segundos de faniquito quando aquele ônibus-barco mergulha na água.

De lá, pegamos um metrô até a [Sam Adams], uma cervejaria bem famosa americana. O tour deles é bem legal e teoricamente de graça, se não fosse o incentivo à doação de $2 por pessoa. Os manés e muquiranas aqui acabaram não doando nada devido a falta de trocados, não dava pra doar 5x mais o valor sugerido. Fica pra próxima.



Mas voltando ao tour da cervejaria, ele é bem legal, pois ali onde fomos é o departamento de pesquisa & desenvolvimento da Sam Adams. Eles distribuíram um pouco de cevada para experimentarmos (sim, comemos e parecia alpiste) e no final tem degustação de 3 cervejas: uma é a principal deles chamada Boston Lager. As outras duas são criações do local que não são vendidas em outros lugares, isso foi bem legal, pois experimentamos uma edição meio natalina com toques de ginger (gengibre) e outra de trigo, que eu gostei por não ser amarga e ter um cheirinho de banana. Eu sei que tenho uma implicância de que muitas coisas tem cheiros estranhos e de banana, mas essa observação foi feita pelo Fê. Ah, e a gente sai com os copinhos de brinde!

Ainda fomos passear a tarde, depois da grande sorte de a chuva ter caído exatamente no momento em que estávamos na cervejaria! Eu adorei andar pela cidade, mesmo com o super friozinho que estava. Passeamos pelo [Quincy Market], onde comemos no [Cheers], um lugar super tradicional e conhecido por um seriado que eu nunca vi. Mas enfim, o lugar estava animado por tvs transmitindo um jogo de hockey, a região tem muitas lojinhas e um movimento bem intenso com a Black Friday e seus descontos.



Andamos pelo [New England Holocaust Memorial], e esse, como outros Memorials com o mesmo tema, nos faz pensar sobre a que ponto o ser humano chegou um dia. O lugar tem um vapor que deixa tudo meio turvo e claustrofóbico. Nas paredes de vidro há mensagens de sobreviventes e também números intermináveis, que representavam todos os judeus capturados. Esse dia lindo minimizava a tristeza, mas acho que sempre devemos ver esses lugares para nos lembrar de coisas ruins que aconteceram e as que ainda acontecem.


Também passeamos pelo Financial District, onde me apaixonei por uma chaleirinha gigante numa esquina que fica soltando vaporzinho. Voltamos para o Boston Commons para ver o [Frog's Pond] e as pessoas patinando e escorregando no gelo. Me deu mega vontade, mas a quantidade de casacos e blusas limitava meus movimentos aos de uma criança de 2 anos que está aprendendo a andar. Eu desisti, a queda seria inevitável.

Frog's Pond - Boston Commons

The cute Teapot


Por fim, uma caminhada pela [Newbury St] e suas lojas chiquetosas, finalizando o dia com uma orgia de amostras de quase todas as sobremesas da [Finale], acompanhadas por uma degustação de vinhos de sobremesa - que não fazem muito o meu estilo - e também outra de chocolates quentes: branco com laranja, gianduia e meio amargo (nada amargo, adorei!).

Desserts sampler


Ice wine and hot chocolate samplers


E o dia seguinte? Bom, o plano original era dirigir até Connecticut para um almo-janta de Thanksgiving oferecido por uma das sócias do escritório do Fê. Eis que de saída pra a locadora de carros, chega um email de três linhas:

"My husband fell
We are at the hospital
Dinner has been canceled"

Ixi! A pessoa (acho que) está bem, mas aí acabamos tirando o dia para mais um passeio por Boston. Andamos por Beacon Hill, na Charles St que é a rua mais plana dessa região e tomamos um brunch divino no [Beacon Hill Hotel Bistro], recomendado pela Marília (Meirelles).

salmon Brunch


De lá andamos até perto do aquário de Boston. Isso equivale a quase cruzar Boston inteira, pra vocês verem como a cidade é pequetitchica mesmo! E por lá pegamos o nosso carro. Saímos de Boston e foram um pouco mais de quatro horas até NY, com um pequeno desvio para passarmos por Providence e também um pitstop no Dunkin Donuts. Ah, juro que tem proporcionalmente mais Dunkin em Boston que Starbucks em NYC. Impressionante.

Nov 27, 2008

Thanksgiving in Boston - part 1

Depois de madrugar 5h30 da manhã, correr atrás do metrô com mala e casacão, pegamos o trem que demora quatro horas para chegar em Boston. Eu confesso, dormi na viagem - afinal de contas, eu queria aproveitar e precisava de pique para a cidade - e não vi as paisagens supostamente lindas do caminho do trem. Chegando na cidade, fomos andar pelo Boston Commons, um parque super famoso, mas que infelizmente chama mais atenção com árvores cheias de folhas e as árvores peladinhas tiravam o brilho do lugar.

Boston Commons - Lago meio congelado


Quinta-feira foi Thanksgiving e fomos convidados pela familia de um amigo - o Eric, que está no Brasil - para passar a data com eles em Newton, subúrbio de Boston. O Dick, pai do Eric, nos buscou no hotel e fez um super tour por pela cidade. Passamos pelos principais pontos turísticos da cidade, Italian neighborhood, Union Oyster House, por MIT e um prédio louquíssimo do mesmo arquiteto do Guggeheim Bilbao Museum, Frank Gehry. Também passamos por Harvard em Cambridge, foi um passeio muito legal, com direito a historias dos lugares e descrições de uma pessoa que vive ali.

O jantar/almoco foi fantástico. Fomos super bem recebidos, a comida estava divina, foi um primeiro Thanksgiving maravilhoso, com peru, cranberry sauce, stuffing, squash, pumpkin pie e Indian (native american) pudin. Depois ficamos horas e horas conversando, teve até piadas super engraçadas de uma senhora que me impressionou aos seus 92 anos e com a vitalidade que tinha. Quero chegar assim algum dia. Sem contar a presença da cachorra fofa chamada Nela, uma Viszla lindinha de 4 meses.

E fotos? Não... ok, ok, eu sei que depois vou me arrepender, mas sabe aqueles momentos que fluem de certa forma que eu não queria interrompê-los? E sempre vou lembrar do peru, da família que nos acolheu e do jantar que tivemos.


Saindo de lá, fomos encontrar a Marília e o Mauri para um barzinho/jantar/baladinha no [Beehive]. A batata frita do lugar era sensacional, sem contar um super doce de chocolate e uma apple pudin divino. Afe, comilança mór, amanhã fico na salada. Hahahah, até parece.