Mar 30, 2009

My Food Concerns

Sempre aprendi na faculdade que no Brasil a gente não tem muito controle da produção de alimentos. Os níveis de pesticida não são tão precisos, hormônios são dados aos animais, as galinhas orgânicas não recebem uma alimentação inspecionada e assim vai. Depois de 5 anos de faculdade, cheguei a conclusão que nem de ar e água a gente sobrevive, porque até isso está contaminado. Então adotei a atitude desencane e seja feliz, pois comer é sim um dos lindos prazeres da vida.

Tem-se a idéia de que as coisas pelo mundo são melhores, que a terra é melhor aproveitada, os recursos bem utilizados. Nhé, até parece. Um americano, sem tanto conhecimento técnico, me disse um belo dia que as carnes no Brasil eram mais gostosas do que as daqui porque a gente deixava o gado crescer em paz. Discordo, há diferenças no clima, nas raças, nos cortes e, claro, na bugiganga que eles comem também, mas não podemos desconsiderar os fatores ambientais e climáticos que fazem as carnes serem melhores lá ou cá.

Mas sim, tem coisa ali que é diferente, e a melhor prova disso para mim é a duração das comidas da América, que as pessoas justificavam com o fator climático. Ah, aí é mais frio, aí é mais quente, aí é mais seco. Sim, verdade, mas nada disso faz as coisas durarem tanto tempo assim.

E como eu sei disso? Ando fazendo uns testes bem caseiros. O primeiro foi do pão. Eu comprei um pão de forma daqueles tipo Pullman e deixei na geladeira. Morando em uma casa com poucas pessoas, eu já havia visto esse tipo de pão embolorar mesmo na geladeira. Realmente, mais de um mês depois ele ficou meio azul. Ah! E aí fui fazer o teste com o pão do Weight Watchers, que considerando a quantidade de calorias é um milagre da panificação. Durou de outubro a fevereiro. Sim, CINCO meses. E ele não embolorou, eu que acabei desistindo e jogando fora, com medo que ele contaminasse as outras comidas da geladeira.

E isso acontece sempre no dia-a-dia. Outro dia esqueci uma caixinha de uva na geladeira. Esquecida mesmo, por exatos 10 dias. E ela estava lindona, doce e suculenta. O Fê esqueceu peras, e elas estão ainda lá, há 3 semanas.

my 10-days old grapes


Mas o mais surreal pra mim ainda são os leites. Eles ficam dias e dias e dias abertos na nossa geladeira de temperatura não tão estável. Eles não sofrem UHT (ultra high temperature), mas sim a pasteurização branda de "quase 100ºC" que americano gosta. E eles ainda assim não azedam. Eu cheguei até a considerar a remota possibilidade de tomar um leitinho de soja como meu segundo copo de "leite" diário, mas desisti quando achei que em vez de leite eu estava lendo o rótulo de um suplemento vitamínico artificial. É, talvez o americano tivesse razão, aqui eles colocam algo a mais mesmo nas suas vacas. E em nós.


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Someone once told me that Brazilian meat was better than American as there are less hormones added to it there. At that time I disagreed that it could be the main reason, as we do have to consider species, climate differences and also different cuts, such as rib eye and picanha.

But after living in the US for a while, I have to admit that it might be true. I've been doing some home analysis, nothing sophisticated or that has much of a control as it should. First was my experiment with bread. I just got the same style I used to buy in Brazil and it lasted for a few weeks more. Then, it came the Weight watcher's bread, which seemed a miracle to the baking industry, making it possible to eat bread and consume such few "points". Well, it lasted for FIVE months in my fridge, and there was still no mold when I threw it away, I just gave up on it.

And it goes like that. Grapes and pears can be there for weeks in my fridge and will not spoil. Milk, even though it is not UHT-ed (high temperature process) as it is in Brazil, lasts much longer. Chicken fillets are the size of a 10 pounds bag of rice. And I'm not talking about bad quality food, as part of my research involved extensive trips to Whole Foods. Maybe there is something added to our food that we're not aware of.

Mar 29, 2009

E&R


And they left. Sadly, after one week together, our house was filled with the happy Californian spirit when they packed their stuff inside 2 carry-on bags and went back home. We had such a great time, from a dinner at the almost club TAO, empanadas and pizza to a great night at [Guys and Dolls] Broadway show. By the way, I didn't know much about the show and it was AWESOME!! Their performance is great and I loved to see [Lauren Graham]'s performance - Lorelai from Gilmore Girls.

Mar 27, 2009

Life with Milo

One of my friends wrote a comment about how Milo might be getting the 2 of us nuts due to the absence of new posts. It wasn't his fault, as our lives are pretty... stable, but there is actually a lot going on, our former-neighbors are in town and all dinners+lunches and activities we've been doing together. But let's talk about Milo.

Milo is doing fine, he is surprisingly intelligent considering his age and breed (lhasas are not known for their intelligence). In just a few days he was capable of understanding where he is, what time he eats and where he should do his business. He doesn't even whine or bark when we get home! Nipping and biting is still inevitable, but great progress was made compared to 2 days ago, as it seems he understood that our hands are not nipping-proof as his siblings were. He did not chew any furniture (yet) and is learning that only toys are fun to bite.

And cutest thing: he learned to fetch and bring things back to us. Every book I read emphasized the importance of praising him when he does something right, so please do not take into account my crazy stupid voice.



Leitores brasileiros, tudo que aprendi sobre cachorros tem sido em inglês. Sei que há coisas que são facilmente traduzidas, mas
whine & cry são verbos diferentes, e nip e bite também. A casinha é o crate e não fazer as necessidades em lugares errados é ser housebreaking. Vivendo e aprendendo cultura (in)útil!

Mar 23, 2009

All in one post

Tantas coisas:

- Conheci o famoso [Max Brenner], comi um profiteroles divino em ótima companhia de duas amigas australianas querendo matar as saudades de lá.
- Fiz uma caminhada agradável do Soho até Union Square andando pelo Village e comprei um ramalhete de lavanda desidratada na feira para deixar na sala.
- Tomei brunch com o Fê no [Tartine], uma esquininha minúscula, preços bons, comida francesa gostosa e sem taxa de rolha para vinhos.
- Fiz um Godiva hunting com uma amiga para experimentar as amostras grátis de Spring Truffles, acabei ganhando a de Cheesecake três vezes e comprando a de raspberry e a de limão.
- Comi a famosa pizza do [John's], bem abrasileirada mesmo, fina, crocante e num ambiente muito interessante acompanhados pelos nossos queridos ex-vizinhos da California que vieram nos visitar no Spring Break.
- Tive meu cabelo porcamente cortado por uma pessoa no Aveda Institute. Chiei e esperneei pela aparência de "usaram uma forma de pirâmide" pra cortar meu cabelo, acabei saindo de lá com um vale corte, um creme pra consertá-lo pelo próximo mês enquanto ele cresce e um vale limpeza de pele para o mês de abril.

E o acontecimento: buscamos o Milo, nosso pequeno lhasa de 10 semanas.


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I've been doing lots of things, from going on a Godiva hunting for their free Spring truffles samples to meeting some friends at Max Brenner, buying a tiny lavender bouquet, having a great and affordable brunch at Tartine and eating some great pizza at John's with our dear friends-former-neighbors from Stanford, Ethan and Rachel.


But nothing could be greater news than this last one: yesterday we drove all the way to Pennsylvania to bring home our 10 weeks old lhasa: Milo.

Day 7 - Le Cirque

Para fechar a Restaurant Week com chave de ouro, fomos ao famoso [Le Cirque]. Duas pessoas, que como eu aproveitaram os descontos dos menus fechados, falaram que lá tiveram a melhor experiência gastronômica da semana que durou meses, infelizmente só disponível na hora do almoço.

Eu e o Fê fomos, reservas para 1:30pm durante a semana, não poderia ser menos "coma barato, mas do jeito que a gente quer". Tudo bem, valeu cada ronco do meu estômago esperando. Os pratos eram impecáveis, entrada de camarão com um toque de laranja, eu pedi uma carne ao molho de café e cardamono linda, Fê pediu um salmão super gostoso como prato principal.


Eu queria pedir 3 sobremesas, mas me contentei com um Chocolate Mille Feuilles e o Crème Brûlée, o atual "melhor de NYC", batendo a poli position do Pastis. A sobremesa de chocolate era divina, uma combinação que não ficava enjoativa, finas camadas de massa-meio-biscoito super leve. Isso sem contar nos detalhes do prato remetendo ao circo e a receita do Crème Brûlée no fundo do ramekin.


Descobri que o lindo prato de docinhos que espiei na mesa ao lado era somente para "non-restaurant-week lunch", mas o garçon foi gente boa e acabamos ganhando o pratinho também. Ponto positivo pro serviço!


Gostei do serviço, da comida, e sinceramente vejo a Restaurant Week como um ótimo negócio para todos: restaurantes não ficam vazios num momento como esse, eu conheço muito mais lugares do que se fosse para uma refeição comum, faço propaganda de graça dos lugares que gosto para as visitas e quem sabe até guardo a dica para uma futura refeição comemorativa.

Mar 20, 2009

Mar 19, 2009

O tombo

Podem rir.

Eu nunca fui uma pessoa muito centrada. Nem psicologicamente nem fisicamente, sempre tive que me esforçar pra parar quieta na cadeira e estudar pra escola. Quando era criança as professoras sempre me falavam que eu atrapalhava os meus colegas. Ah vá, não existe conversa de uma pessoa só, então esse ponto de vista é meio torto, mas enfim. Também nunca fui muito boa de equilíbrio, nunca fiz balé, gostava de dançar e jogar basquete, mas correr, trocar a bola de mão, pular e acertar a cesta eram tarefas demais a serem feitas ao mesmo tempo, ainda mais quando eu parei nos 1.60 de altura.

E impressionantemente meu último acidente de que me recordo foi o [bike crash], em que um ser sem freio bateu a bicicleta na minha e meu pé ficou no meio. Nada grave, foi ainda na época da pacata Califórnia, em que as preferências são obedecidas. E mesmo depois de nos mudarmos pra NY, onde no verão ando de instáveis Havaianas e no verão há gelo na rua, eu ainda não tinha caído.

Exatamente no dia 19 de março, isso mudou. Eu estava andando lá na Grand Central de manhã. O lugar é uma cena de filme, formigas e formigas andando. Os corredores tem faixas de trânsito imaginárias, as pessoas andam no mesmo ritmo. Nem ouse parar para pegar algo que caiu no chão. Quer amarrar o sapato? Vá indicando que trocará de faixa e encoste a direita. As pessoas correm, cantam, lêem, ouve música, tudo ao mesmo tempo.

E depois de um tempo eu incorporei o espírito novaiorquino, a cara não-tenho-tempo e as passadas rápidas da perna. As pessoas no farol me irritam, como alguém não viu que a outra luz já ficou amarela? Velhinhos estão perdoados, turistas, médio. Sem contar que eu ajudo pelo menos 2 turistas por dia, o que me dá ainda mais certeza de que o ritmo de vida californiando ficou em algum passado distante.

E hoje nessas minhas passadas rápidas, fui trapaceada pela bota e o chão da Grand Central. O mármore que tantas vezes admirei e achei lindo, que recomendei ser visitado por turistas, me passou uma rasteira. Literalmente. A cena foi ridícula e não sei muito bem o que aconteceu.

Em um momento eu estava descendo os degraus, no instante seguinte algo escorregou. Cena patética da pessoa tentando manter o equilíbrio, parecendo patinador no gelo. Cai de vez, meu! Mas não, aquele bambambam até a hora em que o calcanhar falha e capoft. Mas não bastava parar ai, não! Tum, ai, tum, ai, tum, ai... Sim, eu desci 5 degraus de bunda, meio que tentando segurar a bolsa para as coisas não voarem com a mão direita, e mantendo a mão esquerda no bolso para o iPhone não voar. Nessas horas que a gente descobre o valor que um iPhone tem, ele não poderia se esborrachar, mas eu e meu traseiro, whatever, né?

E aí uma hora eu parei. Ali, no último degrau. Duas pessoas passaram e me ofereceram ajuda, mas eu continuei sentada tentando assimilar o que tinha acontecido. Tentando achar o maldito Gasparzinho que me passou a perna. A terceira pessoa se ofereceu para chamar 911, e aí eu me dei conta da aparência descabelada e da próvavel cara de miserável que eu estava, e me levantei.

Ui, sentei de novo. Acho que a perna saiu da bacia! Mas não, continua andando, falta pouco. Pra onde eu tava indo mesmo? Cadê meu iPhone? Ah, tá aqui, ufa.

Mar 17, 2009

São Patrício me acuda

Hoje é o dia de St. Patrick, um missionário cristão e santo padroeiro da Irlanda. Relata a história que para explicar como a Santíssima Trindade era três e um ao mesmo tempo, ele utilizava o trevo de três folhas, que tem papel importante na cultura Irlandesa. Aqui em Manhattan há uma catedral bem famosa com o seu nome na 5th Avenue, comemorações, paradas e desfiles em sua homenagem e como forma de afirmação do orgulho dos imigrantes e descendentes de irlandeses na América.

Continuando a historinha, Hell's Kitchen, também conhecido como Clinton, foi a primeira região em que os imigrantes irlandeses se instalaram lá pelo anos de 1840. Eles passaram poucas e boas aqui, fome, tabalho duro, sub-emprego, e com o tempo ajudaram a construir a cidade da forma que ela é hoje.


E daí? ADIVINHA onde eu moro? Aqui no meio da bagunça de Hell's Kitchen. Hoje não sobrou nada da pobreza e necessidade que eles passaram, os prédios foram renovados e tudo é como se vê nos filmes. Mas ficou o espírito nos cantos que se libera uma vez por ano nos Pubs de trevos verdes e nas pessoas escandalosas.


Como toda boa festa, aliada a já conhecida capacidade alcoólica dos que um dia deixaram as suas vilas lá na terra da rainha, a comemoração envolve gente meio sóbria ao meio dia, vestimentas interessantes e coloridas, contagiando até senhores executivos que usam anualmente uma gravata verdona no pescoço. Isso claro acompanhado das senhoras de cabeças de vikings, pompons e perucas verdes.

Eu já peguei a minha melhor blusa verde pra tomar a cerveja verde. Vamos ver!

Mar 16, 2009

Going to the Doctor

Por um bom tempo eu não tive um médico aqui. A complicação de achar uma pessoa legal sem nenhuma indicação, a insegurança de simplesmente abrir o catálogo do plano de saúde e o já conhecido tratamento diferencial que recebemos no Brasil e que aqui seria motivo de estranhamento me fizeram empurrar com a barriga e parecer uma metralhadora de agendamentos a cada ida ao Brasil. Qualquer um que conversasse comigo, sabia que almoços, jantares e encontros eram encaixados de acordo com os meus médicos e dentistas.

Pois eu resolvi mudar as coisas. Até porque não dá pra não ter médico nenhum num país que é desenvolvido, mas não tem um mínimo SUS ou qualquer outra assistência pública. Isso na verdade torna-se mais um motivo de revolta, afinal a porcentagem de imposto cobrado aqui é maior do que no Brasil, e mesmo que capenga, a gente tem sim pra onde correr se não tiver como pagar um particular.

Revoltas a parte, vamos a minha história. Uma amiga minha meio na mesma situação achou uma médica "clínica geral", depois de 2 anos na procura, frustração e viagens ao Brasil. Aqui nos EUA é diferente e se usa ainda o conceito quase como do "médico de família". É um médico que você vê uma vez por ano, faz os exames básicos de sangue, te pergunta um monte de coisa e pronto. Eu no Brasil fazia tudo isso com a Julieta, minha gineco, mas aqui não. É geralmente esse clínico geral que te indica para a especialização necessária, partindo do ponto que as pessoas são ignorantes e não saberiam diferenciar a necessidade de um ortopedista ou um neurologista. Em partes até é verdade, pois no mundo dos hipocondríacos, por mais contraditório que se pareça, a ignorância em relação ao corpo humano assusta, e até entendo a necessidade de um médico que guie os pacientes.

Enfim, a minha amiga, indo no contra-fluxo da teoria da indicação, consultou uma gineco brasileira bem conhecida pelos New-Yorkers-Brasileiros e recebeu a indicação dessa clínica geral. Olha, sinceramente não me valhe tanto a característica de "ela fala português", mas eu não tinha mais ninguém, então marquei a consulta.

É uma experiência diferente. Primeiro fui atendida por uma enfermeira, que mede pressão, peso e altura, coisas que a Julieta sempre fez. Depois conversei com a médica, um bate-papo quase de programa de perguntas e respostas em 30 segundos. Mas a melhor surpresa é que você faz praticamente tudo ali: exame de sangue, eletrocardiograma, até vacina anti-tétano já tomei. Só ficou pendente um outro exame, uma coisa um pouco mais específica, mas que eu vou a um lugar que eles recomendam, faço e o laboratório entrega o resultado pra médica. Nesse ponto, as coisas são bem mais práticas, não têm lero-lero de ir a un laboratório, agendar dias e dias, buscar resultado e marcar "retorno". Pápum tá tudo ali. Mas ainda sinto falta das minhas conversas com a Julieta, sempre mandando beijos às amigas em comum.

Mar 14, 2009

Grão de bico

Marília and I have been planning to go to this place called [ChickPea] for a while. We both have seen the front of it from cabs, and "all baked" signs, the love for chickpea and significant others not so fond of it made us go there yesterday for lunch. Food is great, there are many options of salads and pocket sandwiches, 4 flavors of hummus, falafel, dressing and funny sparkling juices. I had a great platter, basil and pine nuts hummus, shawafel (something that involved chicken and rice) and a pomegranate and bluberry juice. Marília got the pocket filled with hummus, salad and spinach falafel.


Oh, and for dessert we had spring truffle samples from Godiva! Don't miss it until March 15th. My favorite is raspberry and white chocolate.

Frozen can be tasty

Eu sempre estou em busca de nova receitas no mercado, algo diferente para fazer e sair do comum. O Whole Foods tem mil coisas prontas, uma quiche de queijos e outra de queijo de cabra com tomate divinas, legumes, pizzas não tão boas, e hoje foi o dia de testar o souffle. Confesso que achei um tanto estranho ver uma mistura de souffle de queijo emmenthal congelada. Aquilo não parecia dar muito certo, souffle é algo tão delicado, mas resolvi tentar. Não seria eu se eu passasse direto pela gôndola!

Tirando que as instruções mandavam deixá-lo por 35 minutos no forno e já se passaram 55 e que a aparência da mistura congelada lembra um cocô de cabra branco, tudo parece ótimo e ele tá bonitão no forno. Sim, estou escrevendo esse post enquanto o souffle assa, afinal de contas são 15h30 e aquilo era para ser o nosso almoço, então eu realmente precisava me ocupar para não devorar um pacote de bolacha. Já já coloco a foto dele, mesmo se murchar!



E não é que deu certo? Lindo, fofo e delicioso! Aprovado! Imagino que ofensa para super chefs, mas a gente precisa ser prática e rápida no dia-a-dia. Pensando bem e olhando a tabela nutricional, nem tão dia-a-dia assim, mas valeu a experiência.

Mar 12, 2009

Day 6 - Riingo, cousin and fusions

Comer bem é bom, muito bom.

Visita é ótimo, ainda mais de queridos amigos/família. Elas sempre trazem os ares do Brasil de que sentimos tanta falta e fazem a saudade parecer algo menor.

E comer bem acompanhado de pessoas queridas então é a combinação perfeita!

Recebemos a visita da Marina e do Kito, passeando por aqui e outros cantos dos EUA. Um dia fui jantar com eles no [Riingo], um lugar que eu só conhecia os drinks e que já tinha me causado uma boa impressão. Ele é pequeno e fundo, mas tem uma janelona para a calçada linda perto do bar e uma mesa redonda super agradável.

O restaurante tem uma proposta interessante, seu chef saiu do famoso e premiado [Acquavit] e foi criar uma fusion japonesa e americana. Fiquei super feliz ao saber que esse lugar também tinha participado da Restaurant Week e fui nesse menu.



A minha entrada foi um sushi de salmão avocado. Fresco, simples e perfeito. O prato principal foi um "Hanger Steak, japanese sweet potato gratin and king oyster mushrooms". O bifão estava ótimo, a batata japonesa tinha um gosto meio de banana da terra e os cogumelos... bem, eu não sou fã de cogumelo, então não gostei.


E a sobremesa estava ótima! Eram 3 bolinhas de donuts e um gostinho de churro com sorvete de chá verde impecável. Uma combinação exótica, mas que agradou até a paladares não tão nipônicos quanto o meu.


Mas voltando a visita, ontem saimos com eles e fomos ao famoso e bem conhecido House of Brews tomar uma cervejinha - minha atual favorita Tap Duvel Green - e comer besteiras. Alias, lembrando do post anterior, eles têm um doritos elaborado com um dip de queijo de cabra+espinafre+alcachofra de limpar o pote!


E para a sobremesa, fomos ao [Kyotofu], já que o casal turista gosta de chá. Eu adoro o conceito do lugar, também misturando ingredientes japoneses à comidas típicas americanas. Eu pedi um trio de cupcakes - coco, chá e chocolate - que vinham com um marshmallow japonês e 3 cookies: black sesame seed (gergelim), macha e genmaicha (chás). Tem que gostar de coisas exóticas e principalmente de ingredientes não tão comuns ao mundo ocidental. Se for o caso, não pode deixar de ir.

Mar 11, 2009

Made for each other a la Tostitos

Há uma sequência de comerciais muito bonitinhos recentemente na tv. A primeira vista eles sinceramente não faziam muito sentido, mas depois de assistir à toda série eu os entendi melhor. Também envolve o conhecimento de dips para relacioná-lo a mensagem do comercial. Eu só imaginava dips de Doritos naquelas melequinhas amarelas sabor chulé que se encontram na mesma gôndola, mas aparentemente eles por aqui também afudam batatinhas Lays e outros salgadinhos em diversas melecas. Como se as batatas com cheiro de churrasco, chilli e queijos não fossem uma mistureba de aromas suficiente. Enfim, melequeiras a parte, o comercial é fofo.



E sim, eu como essas melequinhas com Doritos, mas geralmente as que são mais caseiras, que não vem em potes de maionese e não tem gosto de poliestireno. Ah, clique em HD no vídeo e você perceberá que a imagem é meio desfocada de propósito.

Mar 6, 2009

Pão de Queijo

Thanks to Mid, Xande and tia Berenice, this was my lunch today.

Lemonade and cheese bread

Mar 2, 2009

Sensuous Bean

Uma observação que a Mid fez na sua visita a New York era que há muitas lojas especializadas por aqui. A loja de azeite, a loja de yogurt, coisas que geralmente não se encontra com tanta facilidade no Brasil. "Mas SÓ azeite mesmo??"

E também comentei com eles sobre meu atual favorito café. Olhando por fora é bem esquisitinho e até escuro. Mas quando entrei no lugar, adorei. O lugar se chama
[Sensuous Bean] e fica no Upper West Side, lá na Columbus & 70th St. É tão pequeno que nem tem mesinhas pra sentar, mas tem uns potes com doces bonitos.


A primeira vez que fui vi que as pessoas entravam, enchiam um copo de uma das 5 térmicas ali, cada uma identificada com o seu blend, e agradeciam ao Tom. A loja é uma graça, tão simples quanto a sua fachada, mas com diversos tonéis de café em grãos. Há muitos tipos descafeinados e com cafeína, com aroma de menta, avelã, nozes, canela, chocolate, Brazilian, French, Arabic, Colombian, tudo.

Toda vez que vou para a o escritório da Orquestra* ali do lado não resisto e faço um pit stop, das duas últimas vezes peguei o House Blend, bem equilibrado, nada amargo e com um cheirinho super gostoso. Pra quem quiser conhecer, fica aberto todos os dias e também aceita compras online, na falta de uma visita a NYC.

(*) O quê? Orquestra? Sim, comecei há um tempo a trabalhar como voluntária em uma orquestra de NY, a
[American Classical Orchestra]. Basicamente ajudo em concertos e mais recentemente comecei a atualizar a base de dados de partituras que ainda era feita em cartões de papel típicos de bibliotecas da década de 80.

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When I mentioned a nice olive oil store around Soho, Mid got me by surprise saying that one can find different and very specific stores in NYC, and that she wouldn't know by heart an olive oil store, for example, in São Paulo.

Her comment made me think about my last addiction: Sensuous Bean's Coffee. It's a super tiny store located in Upper West Side. At first I really didn't even thought it was opened, but when I made my way inside, I found a very nice person called by Tom from customers that seemed to go there often.

It has a huge variety of coffee and so many different blends: Brazilian, Colombian, African, French, almonds, cinnamon, chocolate, not only to get your already made coffee, but mostly to buy the grains and drink it at home. I've only tried French and House blend, a very comforting and not too bitter coffee.

And how did I find about this place? I'm volunteering for the American Classical Orchestra, helping with concerts and other musical related duties, and Sensuous Bean was on my way to their office. That's probably what really defines NYC to me: finding your favorite _______ when you walk on your way to _______.

Day 5 - Fig & Olive

As I've mentioned before, some restaurants kept their Restaurant Week Menus for more than just 2 weeks. I'm not sure if this has been done previously or it's one of many crisis reactions, where restaurants try to promote also 2 for 1 and free desserts.

Whatever the reason, I enjoyed a little bit more of those reasonable prices going to [Fig & Olive] 5th Avenue. It's pretty similar to the one located at Meatpacking District, but probably not so pop or well-known, which made it possible to have a reservation for 3 on a Friday night one hour prior to the time I wanted.

I joined Mid and Xande for their last meal in NYC. Food was fabulous, but we missed something: our cameras! Well, it seems they are not so Japanese in this aspect, how come tourists wouldn't carry their cameras? Anyway, we were saved by our phones!


Food was great, I LOVE their Grilled Lamb Skewers & Couscous, doesn't matter how many times I go there, I always order this one, although it doesn't look as good as it tastes. Yellow fin tuna carpaccio was also very well done, except for its strong sesame oil taste. But the best of it was their pomegranade martini and desserts. Both were spectacular!