Sep 16, 2010

Um dia em Philadelphia

Eu fui pra Philly e adorei!
Recomendo pros amigos turistas por NYC!


Mas a comilança foi tanta que o [post] está lá no [Cozinhando Sempre]!

Sep 15, 2010

A moda boyfriend

Em todo lugar que vou, vejo a bendita moda boyfriend pelos cantos. Qual o conceito? Meio "você na pressa roubou a camista ou jeans do seu namorado, mas no meio do caminho deram uma afeminada nela". A não ser que ele seja um über-metrossexual, aí não precisa de ajuste nenhum.

E tem algumas ideias que são bem legais. Eu adorei essa camisa que é vendida pelo catálogo ou site da
[Victoria Secret]. A Shrunken Boyfriend Shirt (tradução: a camisa encolhida do namorado) é fofa, tem uma cara de confortável e acho ideal para os dias de outono que estão por vir.

Ainda não comprei, mas tô namorando faz um tempão! Só não dá pra usar em junho, pois vai faltar só o chapéu de palha e as pintinhas na bochecha, né?

Mas tem coisas que simplesmente não entendo: um jeans boyfriend. Segundo a definição da GAP:


"Sits just below the waist. Slim in the hip and thigh. Straight leg opening. Slouchy fit." - Abaixo da cintura. Sequinha no quadril e coxas. Pernas retas. Look desleixado.


E eu provei essa calça. Pra bumbum-de-brasileira não fica mto soltinho não. Fica que nem calça normal. Mas aí sobra o saco de batata do CEASA atrás da coxa e principalmente na frente, no zíper. Esquisitésimo. Fica até bonitinho em modeletes magrinhas, em que tudo fica soltinho e combina com uma blusinha justa, mas pra reles normais fica BEM estranho. Parece que você colocou a calça na secadora e ela encolheu só em certos pedaços! Yikes...

Sep 13, 2010

Fashion Night Out 2010

O Fashion Night Out é um evento muito interessante que acontece . Qual o objetivo? Na cidade em que o espírito consumista está a flor da pele, por que não deixar as lojas abertas por mais tempo e ainda cativar os consumidores com produtos de graça, taças de champagne e um desfile lindo no Lincoln Center com Giselle e Naomi?

E eu fui lá no Meatpacking District conferir o que acontecia. Há lojas espalhadas pela cidade inteira, mas a maior concentração fica mesmo pelo carinhosamente apelido de MePa e pelo SoHo.

Eu não sabia muito bem o que ia encontrar. Uma amiga já tinha me falado que a fauna é bem diversa e interessante, e achei super legal. Modeletes e magrelinhas andando por todos os cantos, as Angels fizeram sua aparição na Victoria Secret, assim como atrizes e famosos. Lojas como Tory Burch tinham champagne para seus clientes, as irmãs Olsen apareceram pelo bar da Saks e até o próprio Blahnik surgiu pela sua loja.

E o que eu fiz? Num grupo com mais 3 meninos, tomamos sorvete Van Leeuwen, um super sorvete orgânico vendido em caminhões, e desisti do Rickshaw dumpling por causa da fila!


Andamos num carro que será o lançamento 2011 da Lexus. O test drive teve como piloto o Dr. Pedott e passageiros super animados. E por que cansar seus pés? Pegamos uma carona de bicicleteiros ao metrô, patrocinada pela Aveda. Adorei!

E compras? Não foram muitas, a tática do evento não funciona comigo. Loja aberta até mais tarde, cheia de modelos e amostra grátis não atiçam meio bichinho consumista. Apesar que nada mal comprar um sapato do próprio Manolo, hein?

Só mesmo da camiseta super fofa do evento. Além de bonita, ainda é politicamente correta: 40% dos lucros é destinado ao The New York City AIDS Fund. Consumismo do bem!


Ah, e pra terminar a noite: modelo e atriz também andam de metrô! Eu geralmente sou péssima pra identificar as pessoas, mas tinham algumas na plataforma do trem E. Duas que reconheci: Clémence Poésy (do filme In Brugges) e Nora Zehetner (do Grey's Anatomy). Nenhum Keanu Reeves =(

Aug 24, 2010

Pedicure

Fazer o pé ou a mão em NY é uma experiência de vida. Há alguns tipos e opções, e eu já passei por três por aqui. A primeira foi bizarra. Parecia que eu tinha brincado de manicure com uma criança de 5 anos. Cantinhos, empurrar cutícula, oi? Nada. Descasquei no metrô a caminho de casa.

A segunda me deixou meio noiada. Fui num dos famosos salões que tem um monte de asiáticas enfileiradas e que pintam a unha de forma tão perfeita que mal precisam limpar os cantinhos. A minha aflição foi daquela cuba que sei lá se limpam direito. Eca. Dizem que germes e fungos ficam pelas tubulações e que ninguém cuida muito bem da manutenção daquilo.

Na dúvida, hoje fui conferir um outro lugar. O [Bliss Spa] é super legal e tem profissionais super treinadas e um lugar que é impecável. Qual o custo disso tudo? O dobro do preço do lugar de higiene duvidosa, custa $65 para fazer o pé em vez de $32. E se alguém quer saber a minha opinião, nenhuma micose ou bereba vale essa diferença de preço.


Então, você chega num lugar lindo e é recebido com uma garrafa de água personalizada com uma tampa que tem cheirinho de laranja. A sala é pequena, só aceita gente com horário marcado e sempre tem somente duas profissionais trabalhando. Tem DVD na parece com fones em cada estação.


A pedicure vai muito além de lixar o pé e passar esmalte. Dura uma hora e a minha tinha uma hidratação em leite com óleo de amêndoas, uma esfoliação da pontinha do pé até o joelho e uma massagem maravilhosa com muito hidratante de laranja. Os esmaltes são OPI ou Essie, marcas de qualidade. Tem até chinelinho descartável pra voltar pra casa!


E a Sherry, que me atendeu hoje, era um doce. A gente tem que lembrar que aqui 15-20% de gorjeta é algo que faz parte do preço normal de qualquer serviço de salão, mas mesmo assim ela era bem legal. Me ensinou até a desencravar a unha do marido! E antes de trabalhar lá ela foi também mani/pedi do Mandarin Hotel e do salão da Elizabeth Arden.


Valeu muito a pena. Foi um daqueles momentos em que você relaxa e desliga do mundo. Bem diferente do salão em que você ouve a conversa da moça do lado, lê a manchete da Contigo da outra. Mas por esse preço... Não dá pra fazer com muita frequência não.

Teletransportei de NY pra Copenhagen

Nova York sempre me impressiona. É uma cidade muito maluca e com uma dinâmica que você piscou, mudou. Seja no semáforo, em que naquela suspirada às 8am com sono você será atropelado por um engravatado mal-humorado e seu Starbucks, ou seja numa simples caminhada rotineira em que você vê algo diferente que não estava lá ontem.

E numa dessas caminhadas, num sábado bonito que resolvemos sair pra andar e almoçar em algum lugar gostoso, aproveitei pra passar na loja da Nespresso lá da Madison (com 66th St) e comprar umas cápsulas pra minha cafeteira. Andamos pra lá e pra cá e de repente me senti andando pelo centrinho de Copenhagen de novo.

Demos de cara com a loja do [Georg Jensen]. Para aqueles que não o conhecem - e eu também não conhecia antes de ir pra lá - o cara é um MUST de design de jóias (Pensamento: jóia ainda tem acento na nova gramática?) e itens de prata para casa. As linhas dele são super modernas, e ao mesmo tempo ficam na moda por décadas. Sim, Paula também sabe falar - um pouco! - de moda! Principalmente quando o cara sabe fazer o saleiro mais lindo que eu já vi na vida!


Ter achado a loja dele aqui em NY me fez refletir muito sobre essa cidade maluca. A primeira coisa que me surpreendeu é que o saleiro custa menos aqui em NY do que na Dinamarca. Fala sério, se tem algum lugar em que o custo das coisas consegue ser mais alto do que em NY é lá pelas bandas da Escandinávia. E isso se reflete até no saleiro. Mas mesmo assim, como o produto pode ser importado e ainda assim ser mais barato?

E o segundo pensamento foi: o que será que eu procuro em NY e não encontro? Juro que tenho tentado pensar nisso desde que me mudei pra cá. E, claro que de forma importada e pagando os olhos da cara, mas até pão francês e manicure brasileira você encontra. Se procurar, acha. Isso é impressionante. Não consigo pensar em mais nenhum canto do mundo que tenha essa disponibilidade de simplesmente tudo.

Meu pensamento evoluiu para: como Manhattan sustenta essa variedade de tudo quase infinita? Como você consegue encontrar o designer legal da Dinamarca, o pão típico da Noruega e a farinha de mandioca brasileira em um lugar só? Tudo tem que ter um custo, mas qual é esse custo? Ok que todo mundo sabe que o poder aquisitivo médio dessa tripinha de terra é bem alto, mas tão alto assim que tudo tem seu espaço e seu mercado?

E aí, no caminho de casa, olhei pra esquina e vi que não. O restaurante Roberto Passon, que virou Giuliano há uns meses, agora virou Bistrô Mexicano. E pra mim foi a resposta da pergunta que ficou na cabeça desde cedo. Você tem que ser diferente, tem que ter um produto legal, tem que ter um público que compre, que se mexa pra chegar a você. E nessa cidade maluca, o seu público vira as costas se o salmão de ontem não foi igual ao salmão da semana passada.

Cheguei a conclusão de que com tantas opções assim, se você não for o designer dinamarquês ou a brasileira que depilava Giselle, grandes chances de que em alguns meses ou até semanas a cidade se cansa e te troca por algo diferente. Triste, né?