Demorei um mês pra voltar pra esse blog. Foi falta de tempo, inspiração e todos os blábláblás de qualquer blogueiro que fica um tempo sem escrever. E eu tentei: abria a página inicial, clicava em "New Post" e nada vinha a mente. Aí fechava a página e deixava pra depois.
Não tem muito pra falar. Chegou ao fim nossa vida em NY. Devolvemos as chaves do ap, e agora 50th & 8th volta a ser somente uma das tantas esquinas da cidade maluca que nos acolheu por dois anos e meio.
E a gente volta, com certeza. Mas com outra cabeça, outra ideia. Eu sempre falei que cada visita me mostrava um lado diferente e um ponto de vista novo de Nova York, né? Pois é, agora vai ser a minha vez de levar coisas diferentes pra lá e trazer outras tantas.
E o blog vai continuar aqui praqueles que buscam algumas dicas, ideias, pra relembrar um momento ou pra achar o nome de um lugar.
Goodbye to the "concrete jungle where dreams are made".
Jan 2, 2011
Nov 23, 2010
Moving...
A nossa casa primeiro ficou assim
E até agora a pouco ela estava assim
E neste exato momento estamos sentados no lobby do prédio, pra não ficar no caminho de um monte de caixas andando pra lá e pra cá...
Nov 18, 2010
9 dias
Esse blog ficou abandonado, jogado de lado por um tempo. E puft, faltam 9 dias. Nossa, cadê? Exato, estou total num mood mudança de volta pra casa. Dizendo "até a Copa!" para alguns, empacotando coisas, comprando tudo que consigo.
O que faz parte dessa lista maluca? Tem os óbvios, eletrônicos e eletrodomésticos, Le Creuset(s). Tem coisas bobinhas das quais sentiremos falta. Tem coisas que vão passar escondidas - ah, e eu conto pra todo mundo... - como uma pimenta rosa que eu adoro e um sal do Himalaia. Livros de receitas vão de dúzias, assim como coisas de cozinha. Sim, SEIS whisks (fuês) são necessários e eu uso todos. Shampoo Paul Mitchel baratchiiiinho, lata de lixo da SimpleHuman e papel de parede pintado a mão por uma mocinha muito simpática que mora no Brooklyn.
E muitas caminhadas por lugares que nunca mais terão a mesma cara, a mesma vibe. Check list do que fazer em Nova York, ver Billy Elliot e A life in The Theatre, comilança master nos restaurantes favoritos, passar pelo SoHo, Village, Lower East Side, Upper West e andar perdida por todas as suas ruas, procurar presentes de amigos-secretos e Natal. Documentação do Milo para exportação de animais, cancelamento de contas, alteração de endereço, fotos e mais fotos. Não tem fim. Ou terá. Daqui nove dias.
O que faz parte dessa lista maluca? Tem os óbvios, eletrônicos e eletrodomésticos, Le Creuset(s). Tem coisas bobinhas das quais sentiremos falta. Tem coisas que vão passar escondidas - ah, e eu conto pra todo mundo... - como uma pimenta rosa que eu adoro e um sal do Himalaia. Livros de receitas vão de dúzias, assim como coisas de cozinha. Sim, SEIS whisks (fuês) são necessários e eu uso todos. Shampoo Paul Mitchel baratchiiiinho, lata de lixo da SimpleHuman e papel de parede pintado a mão por uma mocinha muito simpática que mora no Brooklyn.
E muitas caminhadas por lugares que nunca mais terão a mesma cara, a mesma vibe. Check list do que fazer em Nova York, ver Billy Elliot e A life in The Theatre, comilança master nos restaurantes favoritos, passar pelo SoHo, Village, Lower East Side, Upper West e andar perdida por todas as suas ruas, procurar presentes de amigos-secretos e Natal. Documentação do Milo para exportação de animais, cancelamento de contas, alteração de endereço, fotos e mais fotos. Não tem fim. Ou terá. Daqui nove dias.
Oct 2, 2010
Tenement Museum
O Tenement Museum é um lugar para aquelas pessoas que estão cansadas de vir para Nova York e ver o MoMA, Met ou Natural History. Calma, calma, nada contra eles! Já perdi a conta de quantas vezes fui ao Met e ao MoMA, fomos membros durante o primeiro ano que moramos aqui, levo todas as nossas visitas, adoro o Cafe do MoMA e em dias diversos ia ver algum quadro com mais carinho, uma tela que não tinha visto antes, uma pessoa que não estava lá.
Mas o [Tenement Museum] é diferente: você faz necessariamente um tour guiado por dentro de um cortiço de imigrantes, que foi desativado em 1935 por causa de leis que exigiam que as instalações fossem minimamente anti-incêndio. Há quatro opções de tour, e eu fiz a que mostra como duas famílias diferentes sobreviveram as crises de 1863 e 1929. Descendentes das famílias que moraram lá ajudaram a reconstruir um pouco da história sofrida de muitos imigrantes, e você pode "ver" como eles viviam, o que comiam e quais eram suas profissões.
Dá pra imaginar o Central Park sendo uma favela? Viver em uma casa sem banheiro, sem luz, sem água encanada em Nova York? Ou um lugar de baladas e restaurantes tão descolado como o Lower East Side com 1 metro de lixo acumulado pelas ruas? Pois é, esses são alguns dos detalhes que você aprende quando vai a esse museu. Nova York glamurosa é uma realidade muito recente.
Mas o [Tenement Museum] é diferente: você faz necessariamente um tour guiado por dentro de um cortiço de imigrantes, que foi desativado em 1935 por causa de leis que exigiam que as instalações fossem minimamente anti-incêndio. Há quatro opções de tour, e eu fiz a que mostra como duas famílias diferentes sobreviveram as crises de 1863 e 1929. Descendentes das famílias que moraram lá ajudaram a reconstruir um pouco da história sofrida de muitos imigrantes, e você pode "ver" como eles viviam, o que comiam e quais eram suas profissões.
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| Porta de entrada, foto retirada do site www.tenement.org |
Sep 16, 2010
Loja de Museu
Eu simplesmente A-DO-RO loja de museu. Se estou de passagem na frente do MoMA, vou lá, dou uma espiada e depois pesquiso online pelas coisas. Já aconteceu de achar mais barato em outros lugares, ou então voltar a própria loja e comprar, como o meu tripé de máquina fotográfica.
E eu estava lendo um dos blogs de decoração e organização de casa hoje e fizeram um post com diversas lojas de museus pelos Estados Unidos. [Clique aqui] para ver a página, em inglês. O melhor: a grande maioria vende online, então você nem precisa ir até a cidade ou enfrentar a fila da loja do museu.
Gostei bastante de dois deles: nome fantástico, o [Museum of Useful Things] tem coisas nem tão úteis assim, algumas esquisitas, e outras ideias ótimas. Acho que também depende de cada pessoa. Eu adorei um segurador de receitas, pois sempre tenho aqueles papéis perdidos na cozinha quando acho alguma online. Fica uma nhaca, molha, pinga massa, recheio, chocolate, um horror. E pelo bem das árvores, guardo assim mesmo na pasta pra não imprimir de novo.
Outro loja interessante é do [Cooper-Hewitt]. Tem peças de decoração esquisitas, esponja de lavar louça com cara de spaghetti e um monte de engenhoca, como esse saleiro e pimenteiro a prova de umidade. Você pode dar adeus aos grãos de arroz no saleiro e ao saleiro todo empedrado!
E vale a pena? Depende de quanto vale seu sal sequinho. O tripé custa US$20, o segurador de receitas ou recados, US$8 e o saleiro custa US$20.
E eu estava lendo um dos blogs de decoração e organização de casa hoje e fizeram um post com diversas lojas de museus pelos Estados Unidos. [Clique aqui] para ver a página, em inglês. O melhor: a grande maioria vende online, então você nem precisa ir até a cidade ou enfrentar a fila da loja do museu.
Gostei bastante de dois deles: nome fantástico, o [Museum of Useful Things] tem coisas nem tão úteis assim, algumas esquisitas, e outras ideias ótimas. Acho que também depende de cada pessoa. Eu adorei um segurador de receitas, pois sempre tenho aqueles papéis perdidos na cozinha quando acho alguma online. Fica uma nhaca, molha, pinga massa, recheio, chocolate, um horror. E pelo bem das árvores, guardo assim mesmo na pasta pra não imprimir de novo.
Outro loja interessante é do [Cooper-Hewitt]. Tem peças de decoração esquisitas, esponja de lavar louça com cara de spaghetti e um monte de engenhoca, como esse saleiro e pimenteiro a prova de umidade. Você pode dar adeus aos grãos de arroz no saleiro e ao saleiro todo empedrado!
E vale a pena? Depende de quanto vale seu sal sequinho. O tripé custa US$20, o segurador de receitas ou recados, US$8 e o saleiro custa US$20.
Um dia em Philadelphia
Eu fui pra Philly e adorei!
Recomendo pros amigos turistas por NYC!
Mas a comilança foi tanta que o [post] está lá no [Cozinhando Sempre]!
Recomendo pros amigos turistas por NYC!
Mas a comilança foi tanta que o [post] está lá no [Cozinhando Sempre]!
Sep 15, 2010
A moda boyfriend
Em todo lugar que vou, vejo a bendita moda boyfriend pelos cantos. Qual o conceito? Meio "você na pressa roubou a camista ou jeans do seu namorado, mas no meio do caminho deram uma afeminada nela". A não ser que ele seja um über-metrossexual, aí não precisa de ajuste nenhum.
E tem algumas ideias que são bem legais. Eu adorei essa camisa que é vendida pelo catálogo ou site da [Victoria Secret]. A Shrunken Boyfriend Shirt (tradução: a camisa encolhida do namorado) é fofa, tem uma cara de confortável e acho ideal para os dias de outono que estão por vir.
Ainda não comprei, mas tô namorando faz um tempão! Só não dá pra usar em junho, pois vai faltar só o chapéu de palha e as pintinhas na bochecha, né?
Mas tem coisas que simplesmente não entendo: um jeans boyfriend. Segundo a definição da GAP:
"Sits just below the waist. Slim in the hip and thigh. Straight leg opening. Slouchy fit." - Abaixo da cintura. Sequinha no quadril e coxas. Pernas retas. Look desleixado.
E eu provei essa calça. Pra bumbum-de-brasileira não fica mto soltinho não. Fica que nem calça normal. Mas aí sobra o saco de batata do CEASA atrás da coxa e principalmente na frente, no zíper. Esquisitésimo. Fica até bonitinho em modeletes magrinhas, em que tudo fica soltinho e combina com uma blusinha justa, mas pra reles normais fica BEM estranho. Parece que você colocou a calça na secadora e ela encolheu só em certos pedaços! Yikes...
E tem algumas ideias que são bem legais. Eu adorei essa camisa que é vendida pelo catálogo ou site da [Victoria Secret]. A Shrunken Boyfriend Shirt (tradução: a camisa encolhida do namorado) é fofa, tem uma cara de confortável e acho ideal para os dias de outono que estão por vir.
Ainda não comprei, mas tô namorando faz um tempão! Só não dá pra usar em junho, pois vai faltar só o chapéu de palha e as pintinhas na bochecha, né?
Mas tem coisas que simplesmente não entendo: um jeans boyfriend. Segundo a definição da GAP:
"Sits just below the waist. Slim in the hip and thigh. Straight leg opening. Slouchy fit." - Abaixo da cintura. Sequinha no quadril e coxas. Pernas retas. Look desleixado.
E eu provei essa calça. Pra bumbum-de-brasileira não fica mto soltinho não. Fica que nem calça normal. Mas aí sobra o saco de batata do CEASA atrás da coxa e principalmente na frente, no zíper. Esquisitésimo. Fica até bonitinho em modeletes magrinhas, em que tudo fica soltinho e combina com uma blusinha justa, mas pra reles normais fica BEM estranho. Parece que você colocou a calça na secadora e ela encolheu só em certos pedaços! Yikes...
Sep 13, 2010
Fashion Night Out 2010
O Fashion Night Out é um evento muito interessante que acontece . Qual o objetivo? Na cidade em que o espírito consumista está a flor da pele, por que não deixar as lojas abertas por mais tempo e ainda cativar os consumidores com produtos de graça, taças de champagne e um desfile lindo no Lincoln Center com Giselle e Naomi?
E eu fui lá no Meatpacking District conferir o que acontecia. Há lojas espalhadas pela cidade inteira, mas a maior concentração fica mesmo pelo carinhosamente apelido de MePa e pelo SoHo.
Eu não sabia muito bem o que ia encontrar. Uma amiga já tinha me falado que a fauna é bem diversa e interessante, e achei super legal. Modeletes e magrelinhas andando por todos os cantos, as Angels fizeram sua aparição na Victoria Secret, assim como atrizes e famosos. Lojas como Tory Burch tinham champagne para seus clientes, as irmãs Olsen apareceram pelo bar da Saks e até o próprio Blahnik surgiu pela sua loja.
E o que eu fiz? Num grupo com mais 3 meninos, tomamos sorvete Van Leeuwen, um super sorvete orgânico vendido em caminhões, e desisti do Rickshaw dumpling por causa da fila!

Andamos num carro que será o lançamento 2011 da Lexus. O test drive teve como piloto o Dr. Pedott e passageiros super animados. E por que cansar seus pés? Pegamos uma carona de bicicleteiros ao metrô, patrocinada pela Aveda. Adorei!
E compras? Não foram muitas, a tática do evento não funciona comigo. Loja aberta até mais tarde, cheia de modelos e amostra grátis não atiçam meio bichinho consumista. Apesar que nada mal comprar um sapato do próprio Manolo, hein?
Só mesmo da camiseta super fofa do evento. Além de bonita, ainda é politicamente correta: 40% dos lucros é destinado ao The New York City AIDS Fund. Consumismo do bem!
Ah, e pra terminar a noite: modelo e atriz também andam de metrô! Eu geralmente sou péssima pra identificar as pessoas, mas tinham algumas na plataforma do trem E. Duas que reconheci: Clémence Poésy (do filme In Brugges) e Nora Zehetner (do Grey's Anatomy). Nenhum Keanu Reeves =(
E eu fui lá no Meatpacking District conferir o que acontecia. Há lojas espalhadas pela cidade inteira, mas a maior concentração fica mesmo pelo carinhosamente apelido de MePa e pelo SoHo.
Eu não sabia muito bem o que ia encontrar. Uma amiga já tinha me falado que a fauna é bem diversa e interessante, e achei super legal. Modeletes e magrelinhas andando por todos os cantos, as Angels fizeram sua aparição na Victoria Secret, assim como atrizes e famosos. Lojas como Tory Burch tinham champagne para seus clientes, as irmãs Olsen apareceram pelo bar da Saks e até o próprio Blahnik surgiu pela sua loja.
E o que eu fiz? Num grupo com mais 3 meninos, tomamos sorvete Van Leeuwen, um super sorvete orgânico vendido em caminhões, e desisti do Rickshaw dumpling por causa da fila!

Andamos num carro que será o lançamento 2011 da Lexus. O test drive teve como piloto o Dr. Pedott e passageiros super animados. E por que cansar seus pés? Pegamos uma carona de bicicleteiros ao metrô, patrocinada pela Aveda. Adorei!
E compras? Não foram muitas, a tática do evento não funciona comigo. Loja aberta até mais tarde, cheia de modelos e amostra grátis não atiçam meio bichinho consumista. Apesar que nada mal comprar um sapato do próprio Manolo, hein?
Só mesmo da camiseta super fofa do evento. Além de bonita, ainda é politicamente correta: 40% dos lucros é destinado ao The New York City AIDS Fund. Consumismo do bem!
Ah, e pra terminar a noite: modelo e atriz também andam de metrô! Eu geralmente sou péssima pra identificar as pessoas, mas tinham algumas na plataforma do trem E. Duas que reconheci: Clémence Poésy (do filme In Brugges) e Nora Zehetner (do Grey's Anatomy). Nenhum Keanu Reeves =(
Aug 24, 2010
Pedicure
Fazer o pé ou a mão em NY é uma experiência de vida. Há alguns tipos e opções, e eu já passei por três por aqui. A primeira foi bizarra. Parecia que eu tinha brincado de manicure com uma criança de 5 anos. Cantinhos, empurrar cutícula, oi? Nada. Descasquei no metrô a caminho de casa.
A segunda me deixou meio noiada. Fui num dos famosos salões que tem um monte de asiáticas enfileiradas e que pintam a unha de forma tão perfeita que mal precisam limpar os cantinhos. A minha aflição foi daquela cuba que sei lá se limpam direito. Eca. Dizem que germes e fungos ficam pelas tubulações e que ninguém cuida muito bem da manutenção daquilo.
Na dúvida, hoje fui conferir um outro lugar. O [Bliss Spa] é super legal e tem profissionais super treinadas e um lugar que é impecável. Qual o custo disso tudo? O dobro do preço do lugar de higiene duvidosa, custa $65 para fazer o pé em vez de $32. E se alguém quer saber a minha opinião, nenhuma micose ou bereba vale essa diferença de preço.

Então, você chega num lugar lindo e é recebido com uma garrafa de água personalizada com uma tampa que tem cheirinho de laranja. A sala é pequena, só aceita gente com horário marcado e sempre tem somente duas profissionais trabalhando. Tem DVD na parece com fones em cada estação.

A pedicure vai muito além de lixar o pé e passar esmalte. Dura uma hora e a minha tinha uma hidratação em leite com óleo de amêndoas, uma esfoliação da pontinha do pé até o joelho e uma massagem maravilhosa com muito hidratante de laranja. Os esmaltes são OPI ou Essie, marcas de qualidade. Tem até chinelinho descartável pra voltar pra casa!

E a Sherry, que me atendeu hoje, era um doce. A gente tem que lembrar que aqui 15-20% de gorjeta é algo que faz parte do preço normal de qualquer serviço de salão, mas mesmo assim ela era bem legal. Me ensinou até a desencravar a unha do marido! E antes de trabalhar lá ela foi também mani/pedi do Mandarin Hotel e do salão da Elizabeth Arden.

Valeu muito a pena. Foi um daqueles momentos em que você relaxa e desliga do mundo. Bem diferente do salão em que você ouve a conversa da moça do lado, lê a manchete da Contigo da outra. Mas por esse preço... Não dá pra fazer com muita frequência não.
A segunda me deixou meio noiada. Fui num dos famosos salões que tem um monte de asiáticas enfileiradas e que pintam a unha de forma tão perfeita que mal precisam limpar os cantinhos. A minha aflição foi daquela cuba que sei lá se limpam direito. Eca. Dizem que germes e fungos ficam pelas tubulações e que ninguém cuida muito bem da manutenção daquilo.
Na dúvida, hoje fui conferir um outro lugar. O [Bliss Spa] é super legal e tem profissionais super treinadas e um lugar que é impecável. Qual o custo disso tudo? O dobro do preço do lugar de higiene duvidosa, custa $65 para fazer o pé em vez de $32. E se alguém quer saber a minha opinião, nenhuma micose ou bereba vale essa diferença de preço.
Então, você chega num lugar lindo e é recebido com uma garrafa de água personalizada com uma tampa que tem cheirinho de laranja. A sala é pequena, só aceita gente com horário marcado e sempre tem somente duas profissionais trabalhando. Tem DVD na parece com fones em cada estação.

A pedicure vai muito além de lixar o pé e passar esmalte. Dura uma hora e a minha tinha uma hidratação em leite com óleo de amêndoas, uma esfoliação da pontinha do pé até o joelho e uma massagem maravilhosa com muito hidratante de laranja. Os esmaltes são OPI ou Essie, marcas de qualidade. Tem até chinelinho descartável pra voltar pra casa!
E a Sherry, que me atendeu hoje, era um doce. A gente tem que lembrar que aqui 15-20% de gorjeta é algo que faz parte do preço normal de qualquer serviço de salão, mas mesmo assim ela era bem legal. Me ensinou até a desencravar a unha do marido! E antes de trabalhar lá ela foi também mani/pedi do Mandarin Hotel e do salão da Elizabeth Arden.
Valeu muito a pena. Foi um daqueles momentos em que você relaxa e desliga do mundo. Bem diferente do salão em que você ouve a conversa da moça do lado, lê a manchete da Contigo da outra. Mas por esse preço... Não dá pra fazer com muita frequência não.
Teletransportei de NY pra Copenhagen
Nova York sempre me impressiona. É uma cidade muito maluca e com uma dinâmica que você piscou, mudou. Seja no semáforo, em que naquela suspirada às 8am com sono você será atropelado por um engravatado mal-humorado e seu Starbucks, ou seja numa simples caminhada rotineira em que você vê algo diferente que não estava lá ontem.
E numa dessas caminhadas, num sábado bonito que resolvemos sair pra andar e almoçar em algum lugar gostoso, aproveitei pra passar na loja da Nespresso lá da Madison (com 66th St) e comprar umas cápsulas pra minha cafeteira. Andamos pra lá e pra cá e de repente me senti andando pelo centrinho de Copenhagen de novo.
Demos de cara com a loja do [Georg Jensen]. Para aqueles que não o conhecem - e eu também não conhecia antes de ir pra lá - o cara é um MUST de design de jóias (Pensamento: jóia ainda tem acento na nova gramática?) e itens de prata para casa. As linhas dele são super modernas, e ao mesmo tempo ficam na moda por décadas. Sim, Paula também sabe falar - um pouco! - de moda! Principalmente quando o cara sabe fazer o saleiro mais lindo que eu já vi na vida!
Ter achado a loja dele aqui em NY me fez refletir muito sobre essa cidade maluca. A primeira coisa que me surpreendeu é que o saleiro custa menos aqui em NY do que na Dinamarca. Fala sério, se tem algum lugar em que o custo das coisas consegue ser mais alto do que em NY é lá pelas bandas da Escandinávia. E isso se reflete até no saleiro. Mas mesmo assim, como o produto pode ser importado e ainda assim ser mais barato?
E o segundo pensamento foi: o que será que eu procuro em NY e não encontro? Juro que tenho tentado pensar nisso desde que me mudei pra cá. E, claro que de forma importada e pagando os olhos da cara, mas até pão francês e manicure brasileira você encontra. Se procurar, acha. Isso é impressionante. Não consigo pensar em mais nenhum canto do mundo que tenha essa disponibilidade de simplesmente tudo.
Meu pensamento evoluiu para: como Manhattan sustenta essa variedade de tudo quase infinita? Como você consegue encontrar o designer legal da Dinamarca, o pão típico da Noruega e a farinha de mandioca brasileira em um lugar só? Tudo tem que ter um custo, mas qual é esse custo? Ok que todo mundo sabe que o poder aquisitivo médio dessa tripinha de terra é bem alto, mas tão alto assim que tudo tem seu espaço e seu mercado?
E aí, no caminho de casa, olhei pra esquina e vi que não. O restaurante Roberto Passon, que virou Giuliano há uns meses, agora virou Bistrô Mexicano. E pra mim foi a resposta da pergunta que ficou na cabeça desde cedo. Você tem que ser diferente, tem que ter um produto legal, tem que ter um público que compre, que se mexa pra chegar a você. E nessa cidade maluca, o seu público vira as costas se o salmão de ontem não foi igual ao salmão da semana passada.
Cheguei a conclusão de que com tantas opções assim, se você não for o designer dinamarquês ou a brasileira que depilava Giselle, grandes chances de que em alguns meses ou até semanas a cidade se cansa e te troca por algo diferente. Triste, né?
E numa dessas caminhadas, num sábado bonito que resolvemos sair pra andar e almoçar em algum lugar gostoso, aproveitei pra passar na loja da Nespresso lá da Madison (com 66th St) e comprar umas cápsulas pra minha cafeteira. Andamos pra lá e pra cá e de repente me senti andando pelo centrinho de Copenhagen de novo.
Demos de cara com a loja do [Georg Jensen]. Para aqueles que não o conhecem - e eu também não conhecia antes de ir pra lá - o cara é um MUST de design de jóias (Pensamento: jóia ainda tem acento na nova gramática?) e itens de prata para casa. As linhas dele são super modernas, e ao mesmo tempo ficam na moda por décadas. Sim, Paula também sabe falar - um pouco! - de moda! Principalmente quando o cara sabe fazer o saleiro mais lindo que eu já vi na vida!
Ter achado a loja dele aqui em NY me fez refletir muito sobre essa cidade maluca. A primeira coisa que me surpreendeu é que o saleiro custa menos aqui em NY do que na Dinamarca. Fala sério, se tem algum lugar em que o custo das coisas consegue ser mais alto do que em NY é lá pelas bandas da Escandinávia. E isso se reflete até no saleiro. Mas mesmo assim, como o produto pode ser importado e ainda assim ser mais barato?
E o segundo pensamento foi: o que será que eu procuro em NY e não encontro? Juro que tenho tentado pensar nisso desde que me mudei pra cá. E, claro que de forma importada e pagando os olhos da cara, mas até pão francês e manicure brasileira você encontra. Se procurar, acha. Isso é impressionante. Não consigo pensar em mais nenhum canto do mundo que tenha essa disponibilidade de simplesmente tudo.
Meu pensamento evoluiu para: como Manhattan sustenta essa variedade de tudo quase infinita? Como você consegue encontrar o designer legal da Dinamarca, o pão típico da Noruega e a farinha de mandioca brasileira em um lugar só? Tudo tem que ter um custo, mas qual é esse custo? Ok que todo mundo sabe que o poder aquisitivo médio dessa tripinha de terra é bem alto, mas tão alto assim que tudo tem seu espaço e seu mercado?
E aí, no caminho de casa, olhei pra esquina e vi que não. O restaurante Roberto Passon, que virou Giuliano há uns meses, agora virou Bistrô Mexicano. E pra mim foi a resposta da pergunta que ficou na cabeça desde cedo. Você tem que ser diferente, tem que ter um produto legal, tem que ter um público que compre, que se mexa pra chegar a você. E nessa cidade maluca, o seu público vira as costas se o salmão de ontem não foi igual ao salmão da semana passada.
Cheguei a conclusão de que com tantas opções assim, se você não for o designer dinamarquês ou a brasileira que depilava Giselle, grandes chances de que em alguns meses ou até semanas a cidade se cansa e te troca por algo diferente. Triste, né?
Aug 2, 2010
Stockholm
Eu estou na Suecia, mais precisamente na sala de espera de um hospital em Estocolmo. Escrevo um post sem acentos do meu iPad. Modernidade, né? Foi dele também que entrei em contato com o nosso seguro de saude e tambem com as nossas maes la no Brasil.
E o que eu estou fazendo aqui alem de fugindo da chuva? O Fe estava com uma dor esquisita. Tomou ibuprofeno, mas nao adiantou. Achamos que era o cansaco da viagem - vindo de NY, o voo dura 7 horas, sai de la as 5:40pm e chega aqui as 6:40am, o que nos fez perder uma noite de sono. Mas depois de um cochilo parecia ter piorado, e resolvemos dar um pulinho no hospital.
A experiencia eh no minimo marcante. "Voce nao eh sueco, entao paga 2000.00 :-". O que eh isso?? Sao 2000 coroas suecas, mais ou menos US$300. Mas o que isso cobre? "Tudo". Pasmem. Quase perguntei pra moca do caixa se ela tinha certeza do que estava falando. Sera que estou com tanto sono assim que nao sei mais falar em ingles? Acho que $300 dolares nao cobre as marcas de sapato que voce deixa num ER em Nova York.
Depois de 4 horas de espera na Emergencia e de uma passagem pelo ortopedista que nao tinha nada a ver com a historia, descobrimos que ele tem um abscesso: uma inflamacao e infeccao embaixo da pele. Qual o susto ao ouvir do medico que, pra quem de anestesia soh conhecia a do dentista, ele seria operado. "Simples! A gente corta, limpa e pronto". Parece facil, ne?
E ai veio um mar de coisas, uma corrida pro hotel em busca de mudas de roupas, um jantar as 2am, que no meu fuso eram 8pm. Nos disseram que poderiam chama-lo nos proximos 10 minutos ou nas proximas 10 horas. E nao exageraram.
Vivemos na pele a vida de um pais tao evoluido que tem um sistema de saude publico de qualidade pra todo mundo. E ainda acolhe turistas como nos por um preco super justo. Mas tambem sentimos o peso e as vantagens da desigualdade brasileira. A espera por um quarto durou 2h30min, e demos uma sorte imensa de conseguir um quarto individual e com banheiro. Ha muitos no nosso andar dividindo quartos, sem acompanhantes pois nao ha onde ficar esperando. E dois senhores dormiram no corredor por falta de espaco. Diferentemente do sofa-cama, eu tenho aqui uma cadeira que saiu do IKEA em 1950. Sem tv, mas com internet wi-fi.
O pior mesmo foi a espera pela cirurgia. Informacoes confusas e desencontradas e uma espera que realmente durou 10 horas. Considerando a hora em que chegamos, o Fe so foi para a sala depois de 18 horas. E assim sao atendidos todos, ricos, pobres, feios e idosos. Justo, mas sofrido.
E me fez pensar que essas 18 horas de espera por um tratamento de qualidade nao devem ser nem proximas das filas de espera por um tratamento nem sempre tao bom no Brasil. Sem contar que o enfermeiro era super preocupado em ter certeza de que o Fe nao estava sentindo muita dor nesse tempo todo. Bem diferente do tratamento medio americano, em que os medicos estao tao preocupados em nao levar um processo quanto cuidar do paciente, dando um tratamento gelido aos que passam por eles.
E cheguei a conclusao de que os brasileiros sao mais parecidos com os suecos do que com os americanos. Impressionante. E que por mais que Obama tente, o que falta mesmo pra eles eh a preocupacao e carinho pelo proximo. Depois da nossa experiencia aqui, eh mais facil acreditar que o Brasil tera um sistema melhor distribuido de saude pra todo mundo do que na reforma que o Obama prometeu nos EUA.
E o que eu estou fazendo aqui alem de fugindo da chuva? O Fe estava com uma dor esquisita. Tomou ibuprofeno, mas nao adiantou. Achamos que era o cansaco da viagem - vindo de NY, o voo dura 7 horas, sai de la as 5:40pm e chega aqui as 6:40am, o que nos fez perder uma noite de sono. Mas depois de um cochilo parecia ter piorado, e resolvemos dar um pulinho no hospital.
A experiencia eh no minimo marcante. "Voce nao eh sueco, entao paga 2000.00 :-". O que eh isso?? Sao 2000 coroas suecas, mais ou menos US$300. Mas o que isso cobre? "Tudo". Pasmem. Quase perguntei pra moca do caixa se ela tinha certeza do que estava falando. Sera que estou com tanto sono assim que nao sei mais falar em ingles? Acho que $300 dolares nao cobre as marcas de sapato que voce deixa num ER em Nova York.
Depois de 4 horas de espera na Emergencia e de uma passagem pelo ortopedista que nao tinha nada a ver com a historia, descobrimos que ele tem um abscesso: uma inflamacao e infeccao embaixo da pele. Qual o susto ao ouvir do medico que, pra quem de anestesia soh conhecia a do dentista, ele seria operado. "Simples! A gente corta, limpa e pronto". Parece facil, ne?
E ai veio um mar de coisas, uma corrida pro hotel em busca de mudas de roupas, um jantar as 2am, que no meu fuso eram 8pm. Nos disseram que poderiam chama-lo nos proximos 10 minutos ou nas proximas 10 horas. E nao exageraram.
Vivemos na pele a vida de um pais tao evoluido que tem um sistema de saude publico de qualidade pra todo mundo. E ainda acolhe turistas como nos por um preco super justo. Mas tambem sentimos o peso e as vantagens da desigualdade brasileira. A espera por um quarto durou 2h30min, e demos uma sorte imensa de conseguir um quarto individual e com banheiro. Ha muitos no nosso andar dividindo quartos, sem acompanhantes pois nao ha onde ficar esperando. E dois senhores dormiram no corredor por falta de espaco. Diferentemente do sofa-cama, eu tenho aqui uma cadeira que saiu do IKEA em 1950. Sem tv, mas com internet wi-fi.
O pior mesmo foi a espera pela cirurgia. Informacoes confusas e desencontradas e uma espera que realmente durou 10 horas. Considerando a hora em que chegamos, o Fe so foi para a sala depois de 18 horas. E assim sao atendidos todos, ricos, pobres, feios e idosos. Justo, mas sofrido.
E me fez pensar que essas 18 horas de espera por um tratamento de qualidade nao devem ser nem proximas das filas de espera por um tratamento nem sempre tao bom no Brasil. Sem contar que o enfermeiro era super preocupado em ter certeza de que o Fe nao estava sentindo muita dor nesse tempo todo. Bem diferente do tratamento medio americano, em que os medicos estao tao preocupados em nao levar um processo quanto cuidar do paciente, dando um tratamento gelido aos que passam por eles.
E cheguei a conclusao de que os brasileiros sao mais parecidos com os suecos do que com os americanos. Impressionante. E que por mais que Obama tente, o que falta mesmo pra eles eh a preocupacao e carinho pelo proximo. Depois da nossa experiencia aqui, eh mais facil acreditar que o Brasil tera um sistema melhor distribuido de saude pra todo mundo do que na reforma que o Obama prometeu nos EUA.
Jul 20, 2010
Jul 17, 2010
Nova York por suas flores
Morar em uma cidade em que as estações do ano são muito bem definidas tem as suas lindas vantagens. Além de poder observar a neve caindo da janela, as tulipas abrindo pela cidade toda, e as folhas vermelhas caindo no outono, você também sente na pele a mudança da população.
As pessoas ficam mais felizes com o chegar da primavera, mais emburradas com o pico do inverno e incomodadas com o calor excessivo do verão. Não consigo comparar ao calor nem de São Paulo, Rio ou Bahia, pois a exposição ao calor, o tempo que se anda na rua e as atividades do dia a dia são muito diferentes. Acredito que 35º C em São Paulo incomoda muito menos, pois estamos sempre dentro dos nossos carros e escritórios com ar condicionado. E também acredito que 5º C em São Paulo incomoda muito mais, pela falta de estrutura da cidade.
Mas o que eu mais gosto de observar nessa mudança toda das estações são as flores. Com a chegada da primavera, Nova York fica completamente florida. É impressionante o trabalho que a cidade toda tem em manter suas ruas coloridas. Milhares de tulipas são plantadas ainda quando botões, não durando mais do que um mês, mas deixando todo mundo mais feliz.
As minhas flores de casa também floriram depois de hibernarem por um inverno bem frio. Impressionante ver que com a chegada da primavera e dos seus dias mais longos, tanto meu bonsai de laranjeira quando a orquídea resolveram colocar as pétalas de fora.
E no auge do verão, o que me agrada mais são os girassóis. Uma flor elegante, forte e que deixa qualquer ambiente super colorido. Gosto de lírios, gosto de rosas, mas recentemente o girassol tem sido meu favorito.
Uma pena que, quando o inverno chegar, a gente percebe a diferença das flores nos preços. Raminhos de $5 custam $10, e os meus girassóis e tulipas vão sumir das Delis da cidade.
As pessoas ficam mais felizes com o chegar da primavera, mais emburradas com o pico do inverno e incomodadas com o calor excessivo do verão. Não consigo comparar ao calor nem de São Paulo, Rio ou Bahia, pois a exposição ao calor, o tempo que se anda na rua e as atividades do dia a dia são muito diferentes. Acredito que 35º C em São Paulo incomoda muito menos, pois estamos sempre dentro dos nossos carros e escritórios com ar condicionado. E também acredito que 5º C em São Paulo incomoda muito mais, pela falta de estrutura da cidade.
Mas o que eu mais gosto de observar nessa mudança toda das estações são as flores. Com a chegada da primavera, Nova York fica completamente florida. É impressionante o trabalho que a cidade toda tem em manter suas ruas coloridas. Milhares de tulipas são plantadas ainda quando botões, não durando mais do que um mês, mas deixando todo mundo mais feliz.
Park Avenue
As minhas flores de casa também floriram depois de hibernarem por um inverno bem frio. Impressionante ver que com a chegada da primavera e dos seus dias mais longos, tanto meu bonsai de laranjeira quando a orquídea resolveram colocar as pétalas de fora.
E no auge do verão, o que me agrada mais são os girassóis. Uma flor elegante, forte e que deixa qualquer ambiente super colorido. Gosto de lírios, gosto de rosas, mas recentemente o girassol tem sido meu favorito.
Uma pena que, quando o inverno chegar, a gente percebe a diferença das flores nos preços. Raminhos de $5 custam $10, e os meus girassóis e tulipas vão sumir das Delis da cidade.
Jul 12, 2010
Rockaway Beach
Acho que sempre estamos que estar abertos a novas ideias e passeios, mesmo que em uma mesma frase você acabe encaixando as palavras praia e Nova York. Uma grande amiga minha que nasceu e cresceu em NY me convidou para ir a praia. A primeira reação foi "IXI!", mas enfim, o que eu tinha a perder, certo?
E acho que ganhei muito. Por dois domingos consecutivos fui a Rockaway Beach com ela, amigos e namorado, com mexirica na praia, pois aqui fruta na praia não é farofa. O que achei? Não é feia, mas não é bonita também. Lembra um cantinho de praia feio que a gente tem no Brasil, mas tem areia fina, água salgada - e FRIA! - e umas ondinhas pra quem quer aprender a surfar ou dar um mergulho rápido.
Tem também uma barraquinha de tacos de peixe empanado bem famosa que fica por lá, com fila mesmo em tarde de chuvisco. Super gostoso e fresquinho, vai bem acompanhado pelo milho verde mexicano, que tem manteiga, molhinho apimentado e queijo ralado.
Não é um lugar que eu indicaria a um turista, nem uma praia que eu levaria alguém do Brasil que estivesse me visitando. Mas serviu muito bem pra tirar aquele branco azedo acumulado durante os meses de inverno e também para fazer alguma coisa diferente e típica dos locais. Ah, e bem melhor do que tomar sol de biquini no Sheep Meadow do Central Park, né?
E acho que ganhei muito. Por dois domingos consecutivos fui a Rockaway Beach com ela, amigos e namorado, com mexirica na praia, pois aqui fruta na praia não é farofa. O que achei? Não é feia, mas não é bonita também. Lembra um cantinho de praia feio que a gente tem no Brasil, mas tem areia fina, água salgada - e FRIA! - e umas ondinhas pra quem quer aprender a surfar ou dar um mergulho rápido.
Tem também uma barraquinha de tacos de peixe empanado bem famosa que fica por lá, com fila mesmo em tarde de chuvisco. Super gostoso e fresquinho, vai bem acompanhado pelo milho verde mexicano, que tem manteiga, molhinho apimentado e queijo ralado.
Não é um lugar que eu indicaria a um turista, nem uma praia que eu levaria alguém do Brasil que estivesse me visitando. Mas serviu muito bem pra tirar aquele branco azedo acumulado durante os meses de inverno e também para fazer alguma coisa diferente e típica dos locais. Ah, e bem melhor do que tomar sol de biquini no Sheep Meadow do Central Park, né?
Jul 11, 2010
Lady Gaga in NYC
Todo mundo sabe que a quantidade de shows por NY é enorme. Fica difícil conseguir ir em tudo que a gente quer. Ontem, por exemplo, teve um show do Bon Jovi lá no estádio novo dos Giants, mas infelizmente a gente acabou não conseguindo ir. Seja a falta de tempo, a quantidade infinita de shows que sempre aparece e até mesmo a grana - afinal de contas, show nunca é muito barato - não dá pra pegar todos.
E além da quantidade de coisa legal que está disponível por aqui, temos também que lembrar da estrutura que essa cidade tem. Metrôs que levam todos para os shows e que também serve de transporte para suas casas independente do horário e da distância; comida que ok, não é super, mas mata a fome e faz parte do clima estádio com pizza e hotdog; a organização em que você compra o seu ingresso marcado, chega 5 minutos antes e ele seu lugar continua ali esperando por você. Todas essas coisas fazem ir a um show uma experiência ainda melhor.
E um show que a gente foi recentemente foi a Lady Gaga, e posso dizer que entrou pra lista dos melhores da vida. As minhas expectativas eram... vamos dizer pontuais: eu imaginava que seria uma mega produção com dançarinos legais e uma maluquinha trocando entre roupas bem esquisitas.
Descobrimos uma mulher bem feinha, que tem celulite, mas que ama o que faz e sabe fazer um show muito bem feito. Ela sabe animar e manter seu público, cativa e agrada a todos que estão lá. Faz piada, fala palavrão e toca piano com seu bumbum, e tudo isso é normal e faz parte do show.
E sim, ela canta. E dança. E toca ao mesmo tempo. E faz você sorrir, e pular, e cantar, e sair rouco do show. Pra mim não precisa de mais nada.
E além da quantidade de coisa legal que está disponível por aqui, temos também que lembrar da estrutura que essa cidade tem. Metrôs que levam todos para os shows e que também serve de transporte para suas casas independente do horário e da distância; comida que ok, não é super, mas mata a fome e faz parte do clima estádio com pizza e hotdog; a organização em que você compra o seu ingresso marcado, chega 5 minutos antes e ele seu lugar continua ali esperando por você. Todas essas coisas fazem ir a um show uma experiência ainda melhor.
E um show que a gente foi recentemente foi a Lady Gaga, e posso dizer que entrou pra lista dos melhores da vida. As minhas expectativas eram... vamos dizer pontuais: eu imaginava que seria uma mega produção com dançarinos legais e uma maluquinha trocando entre roupas bem esquisitas.
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Descobrimos uma mulher bem feinha, que tem celulite, mas que ama o que faz e sabe fazer um show muito bem feito. Ela sabe animar e manter seu público, cativa e agrada a todos que estão lá. Faz piada, fala palavrão e toca piano com seu bumbum, e tudo isso é normal e faz parte do show.
E sim, ela canta. E dança. E toca ao mesmo tempo. E faz você sorrir, e pular, e cantar, e sair rouco do show. Pra mim não precisa de mais nada.
Jul 7, 2010
Calor de NYC
Já tinham me falado que o calor de Nova York é algo infernal. Todos falavam que o verão de 2009 foi o mais ameno de muitas décadas, e realmente eu só senti muito calor no final de agosto. Reclamaram um monte de julho sem sol no ano passado, e eu confesso que fiquei é feliz com as temperaturas mais agradáveis, pois calor só é legal na praia ou na piscina.
Nesse ano o verão veio com tudo e deixou muita gente presa em lojas com ar condidionado e virou manchete de hotéis. É impossível sair de casa com calças compridas, e as Havaianas dominam os pés dos americanos e de outros turistas. Muito vestido, muito shorts e muitas garrafas de água são vistos pela cidade toda! E se você está planejando passar as férias de julho por aqui, fica o aviso: traga muita roupa fresquinha, filtro solar e hidratante bom pra aguentar o ar condicionado que bomba por todo lado.
Nesse ano o verão veio com tudo e deixou muita gente presa em lojas com ar condidionado e virou manchete de hotéis. É impossível sair de casa com calças compridas, e as Havaianas dominam os pés dos americanos e de outros turistas. Muito vestido, muito shorts e muitas garrafas de água são vistos pela cidade toda! E se você está planejando passar as férias de julho por aqui, fica o aviso: traga muita roupa fresquinha, filtro solar e hidratante bom pra aguentar o ar condicionado que bomba por todo lado.
Jun 7, 2010
May 28, 2010
Tudo e Nada acontece ao mesmo tempo
O pobre coitado desse blog está abandonado faz um tempo, mas eu estou sem criatividade não-gastronômica recentemente. Até andei me esforçando pra pensar em coisas novaiorquinas, mas nada me veio a mente.
E ontem comecei a ver os marineiros andando pela cidade, um "evento" que se chama Fleet Week. A cidade fica cheia de oficiais... marinhos! Ok, soou horrível a minha expressão, então pra não errar, segue a definição abaixo:
"Fleet Week is a United States Navy, United States Marine Corps and United States Coast Guard tradition in which active military ships recently deployed in overseas operations dock in a variety of major cities for one week. Once the ships dock, the crews can enter the city and visit its tourist attractions. At certain hours, the public can take a guided tour of the ships. Often, Fleet Week is accompanied by military demonstrations and air shows such as provided by the Blue Angels."
A primeira vez que eu vi sobre o Fleet Week foi no Sex and the City, quando o quarteto sai pela Times Square, vai a alguns bares e conhecem os uniformizados. Eu fico imaginando o que passa na cabeça deles, depois de tanto tempo isolados, ver tanta luz, tanta gente maluca. Devem pirar um pouquinho.
Falando no assunto, e a estréia de Sex and the City 2, hein? Ainda não vi o filme, mas confesso que o trailer não me animou muito. Parece que fizeram uma mistureba de coisas estranhas demais. Aidan e Marrocos? Vixe. Mas quem sabe quando eu for ver - provavelmente quando os cinemas estiverem menos lotados - eu possa dar uma opinião melhor sobre o filme. E tomara que eu mude de opinião.
E pra acabar o post que fala de tudo um pouco, aqui vamos nós para San Francisco! A Gi e o Jere vão nos acolher nada casa deles, e até o Milo foi convidado! A viagem será ótima para desligar um pouco a cabeça, curtir amigos e - claro! - comer bem. Temos reservas em 3 restaurantes super legais! Mas ai provavelmente vai virar post do [Cozinhando].
E ontem comecei a ver os marineiros andando pela cidade, um "evento" que se chama Fleet Week. A cidade fica cheia de oficiais... marinhos! Ok, soou horrível a minha expressão, então pra não errar, segue a definição abaixo:
"Fleet Week is a United States Navy, United States Marine Corps and United States Coast Guard tradition in which active military ships recently deployed in overseas operations dock in a variety of major cities for one week. Once the ships dock, the crews can enter the city and visit its tourist attractions. At certain hours, the public can take a guided tour of the ships. Often, Fleet Week is accompanied by military demonstrations and air shows such as provided by the Blue Angels."
A primeira vez que eu vi sobre o Fleet Week foi no Sex and the City, quando o quarteto sai pela Times Square, vai a alguns bares e conhecem os uniformizados. Eu fico imaginando o que passa na cabeça deles, depois de tanto tempo isolados, ver tanta luz, tanta gente maluca. Devem pirar um pouquinho.
Falando no assunto, e a estréia de Sex and the City 2, hein? Ainda não vi o filme, mas confesso que o trailer não me animou muito. Parece que fizeram uma mistureba de coisas estranhas demais. Aidan e Marrocos? Vixe. Mas quem sabe quando eu for ver - provavelmente quando os cinemas estiverem menos lotados - eu possa dar uma opinião melhor sobre o filme. E tomara que eu mude de opinião.
E pra acabar o post que fala de tudo um pouco, aqui vamos nós para San Francisco! A Gi e o Jere vão nos acolher nada casa deles, e até o Milo foi convidado! A viagem será ótima para desligar um pouco a cabeça, curtir amigos e - claro! - comer bem. Temos reservas em 3 restaurantes super legais! Mas ai provavelmente vai virar post do [Cozinhando].
May 2, 2010
Picnicando
O primeiro picnic do verão 2010!
E com essas meninas que também adoram comer, nosso picnic tinha lobster roll, salada de camarão, vegetais com queijo mascarpone, uma pasta fredda, croissants recheados e muitas frutas!
Apr 20, 2010
A saga do sapato
Esse blog anda um pouco parado pois a minha vida tem girado muito em função de comidas, e para isso existe o [Cozinhando Sempre], né? Mas aí me aconteceu uma coisa que vale a pena ser contada.
Eu estou em busca de um sapato de festa para combinar com um vestido que comprei. Como eu sempre digo, eu tenho um pé muito largo. E agora eu tenho além da minha própria palavra um Foot ID da Asics: você vai lá para ver qual o tipo de pisada e de pé que você tem para assim poder comprar o tênis que mais se adequa ao seu pezito. E eis que além de ter uma pisada relativamente estável, eu tenho um pé MUITO largo pro comprimento dele próprio e relativamente largo e curto para a minha altura.
Bom, então fui a algumas lojas, mas não achei nada. Me recomendaram a Zappos: um site em que você compra coisas online sem frete e pode devolver também com frete pago pela loja. Mandei ver em 5 sapatos e devolvi todos. Impressionante como o couro americano parece Melissa, daqueles que não amolece e vai deixar meu pé com joanetes em breve!
Aí apelei e fui em busca de sapatos italianos e espanhóis com formas maiores. Por essa chiquetosidade toda entende-se pagar $350-$400 dó-la-res por um sapato. Eu por alguns momentos achei que estava ficando meio maluca, mas decidi acreditar que se o sapato for bom, se eu conseguir ficar a festa toda (não tô a fim de estragar a barra nas Havaianas!) com ele e ele durar muito, vale a pena.
Eu tentei. Fui a uma loja, experimentei, não tinham meu tamanho, comprei DUAS vezes o mesmo sapato pela Zappos e devolvi pois vinham riscados. Vi outras marcas, outras lojas, outros modelos e quase desisti, considerando sair do aeroporto de Guarulhos, passar no shopping, comprar o sapato e ir para o cabeleireiro encontrar a noiva no próprio dia do casório. Ah, e mandar fazer a barra numa estimativa de salto que eu ia procurar, ideias quase tão malucas quanto pagar $400 num sapato.
E qual a solução: neste exato momento minha sogra - que graças a querida mãe natureza tem um pé igual a meu - está andando pelo shopping, experimentando sapatos, tirando fotos e me mandando por email enquanto eu escolho! Viva a modernidade, uma sogra muito boazinha e um marido que foi trabalhar no Brasil.
Eu estou em busca de um sapato de festa para combinar com um vestido que comprei. Como eu sempre digo, eu tenho um pé muito largo. E agora eu tenho além da minha própria palavra um Foot ID da Asics: você vai lá para ver qual o tipo de pisada e de pé que você tem para assim poder comprar o tênis que mais se adequa ao seu pezito. E eis que além de ter uma pisada relativamente estável, eu tenho um pé MUITO largo pro comprimento dele próprio e relativamente largo e curto para a minha altura.
Bom, então fui a algumas lojas, mas não achei nada. Me recomendaram a Zappos: um site em que você compra coisas online sem frete e pode devolver também com frete pago pela loja. Mandei ver em 5 sapatos e devolvi todos. Impressionante como o couro americano parece Melissa, daqueles que não amolece e vai deixar meu pé com joanetes em breve!
Aí apelei e fui em busca de sapatos italianos e espanhóis com formas maiores. Por essa chiquetosidade toda entende-se pagar $350-$400 dó-la-res por um sapato. Eu por alguns momentos achei que estava ficando meio maluca, mas decidi acreditar que se o sapato for bom, se eu conseguir ficar a festa toda (não tô a fim de estragar a barra nas Havaianas!) com ele e ele durar muito, vale a pena.
Eu tentei. Fui a uma loja, experimentei, não tinham meu tamanho, comprei DUAS vezes o mesmo sapato pela Zappos e devolvi pois vinham riscados. Vi outras marcas, outras lojas, outros modelos e quase desisti, considerando sair do aeroporto de Guarulhos, passar no shopping, comprar o sapato e ir para o cabeleireiro encontrar a noiva no próprio dia do casório. Ah, e mandar fazer a barra numa estimativa de salto que eu ia procurar, ideias quase tão malucas quanto pagar $400 num sapato.
E qual a solução: neste exato momento minha sogra - que graças a querida mãe natureza tem um pé igual a meu - está andando pelo shopping, experimentando sapatos, tirando fotos e me mandando por email enquanto eu escolho! Viva a modernidade, uma sogra muito boazinha e um marido que foi trabalhar no Brasil.
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