O primeiro picnic do verão 2010!
E com essas meninas que também adoram comer, nosso picnic tinha lobster roll, salada de camarão, vegetais com queijo mascarpone, uma pasta fredda, croissants recheados e muitas frutas!
May 2, 2010
Apr 20, 2010
A saga do sapato
Esse blog anda um pouco parado pois a minha vida tem girado muito em função de comidas, e para isso existe o [Cozinhando Sempre], né? Mas aí me aconteceu uma coisa que vale a pena ser contada.
Eu estou em busca de um sapato de festa para combinar com um vestido que comprei. Como eu sempre digo, eu tenho um pé muito largo. E agora eu tenho além da minha própria palavra um Foot ID da Asics: você vai lá para ver qual o tipo de pisada e de pé que você tem para assim poder comprar o tênis que mais se adequa ao seu pezito. E eis que além de ter uma pisada relativamente estável, eu tenho um pé MUITO largo pro comprimento dele próprio e relativamente largo e curto para a minha altura.
Bom, então fui a algumas lojas, mas não achei nada. Me recomendaram a Zappos: um site em que você compra coisas online sem frete e pode devolver também com frete pago pela loja. Mandei ver em 5 sapatos e devolvi todos. Impressionante como o couro americano parece Melissa, daqueles que não amolece e vai deixar meu pé com joanetes em breve!
Aí apelei e fui em busca de sapatos italianos e espanhóis com formas maiores. Por essa chiquetosidade toda entende-se pagar $350-$400 dó-la-res por um sapato. Eu por alguns momentos achei que estava ficando meio maluca, mas decidi acreditar que se o sapato for bom, se eu conseguir ficar a festa toda (não tô a fim de estragar a barra nas Havaianas!) com ele e ele durar muito, vale a pena.
Eu tentei. Fui a uma loja, experimentei, não tinham meu tamanho, comprei DUAS vezes o mesmo sapato pela Zappos e devolvi pois vinham riscados. Vi outras marcas, outras lojas, outros modelos e quase desisti, considerando sair do aeroporto de Guarulhos, passar no shopping, comprar o sapato e ir para o cabeleireiro encontrar a noiva no próprio dia do casório. Ah, e mandar fazer a barra numa estimativa de salto que eu ia procurar, ideias quase tão malucas quanto pagar $400 num sapato.
E qual a solução: neste exato momento minha sogra - que graças a querida mãe natureza tem um pé igual a meu - está andando pelo shopping, experimentando sapatos, tirando fotos e me mandando por email enquanto eu escolho! Viva a modernidade, uma sogra muito boazinha e um marido que foi trabalhar no Brasil.
Eu estou em busca de um sapato de festa para combinar com um vestido que comprei. Como eu sempre digo, eu tenho um pé muito largo. E agora eu tenho além da minha própria palavra um Foot ID da Asics: você vai lá para ver qual o tipo de pisada e de pé que você tem para assim poder comprar o tênis que mais se adequa ao seu pezito. E eis que além de ter uma pisada relativamente estável, eu tenho um pé MUITO largo pro comprimento dele próprio e relativamente largo e curto para a minha altura.
Bom, então fui a algumas lojas, mas não achei nada. Me recomendaram a Zappos: um site em que você compra coisas online sem frete e pode devolver também com frete pago pela loja. Mandei ver em 5 sapatos e devolvi todos. Impressionante como o couro americano parece Melissa, daqueles que não amolece e vai deixar meu pé com joanetes em breve!
Aí apelei e fui em busca de sapatos italianos e espanhóis com formas maiores. Por essa chiquetosidade toda entende-se pagar $350-$400 dó-la-res por um sapato. Eu por alguns momentos achei que estava ficando meio maluca, mas decidi acreditar que se o sapato for bom, se eu conseguir ficar a festa toda (não tô a fim de estragar a barra nas Havaianas!) com ele e ele durar muito, vale a pena.
Eu tentei. Fui a uma loja, experimentei, não tinham meu tamanho, comprei DUAS vezes o mesmo sapato pela Zappos e devolvi pois vinham riscados. Vi outras marcas, outras lojas, outros modelos e quase desisti, considerando sair do aeroporto de Guarulhos, passar no shopping, comprar o sapato e ir para o cabeleireiro encontrar a noiva no próprio dia do casório. Ah, e mandar fazer a barra numa estimativa de salto que eu ia procurar, ideias quase tão malucas quanto pagar $400 num sapato.
E qual a solução: neste exato momento minha sogra - que graças a querida mãe natureza tem um pé igual a meu - está andando pelo shopping, experimentando sapatos, tirando fotos e me mandando por email enquanto eu escolho! Viva a modernidade, uma sogra muito boazinha e um marido que foi trabalhar no Brasil.
Apr 5, 2010
OvO in NYC
A gente teve a oportunidade de ver o espetátulo Ovo do Cirque du Soleil lá em Montréal, eu A-DO-REI e [escrevi sobre ele].
E agora eles estarão em NYC! [Clique aqui] para saber mais.
E agora eles estarão em NYC! [Clique aqui] para saber mais.
Mar 28, 2010
Os mendigos e outros mais
A que ponto chegamos em que algumas referência da cidade deixam de ser prédios, restaurantes ou metrôs e passam a ser pessoas. Outro dia estava no meu trajeto casa-aula pensando em todos os mendigos que perambulam por NYC e como escreveria um post sobre essa parcela da população nova-iorquina que é tão famosa quanto os engravatados de Wall Street.
Alguns ícones que merecem ser descritos:
- uma senhora senta em frente à cabine telefônica da esquina noroeste da 49th com a Broadway (claro, quem hoje em dia ainda usa telefone público!?) e pede por trocados em uma melodia bem esquisita. Irritantemente esquisita e mono-tom, daquelas que gruda na sua cabeça durante os 8 segundos que você ouve e continua ali, quase como o som de um berimbau por mais uns 10 minutos. Não merece trocadinho.
- há um mendigo que fica na estação da Madison com a 53rd na linha azul que também merece destaque. Faz um tempo que não passo por lá, mas se não fosse louco, com certeza poderia ser narrador de jornal da rádio. O desenvolvimento das ideias que ele defendia, como por exemplo a exclusão dos imigrantes, dos gays e das mulheres era tão absurdo quanto bem elaborado. Doidinho interessante aquele.
- um outro maluquinho perambula pelos vagões da linha laranja pregando uma visão um tanto diferente de religião, criticando a igreja católica, o budismo, judaismo e defendendo uma religião que ele mesmo criou. Esse às vezes comove transeuntes e cria situações até um tanto assustadoras.
- um mendigo cantarola "I will be there" andando pelo vagão da linha amarela. Não a música inteira, mas somente o refrão. Ou melhor, nem o refrão, ele canta mesmo duas frases: "Just call my name, I will be there", variando-as musicalmente de acordo com as próprias passadas. O detalhe: ele é cego. Então imaginem um baixinho (menor do que eu) andando e cutucando todos os pés cantarolando "I will be there", agradecendo ao som de moedinhas que caem na lata e acrescentando à melodia alguns "Oh, I'm so sorry!" porque cutucou alguém.
- e não são mendigos, mas já que lembrei do cantor, vale mencionar um dueto que violinistas que alegra minhas manhãs esporádicas. São dois meninos que tocam durante 2 ou 3 estações no vagão. E em pé, haja equilíbrio! As músicas são agradáveis e me fazem sorrir, diferentemente dos sanfoneiros e batuqueiros que às vezes ensurdecem o vagão. Foram os únicos até hoje que ganharam um trocadinho.
Alguns ícones que merecem ser descritos:
- uma senhora senta em frente à cabine telefônica da esquina noroeste da 49th com a Broadway (claro, quem hoje em dia ainda usa telefone público!?) e pede por trocados em uma melodia bem esquisita. Irritantemente esquisita e mono-tom, daquelas que gruda na sua cabeça durante os 8 segundos que você ouve e continua ali, quase como o som de um berimbau por mais uns 10 minutos. Não merece trocadinho.
- há um mendigo que fica na estação da Madison com a 53rd na linha azul que também merece destaque. Faz um tempo que não passo por lá, mas se não fosse louco, com certeza poderia ser narrador de jornal da rádio. O desenvolvimento das ideias que ele defendia, como por exemplo a exclusão dos imigrantes, dos gays e das mulheres era tão absurdo quanto bem elaborado. Doidinho interessante aquele.
- um outro maluquinho perambula pelos vagões da linha laranja pregando uma visão um tanto diferente de religião, criticando a igreja católica, o budismo, judaismo e defendendo uma religião que ele mesmo criou. Esse às vezes comove transeuntes e cria situações até um tanto assustadoras.
- um mendigo cantarola "I will be there" andando pelo vagão da linha amarela. Não a música inteira, mas somente o refrão. Ou melhor, nem o refrão, ele canta mesmo duas frases: "Just call my name, I will be there", variando-as musicalmente de acordo com as próprias passadas. O detalhe: ele é cego. Então imaginem um baixinho (menor do que eu) andando e cutucando todos os pés cantarolando "I will be there", agradecendo ao som de moedinhas que caem na lata e acrescentando à melodia alguns "Oh, I'm so sorry!" porque cutucou alguém.
- e não são mendigos, mas já que lembrei do cantor, vale mencionar um dueto que violinistas que alegra minhas manhãs esporádicas. São dois meninos que tocam durante 2 ou 3 estações no vagão. E em pé, haja equilíbrio! As músicas são agradáveis e me fazem sorrir, diferentemente dos sanfoneiros e batuqueiros que às vezes ensurdecem o vagão. Foram os únicos até hoje que ganharam um trocadinho.
Mar 6, 2010
Meus 15 minutos no Queens
A revista Time Out da semana passada era focada na eterna disputa Manhattan/Brooklyn. Duas jornalistas - obviamente, uma moradora do Brooklyn e outra de Manhattan - discutiam porque era mais legal morar em um borough ou em outro. Os três tópicos eram as "opções culturais", "as melhores coisas estão no meu borough" e "aqui eu tenho a experiência novaiorquina de verdade".
Qual a minha opinião:
Desculpem-me os moradores do Brooklyn, mas ninguém me convence de que você vai encontrar a verdadeira experiência novaiorquina no Brooklyn. Isso é semanticamente incorreto! É quase como falar "encontre a verdadeira experiência carioca na Bahia". Eu acho que as opções culturais são diferentes, e cada borough oferece uma gama tão grande de opções que seria injusto de minha parte julgar a melhor. E as melhores coisas são também tão relativas, elas podem ser as melhores pra mim mas não pro outro, então também acho perda de tempo entrar nesse tópico.
O que não estava no debate mas todo mundo questiona é a diferença do custo de vida. Minha conclusão é de que para se morar relativamente bem no Brooklyn não há tanta diferença assim. Uma caixa de cereal custa menos, o aluguel é um pouco mais barato (aluguel médio em NYC = $2.613 contra $1.977 no Brooklyn), mas você acaba gastando mais em transporte e em taxi, quando acha algum que está disposto a atravessar as pontes e voltar sem uma corrida garantida.
E resumindo, a novairoquina escreveu: "se você mora em Manhattan, você não explica porque mora aqui. As pessoas dos outros boroughs sentem a necessidade constante de explicar o que aquela região tem para oferecer. Manhattan é Manhattan e todo mundo sabe disso." Eu achei a frase um pouco arrogante, mas ri por dentro.
E hoje eu me aventurei por 15 minutos no Queens. Estava indo a um workshop de Yoga indicado por uma amiga num dia daqueles que nada começa muito bem. Mas tudo bem, achei que a yoga ia me devolver a minha paz interior.
O bairro era bem feinho, e pela primeira vez me vi so-zi-nha em um quarteirão. Isso nunca acontece em Manhattan, que esquisito. Creepy. Mas enfim, aperta o passo e continua andando. Eu fiquei uns bons 5 minutos tentando entender o que a numeração significava. Desisti e liguei pra saber onde era. Nem Googlemaps entende o Queens! Ele me deixou numa esquina completamente diferente!
E chegando lá, descubro que na verdade a yoga é amanhã e eu confundi os dias. Ok, deixa que eu acho a paz interior mais tarde.
Vou rumo ao metro. Eu acho o metro, mas eu vim na linha E e a placa diz F, R, Z. Gente, tô tão maluca assim?? Nesse ponto eu começo a pensar que nem a minha paz nem a minha sanidade estão dentro de mim. Desço as escadas, subo de novo, abro o Googlemaps, abro o HopStop, e ambos me dizem que o metrô está lá. Desço de novo, pergunto pra uma moça e ela me fala: "Ah, às vezes o E passa aqui sim. Mas demora. MUITO. Então pega outro e troca lá em Manhattan". Murphy tá brincando né?
Ai claro que o primeiro trem que passa é o F, que fica a uns bons quarteirões da minha casa, mas eu resolvo pegar esse mesmo, não fazer baldeação e andar por Manhattan.
Ai que felicidade! Ruas com pessoas, brisa agradável no rosto, prédios lindos... Nem fede! Decidi até dar uma voltinha extra pelo meu bairro. E foi hoje que eu descobri: I'm DEFINITELY a Manhattanite.
PS: Dea, eu gosto muito de você, então vamos da próxima vez eu vou ao Queens com um tour seu pra tirar meu trauma de hoje.
Qual a minha opinião:
Desculpem-me os moradores do Brooklyn, mas ninguém me convence de que você vai encontrar a verdadeira experiência novaiorquina no Brooklyn. Isso é semanticamente incorreto! É quase como falar "encontre a verdadeira experiência carioca na Bahia". Eu acho que as opções culturais são diferentes, e cada borough oferece uma gama tão grande de opções que seria injusto de minha parte julgar a melhor. E as melhores coisas são também tão relativas, elas podem ser as melhores pra mim mas não pro outro, então também acho perda de tempo entrar nesse tópico.
O que não estava no debate mas todo mundo questiona é a diferença do custo de vida. Minha conclusão é de que para se morar relativamente bem no Brooklyn não há tanta diferença assim. Uma caixa de cereal custa menos, o aluguel é um pouco mais barato (aluguel médio em NYC = $2.613 contra $1.977 no Brooklyn), mas você acaba gastando mais em transporte e em taxi, quando acha algum que está disposto a atravessar as pontes e voltar sem uma corrida garantida.
E resumindo, a novairoquina escreveu: "se você mora em Manhattan, você não explica porque mora aqui. As pessoas dos outros boroughs sentem a necessidade constante de explicar o que aquela região tem para oferecer. Manhattan é Manhattan e todo mundo sabe disso." Eu achei a frase um pouco arrogante, mas ri por dentro.
E hoje eu me aventurei por 15 minutos no Queens. Estava indo a um workshop de Yoga indicado por uma amiga num dia daqueles que nada começa muito bem. Mas tudo bem, achei que a yoga ia me devolver a minha paz interior.
O bairro era bem feinho, e pela primeira vez me vi so-zi-nha em um quarteirão. Isso nunca acontece em Manhattan, que esquisito. Creepy. Mas enfim, aperta o passo e continua andando. Eu fiquei uns bons 5 minutos tentando entender o que a numeração significava. Desisti e liguei pra saber onde era. Nem Googlemaps entende o Queens! Ele me deixou numa esquina completamente diferente!
E chegando lá, descubro que na verdade a yoga é amanhã e eu confundi os dias. Ok, deixa que eu acho a paz interior mais tarde.
Vou rumo ao metro. Eu acho o metro, mas eu vim na linha E e a placa diz F, R, Z. Gente, tô tão maluca assim?? Nesse ponto eu começo a pensar que nem a minha paz nem a minha sanidade estão dentro de mim. Desço as escadas, subo de novo, abro o Googlemaps, abro o HopStop, e ambos me dizem que o metrô está lá. Desço de novo, pergunto pra uma moça e ela me fala: "Ah, às vezes o E passa aqui sim. Mas demora. MUITO. Então pega outro e troca lá em Manhattan". Murphy tá brincando né?
Ai claro que o primeiro trem que passa é o F, que fica a uns bons quarteirões da minha casa, mas eu resolvo pegar esse mesmo, não fazer baldeação e andar por Manhattan.
Ai que felicidade! Ruas com pessoas, brisa agradável no rosto, prédios lindos... Nem fede! Decidi até dar uma voltinha extra pelo meu bairro. E foi hoje que eu descobri: I'm DEFINITELY a Manhattanite.
PS: Dea, eu gosto muito de você, então vamos da próxima vez eu vou ao Queens com um tour seu pra tirar meu trauma de hoje.
Subscribe to:
Posts (Atom)
